Freqüentemente, nova administração se faz necessária, com renovada tecnologia e expertise nos rumos da empresa. Nessa transição de gestão, os novos administradores podem ser mandatados por credores, podem ser novos sócios ou mesmo decorrente de simples decisão consentida do antigo controlador da empresa. Qualquer que seja a fórmula, às vezes pode haver tempestividade de algumas medidas acertadas, que podem reverter o curso de uma empresa à pique. Uma nova visão pode fazer diferença, desde que com arrimo devido e envergadura para sua atuação, pautado por poderes que podem ser bem utilizados e fazer a diferença.
Sendo muito comuns empresas especializadas de consultoria em turnaround, com quadro técnico de experientes executivos com ampla bagagem na área de recuperação. O que muda de caso para caso é o grau de entrelaçamento das atividades em cada caso. Se os executivos apenas gerenciam as atividades com procurações específicas ou além disso, não sendo incomum participação societária por parte de seus executivos. Inclusive como meio de se termaior autonomia nos atos de gestão da empresa.
Já não se tratando de novidade a combinação de fórmulas societárias de remuneração de performance para premiar administração bem-sucedida em sua tarefa. Assim é o caso de celebração de acordos tipo stock options, ou de opção de ações, em que o administrador da empresa além de obter sua remuneração usual, ainda assim pode ganhar bônus. Isto é, de acordo com esse modelo, o administrador poderá comprar ações a um preço menor e vendê-las no mercado, no caso da cotação do papel subir. Tudo em decorrência do próprio sucesso do trabalho de recuperação, e como prêmio combinado com a empresa.
Vale destacar que por razões históricas é sempre uma dificuldade trazer novos profissionais, ainda mais para lidar com situação do gênero, em estágio crucial de sua própria sobrevivência. Muito embora com amplos conhecimentos e expertise, a nova administração sempre irá enfrentar os que gerenciavam a empresa historicamente. Num embate administrativo, que requer mais do que versatilidade e flexibilidade, mas um efetivo consenso sobre os planos futuros da empresa em processo de recuperação.
O ideal seria sempre conciliar a fórmula que constituiu a empresa, e permitiu sua prosperidade em alguma época, com a tecnologia e conhecimentos de especialistas acostumados a tal estado empresarial. Mas como se sabe, balancear partidos é um esforço político que sempre pode ter resultados surpreendentes. Infelizmente, nem sempre é pelo sucesso do empreendimento.
É isso.



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