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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Comissão revela falhas em controle de infecções no pronto-socorro do HC

Relatório mostra acúmulo de lixo, falta de sabão para os médicos lavarem as mãos e outros problemas de higiene...
É isso mesmo.
Um relatório interno do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP obtido pelo Jornal O Estado de São Paulo apontou 20 falhas no controle de infecções de seu pronto-socorro central e necessidade urgente de reformas para evitar contaminações de pacientes e funcionários.
Até sabão para lavar as mãos faltava na unidade, segundo visita feita em 18 de novembro pela subcomissão de infecção hospitalar do Instituto Central. Outros graves problemas foram encontrados, como o armazenamento de sangue ao lado de materiais limpos e de comida ao lado de comadres, recipientes utilizados para a coleta de urina dos doentes.
Foi detectado ainda o uso indevido da substância glutaraldeído para a limpeza de instrumentos, o que é desaconselhado - especialmente após a epidemia de infecção hospitalar por micobactérias que atingiu diversas unidades do País.
Também a vigilância sanitária estadual já advertiu a unidade sobre a necessidade de obras de adequação do PS, que atende cerca de 300 pessoas por dia.
O HC é um hospital ligado ao governo do Estado, localizado na zona oeste de São Paulo, e o maior da América Latina. Obras de readequação do PS estão com mais de um ano de atraso e macas acumulam-se em razão da falta de espaço físico e de organização da rede de saúde. Apesar de há um ano o PS central só cuidar de urgências e emergências e não receber mais casos simples, continua sendo responsável pelo atendimento de grande número de doentes crônicos, cujos quadros de saúde se agravam e que acabam ficando muitos dias internados no local.
Segundo o diretor-executivo do Instituto Central da unidade, Carlos Suslik, as visitas da subcomissão são comuns, feitas a cada seis meses e, depois de detectados os problemas, eles são corrigidos e o grupo retorna para verificar o que foi feito. Ainda de acordo com ele, somente por meio dos relatórios internos é possível saber a realidade dos problemas, pois assim os funcionários não temem informá-los. "O erro é um tesouro para que se tome ações."Suslik afirmou ainda que depois de registrada uma série de problemas na execução das obras, a empresa responsável desistiu e foi punida administrativamente - não poderá fechar novos contratos com o Estado. Nova licitação já foi aberta, mas o próprio diretor prevê que ela só recomece no início do próximo ano. Ele reconheceu, no entanto, que o atraso nas reformas contribui para os problemas apontados no relatório. "Mas alguns erros eram de processo mesmo", destacou.
A subcomissão verificou ainda, na data da visita, que leitos para pacientes que necessitam de isolamento não estavam adequadamente apartados dos demais pacientes e que também outras áreas, como a que atende problemas vasculares, não estão adequadas para receber doentes.
Foram encontrados ainda durante a visita da subcomissão aparelhos para verificar a pressão sujos de sangue, lixos transbordando, aplicação de medicação sem luvas, sinais de reaproveitamento de seringas para aspiração de medicações, fios elétricos expostos ao lado de cilindros de oxigênio e algodões contaminados com sangue perto de remédios. Ontem um bebê aguardava atendimento ao lado de sacos de lixo azuis com roupas - e marcados com a palavra "infectante". (Fonte: O Estado de São Paulo).
Tá aí.

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