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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

MMA alerta médicos para o uso de produtos com CFC

O Ministério do Meio Ambiente levará aos médicos participantes do XXXIV Congresso Brasileiro de Pneumologia, que começa nesta sexta-feira (21) no Centro de Convenções, em Brasília, um alerta: o clorofluorcarbono, CFC, deixará de ser produzido em 2010 em todo o mundo. É que a indústria farmacêutica ainda usa o produto como propelente nos sprays contra asma, doença que afeta 12 milhões de brasileiros, principalmente crianças e adolescentes. No ano que vem as bombinhas terão que vir com a advertência: "Esse medicamento contém substâncias que agridem a camada de ozônio e por isso será substituído. Procure seu médico para orientações". Um estande do MMA será instalado no congresso no sábado (22), onde serão dadas orientações aos pneumologistas para que conversem com seus pacientes e os mantenham informados sobre a substituição dos medicamentos contendo gás CFC. Além disso, está em pauta na Anvisa resolução que pode proibir novas importações do produto, o que pode tornar sua utilização restrita aos atuais estoques. O MMA quer chamar a atenção, também, para produtos já existentes no mercado e que, a critério médico, poderiam substituir alguns dos que utilizam CFC. O Prozon, Programa de Proteção da Camada de Ozônio desenvolvido pelo ministério, responsável pela elaboração de uma cartilha que estará à disposição dos interessados no estande, é parte do Plano Nacional de Eliminação de CFCs.
Os programas e projetos voltados para eliminação do produto nos processos industriais no País têm apresentado resultados desejados. O consumo brasileiro do CFC caiu de 11 mil toneladas em 1993 para pouco mais de 318 toneladas em 2007. A indústria farmacêutica é o único setor que ainda utiliza o componente químico nos chamados MDIs (inaladores de dose medida), conhecidas como bombinhas contra asma. O protocolo de Montreal, do qual o Brasil é signatário, prevê o fim da fabricação e consumo do gás em todo o mundo. No País ele já não é mais fabricado desde 1999 e várias campanhas, envolvendo pelo menos seis ministérios, foram realizadas. O alvo mais conhecido é o das geladeiras domésticas e industriais que já substituíram o CFC totalmente, restando apenas produtos antigos, para os quais uma destinação correta vem sendo estudada.
Tá aí.

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