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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O aumento das operações de leasing

As operações de arrendamento mercantil (leasing) estão crescendo mais rapidamente do que o crédito. Este evoluiu 26,7% em 12 meses e cerca de 60% entre dezembro de 2005 e novembro de 2007, período em que o leasing triplicou, passando de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões, segundo os dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) e do Banco Central. A expansão decorreu da facilidade de realizar a operação, de vantagens fiscais, da queda de juros e da estabilidade monetária, que estimula operações de longo prazo.
O leasing superou a crise do início da década, quando compradores de veículos, sobretudo importados, fizeram operações de leasing em dólares e arcaram com o impacto, nas prestações, da desvalorização do real. Hoje, com os contratos em reais, não há risco cambial.
O crescimento do leasing reflete o aumento da concorrência com outras modalidades de crédito, como o crédito direto ao consumidor (CDC), disponível em grande escala para pessoas físicas. Estas já representam mais de 50% dos 2 milhões de contratos de arrendamento.
A maior disputa vem dos bancos ligados às montadoras, que escoam mais facilmente a produção com a oferta de financiamento barato. Mas as próprias montadoras já se preocupam com as facilidades exageradas para adquirir veículos, como os prazos de até 96 meses, por causa do risco de deterioração da garantia.
Os veículos em geral representam 80% das operações de leasing, seguidos por máquinas e equipamentos, bens de informática e outros (aviões).
O arrendamento mercantil beneficiou-se da política econômica. O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o crédito encareceu os empréstimos convencionais, mas não o leasing, isento do tributo por ser considerado serviço. Segundo reportagem do jornal Valor, o custo médio do leasing já é ligeiramente inferior ao do CDC. É previsível, assim, que cresça a participação do arrendamento mercantil no conjunto das operações financeiras. Para este ano, o presidente da Abel, Rafael Cardoso, e o conselheiro do Bradesco e da Abel, Antonio Bornia, prevêem evolução de 30% a 35%.
O crescimento do leasing ajudou as montadoras, que produziram quase 3 milhões de veículos em 2007 e deverão produzir cerca de 3,5 milhões em 2008. O que será viável com juros estáveis ou em queda para os tomadores de recursos e preços moderados, sem aumentos como os anunciados nos últimos dias. (Fonte: Idec).
Tá aí.

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