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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma decisão diferente: poesia

Um juiz gaúcho inovou ao emitir seu voto em um processo de indenização por danos morais. Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível, sustentou sua decisão em forma de poesia, no julgamento realizado na manhã da últimata quarta-feira (21/1). O magistrado escreveu um poema para fundamentar sua decisão. Em seu voto, ele declama:

"Este é mais um processo

Daqueles de dano moral

O autor se diz ofendido

Na Câmara e no jornal.

Tem até CD nos autos

Que ouvi bem devagar

E não encontrei a calúnia

Nas palavras do Wilmar.

Numa festa sem fronteiras

Teve início a brigantina

Tudo porque não dançou

O Rincão da Carolina.

Já tinha visto falar

Do Grupo da Pitangueira

Dançam chula com a lança

Ou até cobra cruzeira.

Houve ato de repúdio

E o réu falou sem rabisco

Criticando da tribuna

O jeitão do Rui Francisco

Que o autor não presta conta

Nunca disse o demandado

Errou feio o jornalista

Ao inventar o fraseado.

Julgar briga de patrão

É coisa que não me apraza

O que me preocupa, isso sim

São as bombas lá em Gaza.

Ausente a prova do fato

Reformo a sentença guerreada

Rogando aos nobres colegas

Que me acompanhem na estrada.

Sem culpa no proceder

Não condeno um inocente

Pois todo o mal que se faz

Um dia volta pra gente.

E fica aqui um pedido

Lançado nos estertores

Que a paz volte ao seu trilho

Na terra do velho Flores.”

Tá aí.

Um comentário:

Anônimo disse...

maurício, tem presente no rebloggando. bj.