html Blog do Scheinman: "Para sua segurança esta ligação está sendo gravada"

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Para sua segurança esta ligação está sendo gravada"

Ligou para o call center.
Repetiu seus dados pelo menos uma meia dúzia de vezes, o que já contraria a legislação vigente.
Foi jogado feito peteca de um atendente a outro, até que, finalmente alguém o atende.
Aleluia!!!
Sem antes confirmar novamente todos os seus dados, a irritante gravação vem como a irritante frase: "para sua segurança essa ligação está sendo gravada".
E você se pergunta: "gravada pra que???"
O fato é que o Ministério da Justiça publicou portaria que considera abusivo recusar ou dificultar a entrega da gravação das chamadas para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), como determina o decreto que regula o serviço, de 1º de dezembro de 2008.
A empresa que não cumprir, está sujeita a multa que pode chegar a R$ 3 milhões. De acordo com o decreto, a entrega da gravação deve ser feita no máximo em 10 dias. E é prerrogativa do cliente escolher o meio como ela pode se dar: por e-mail, correspondência ou pessoalmente.
Para o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, a expectativa é de as empresas se adaptem rapidamente à regra. Até porque há a presunção da veracidade. "Negar o serviço, é atestar que o cliente tem razão".
Nos quase 70 dias úteis de vigência do decreto do call center, o DPDC e os procons estaduais já receberam 3,2 mil reclamações; 374 empresas foram autuadas e 36 multadas, o que dá uma média de meio processo apreciado por dia de trabalho. (Fonte: Ministério da Justiça).
Ficam apenas algumas perguntas: a quem pedir a gravação? a esses mesmos solícitos atendentes dos call centers? Como fazer a prova do pedido? Qual a garantia de entrega da gravação? E se não houver a entrega da gravação, a quem reclamar? Como formular a reclamação? Quem irá fiscalizar o atendimento das empresas à portaria? E quem fiscalizará o fiscal?
Só nos resta torcer pela boa vontade e conscientização das empresas no que concerne à adoção de uma política decente em prol do consumidor. Em suma, de nada adianta criar disposição legal em tese. O mais importante é a possibilidade de ser posta em prática!
É isso.

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