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quinta-feira, 5 de março de 2009

STF instala sistemas "kojak" em carros oficiais

O Supremo Tribunal Federal abriu licitação (Pregão nº 17/2009) para "aquisição e instalação de sinalizadores luminosos (giroflex, estilo "Kojak", portátil), sistema eletrônico de sirenes e luzes estrobos (kit safety car) para instalação nos faróis e lanternas traseiras nos veículos oficiais do STF".
O STF informa que "faz parte do Plano de Metas do STF a modernização da Segurança do Tribunal e isto ocorre em vários aspectos, sendo um deles a aquisição de equipamentos".
"O sistema de iluminação estroboscóbica e sinalizadores luminosos de advertência são utilizados pelas principais equipes de segurança do mundo nos veículos de segurança, sendo extremamente úteis no trânsito de autoridades", comenta o STF.
Ainda segundo a assessoria de imprensa do Supremo, é a primeira vez que o tribunal adquire luzes estroboscópicas e o Presidente Lula e os presidentes da Câmara Federal e do Senado Federal têm esses equipamentos em seus carros oficiais.
Em 2007, recorde-se, a então presidente do STF, Ellen Gracie, e o então vice-presidente, Gilmar Mendes, foram vítimas de assalto em visita ao Rio de Janeiro, quando os carros da comitiva oficial foram cercados por homens armados no acesso à Linha Vermelha.
Os sinalizadores luminosos já são utilizados pelo Supremo, segundo informa o tribunal.
O giroflex portátil é semelhante àquele sinalizador usado pelo ator Telly Savalas, quando seu personagem, "Kojak", colocava o luminoso no teto do carro - até então sem características de veículo policial - para abrir passagem no trânsito.
Anos atrás, esse apetrecho chegou a ser usado em veículos de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. A prática foi abandonada. Muitos acharam desnecessário o luminoso portátil. Outros criticaram o que consideravam exibicionismo.
Nos Estados Unidos, que exportou o seriado do "Kojak", é comum os juízes da Suprema Corte deixarem o tribunal dirigindo seus próprios automóveis.
No Brasil, se os muitos magistrados que possuem veículo de representação decidirem usar por ostentação aquele dispositivo de sirene e luz intermitente, das duas uma: o cidadão desavisado vai imaginar que a Justiça de repente ficou célere ou, pior, que chegamos ao tal "estado policialesco". (Fonte: Blogdofred).
Tá aí.

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