html Blog do Scheinman: Frases emblemáticas sobre o julgamento do Palocci

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Frases emblemáticas sobre o julgamento do Palocci

burro "Existe certeza do crime e indícios veementes da autoria do crime. É o que basta para o recebimento [da denúncia]. A prova definitiva será feita no curso dessa investigação" (Roberto Gurgel, procurador-geral da República)

Presume-se que o ex-ministro "seja uma pessoa preocupada com as finanças do País e não com as do caseiro" (Ministro Marco Aurélio)

"Esse caso é emblemático porque envolve um cidadão comum do povo, um homem simples, que teve a coragem de revelar o que lhe parecia desvio de comportamento de pelo menos uma autoridade do primeiro escalão" (Ministro Carlos Ayres Britto)

"A análise exaustiva e pormenorizada dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e, menos ainda, que indiquem uma ordem dele proveniente para a consulta, emissão e entrega de extratos de conta" (Ministro Gilmar Mendes)

"Consultando os autos, vejo que os indícios de autoria relativamente a dois acusados --Antonio Palocci e Marcelo Netto-- são débeis, frágeis e tênues" (Ministro Ricardo Lewandowski)

"O ministro da Fazenda não detinha poder funcional de determinar ao presidente da Caixa o acesso à conta bancária" (Ministro Eros Grau)

"Fascina a imprensa uma versão falsificada de David contra Golias" (José Roberto Batocchio, advogado de Palocci)

"Valeu aquele adágio: a culpa é sempre do mordomo" (Alberto Zacharias Toron, advogado de Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa)

"Foi obviamente um julgamento de natureza política e com o benefício da dúvida" (Tales Castelo Branco, advogado criminal)

Do "Painel", da Folha:

Pergunta. Mas por que um placar tão apertado (5 a 4), quando tantos previam que o julgamento de ontem seria um passeio para Palocci?

Resposta. No entender de um PhD em Supremo, o noticiário que precedeu a sessão de ontem se alimentou muito mais dos advogados de defesa e do Palácio do Planalto do que dos ministros do tribunal, que desta vez pouco deixaram vazar de suas inclinações.

E, como diria o Boris, “É uma vergonha!!!”

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