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sábado, 22 de agosto de 2009

STJ nega liberdade ao médico Roger Abdelmassih

Acusação de estupro

O ministro Felix Fisher, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou, na noite desta sexta-feira (21/8), liminar em habeas corpus em que o médico Roger Abdelmassih pedia para aguardar seu julgamento em liberdade. O especialista em reprodução assistida está preso desde o dia 17, sob a acusação de ter estuprado pacientes.

A denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) foi aceita pelo juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal da Capital, que também decretou a prisão preventiva do médico. Como o relator do habeas corpus no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) indeferiu o pedido de liminar, a defesa tentou, sem sucesso, conseguir a libertação de Abdelmassih no STJ. Ainda não estão disponíveis maiores detalhes sobre a decisão de Fischer.

O MP, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acusa o médico de ter violentado pelo menos 56 mulheres, a maioria ex-pacientes, baseando-se nas provas colhidas em inquérito policial instaurado no ano passado.

Desde o início de 2009, diversas mulheres que faziam tratamento de infertilidade procuraram a Promotoria para denunciar os supostos crimes. Nos relatos, as ex-pacientes, que não quiseram revelar publicamente suas identidades, relatam tentativas de beijos e carícias por parte do médico quando estavam sozinhas. Algumas disseram ter sido molestadas quando estavam sedadas. Abdelmassih nega as acusações.

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