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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Advogado paciente ou agressivo: eis a questão!

Tenho pensado muito sobre a postura ideal do profissional ligado à advocacia. É melhor ser tímido e paciente relativamente à prestação dos serviços ou agressivo e "entrão" no sentido de prospectar trabalho junto ao mercado?

Inicialmente saliento que o profissional do Direito deve atender às normas éticas atinentes à profissão, não fazendo propaganda ou divulgação de suas qulidades além da permitida por lei, praticando uma concorrência saudável e respeitosa para com os colegas e especialmente dignificando o nobre exercício da advocacia.

Mas, passado esse momento inicial, resta saber quem obtem melhores vantagens: o profissional reservado e tímido ou o "tigre" que ataca?

Sempre pensei que o profissional reservado demais perde oportunidades no mercado de trabalho, porque evita situações nas quais é necessário se expor. Já o expansivo em excesso gosta de ser o centro das atenções, é impulsivo, ousado, contador de piadas. Tanto em um caso como no outro, os problemas na carreira são inevitáveis.

"A dificuldade do extrovertido diz respeito à falta de bom senso, à dificuldade em prestar atenção ao outro. Ele é muito voltado para si mesmo e, por isso, não analisa as reações das pessoas às suas atitudes", diz a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa conforme informações e dizeres extraídos de entrevista concedida pela mesma à Jornalista Karin Sato, da Infomoney, sob o título “Nem
extrovertido demais nem muito tímido: qual postura te favorece?" publicada no dia 06 de outubro de 2008, às 00:03, retransmitido no site dos Administradores, também constante do blog da entrevistada (fonte: http:://www.ConsultoriodeTerapiasIntegradas.blogspot.com).

Para a executive coach da Sociedade Brasileira de Coaching, Claudia Watanabe, o profissional muito expansivo é competitivo e agressivo no ambiente de trabalho, quer mostrar serviço e impor suas idéias e opiniões. "Para se sobressair, ele faz marketing pessoal", explica ela. "Mas o tímido também pode se sobressair, principalmente nas atividades que exigem foco e concentração, como é o caso daquelas relacionadas à tecnologia da informação". Nosso comportamento é modelado, principalmente, durante a infância, conforme explicação de Clarice. Quem nunca viu uma mãe elogiar o filho quando ele fica quieto, sem fazer bagunça? E a outra que acha engraçado quando ele chama a atenção de todo mundo?

Para a executive coach da SBC, o problema principal é que o tímido demais dificilmente será promovido. "O mundo corporativo não é feito só de resultados, mas também de socialização. E, para ser líder, é necessário se dar bem com o grupo, saber se comunicar", explica.

A boa notícia é que é possível dominar a timidez, segundo a psicoterapeuta, por meio de treino. "No dia-a-dia, expresse o que sente, converse com as pessoas, esclareça questões mal-resolvidas. Veja tudo como um treinamento. Às vezes, o medo da rejeição do tímido é tanto que ele evita situações nas quais precisa se expor. Como conseqüência, pode desenvolver doenças psicossomáticas".

Já a dica de Claudia, nos termos da mesma entrevista, cujos termos constam de seu blog é: "interaja mais na hora do almoço ou do café, participe mais, se interesse mais pelas pessoas, pelo ambiente e pelas metas da empresa. Tente saber mais sobre o negócio, principalmente se quiser crescer".

Por outro lado, a extroversão demasiada incomoda, especialmente no mundo do direito em que o formalismo e o protocolo ainda são a nota dominante.

Como o extrovertido pode saber que está passando dos limites? Segundo Clarice, é só observar: as pessoas o estão evitando, ele está se sentindo sozinho, não recebe mais convites? "O expansivo demais não usa a inteligência emocional a seu favor", diz.

Segundo ela, esse tipo de profissional também tem mais dificuldade de respeitar a hierarquia, já que não teme o ridículo ou a rejeição. "Ele precisa aprender a ouvir, a não fazer brincadeiras e comentários desagradáveis, na hora errada. Não se pode chamar mais atenção do que o chefe, por exemplo".

"A pessoa com perfil cara-de-pau se torna desagradável e inconveniente, principalmente em reuniões e encontros com clientes. Nas grandes empresas, a questão da postura é crucial", diz Claudia.

Qual atitude favorece o profissional, seja aquele que se encontra inserido numa estrutura maior, seja aquele que se encontra no mercado de trabalho enquanto autônomo?

“Essa análise vale a profissionais de todos os níveis hierárquicos, da recepcionista ao presidente e também para os profissionais que preferem agir por contra prória. Questione: "sua empresa ou postura é conservadora ou inovadora?" Pode ser que, no ramo artístico, o expansivo seja mais valorizado, ao passo que, no ramo financeiro, o perfil demandado é outro. A mesma coisa se aplica no exercício da advocacia: o profissional que atende artistas de televisão pode "se dar ao luxo" de ter posturas diferentes dos profissionais que militam no tribunal do juri, por exemplo...

Segundo Clarice, um pouco de timidez não é só um fato de atração nas relações afetivas, mas também na carreira. "Aparecer por aparecer é arriscado. É necessário aprender a mostrar o que faz quando se tem conteúdo, quando o trabalho tem qualidade. Colocar-se em evidência no momento certo é uma atitude inteligente do profissional".

“Em suma, a fórmula do sucesso depende da dosagem correta do "aparecimento", mas, cuidado, posturas estudadas e montadas em demasia não enganam a todos durante todo o tempo; o importante é agir com naturalidade.” (fonte:Infomoney, por Karin Sato e http:://www.ConsultoriodeTerapiasIntegradas.blogspot.com e outras).

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