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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os nomes esquisitos do TRE

Antes que a legislação proíba qualquer tipo de humor sobre eleições passadas e futuras, reproduzo texto de autoria de Fred Vasconcelos, publicado na Folha em 30 de outubro de 2006, cujos dados foram obtidos em fonte insuspeita, o Tribunal Superior Eleitoral:

Uma consulta às listagens do Tribunal Superior Eleitoral, envolvendo candidatos a deputado derrotados nas urnas em todo o país, revela o lado folclórico do pleito: a criatividade de candidatos que imaginam mudar de vida ou se propõem a melhorar a dos outros.

Em Mato Grosso, "Ceguinho de Olho no Futuro" obteve 87 votos e não se elegeu deputado. Os eleitores também não se empolgaram com "Hélio Gaguinho" e "Claudinho Político Gago", de São Paulo. Nem com os mineiros "Edson Garganta" e "Gargantinha de Ouro".

O eleitorado rejeitou as promessas de "Quem-quem", do Piauí, "Alexandre Fala Sério", do Rio de Janeiro, "Bosco Faro Fino", de Rondônia, "Chiquinho Arara", do Acre, e "Boca da Verdade," de São Paulo.

Talvez inspirados no ex-torneiro mecânico que chegou à Presidência da República, lançaram-se às urnas, sem sorte, o goiano "Júlio da Retífica", o alagoano "Jobson Metalúrgico", o capixaba "Chumbinho Mecânico" e a fluminense "Lili Soldadora".

Da medicina, de onde saíram o candidato à Presidência tucano Geraldo Alckmin e o ex-ministro petista Antonio Palocci, também se submeteram ao exame do eleitor o "Dr. Maluf Médico do Coração" (homônimo do campeão de votos e de suspeitas), o "Dr. Saulo Médico da Família" (SP), a "Dra. Fátima Santos Super Mãe" (MG), o "Dr. Roberto Médico da Baixada" e o "Dr. João o Médico do Povo", do Rio de Janeiro. Nenhum deles se elegeu.

A questão da moradia não ajudou "Gilson dos Sem Tetos" nem o candidato "Pouca Telha", sergipanos. Continuarão excluídos "Mendigo Oruk" (RJ), "Pelé da Sucata" (SP), "Antônio do Ferro Velho" (TO), "Cézar da Reciclagem" (PB) e "Jorge Cata Lixo" (RJ).

Não foi eleito o "Professor Gerson Cotas Já" (SP), nem "Chico Preto" (AM), "Neguinho dos Olhos Castanhos" (CE), "Neguim Bom Dia" (GO), "Nega Véia" (MG) e "Jussara Negona" (RO). Igualmente, perderam "Loura" (AM), "Branquinho" (MT), "Zé Louro" (PI), "Zé Lorin do Hamburgão" (RJ) e "Galego do Gás" (PE). Aliás, a Paraíba não elegeu "Galego do Leite" nem "Galego do Café".

Não foram bem-sucedidos o paraense "Zé Liberal" nem o mineiro "Felipe Radical". "Darci Chutando o Balde" (SC) e "Edileuza Andrade Sai de Baixo" (RJ) não poderão mostrar do que seriam capazes. Não foram ungidos "Domingão Homem de Fé" (SP), "Abençoado" (BA), O "Poeta de Cristo", Edinaldo Filho de Deus" (BA), "Serginho Carismático" (MT) nem "Zeca Deabo" (AP). Muito menos "Ivan O Terrível" (SP), "Júlio César O Conciliador" (CE), "Geraldinho O Iluminado" (SP) e "Natanael O Profeta" (RJ). "Matias O Escolhido" (AL) não o foi nas urnas.

O eleitor não acolheu "Bubu Pé de Serra" (BA) nem "Perna de Pau Capivara" (SP). O alagoano "Zé do Burro" e o baiano "Bira do Jegue" não trocarão suas montarias pelo mandato.

O legislativo estará livre dos excessos de "Chico Doido" de Rondônia e de "Chico Doido" de Roraima. "Pinheiro Na Moral" (SE) não emplacou. Nem o candidato "Mouralidade" (RJ).

Não mudarão de ofício "Abeneir O Coveiro" (RO), "Zé do Canil" (ES), "Marinete A Diarista" (RJ), "Raimundo Picolezeiro" (RR), "Xavier do Sopão" (BA), "Canindé O Cozinheiro" (SP), "Jorge do Bingo" (AM), "João Bicheiro" (RO), "Wanderley do Bilhar", "Palhaço Pirulito" (AL), "Joaquim do Alto Falante" (SP) e "Aurora Baú da Felicidade".

Não houve festa para "Neneca do Pistom" (PE), "Tonho da Sanfona" (AL) e "Genário Sanfoneiro" (ES), mas dançaram "Severino Xic Xic" (MS) e "Cumade Sebastiana" (PE).

"O Chato", do Paraná, obteve 447 votos, e o "Lobisomem" (RS), 1.601. Já "Polaco Leiteiro" (MT) contou apenas o seu voto. Os maranhenses "Tia Loló" e "Lelé" ficaram para trás. E "Lila Lá", do Amazonas -ao contrário de Lula- não chegou lá.

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