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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mais “atos secretos” serão investigados no Senado

auge A diretoria-geral do Senado vai investigar outros 468 atos assinados dez anos atrás sem a publicidade exigida pela Constituição federal. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (13), pela Mesa Diretora da Casa, depois que o 1º secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), definiu como "sabotagem e molecagem" a inserção só agora desses atos no sistema de informática da instituição. Para o secretário, não será difícil descobrir responsáveis.

- Eu considero isso um ato de sabotagem, diria até que de molecagem por parte de servidores que eu considero fundamentalistas, que acham que vão voltar ao poder para praticar o que se praticou durante todo esse tempo. Até porque, são atos que, na sua quase totalidade, não surtem mais nenhum efeito. Fizeram isso exatamente para criar um clima de insegurança. E, na verdade criou, em relação ao trabalho que estamos fazendo - disse Heráclito.

O 1º secretário referia-se a providências tomadas sobre 511 atos secretos que estavam submetidos a exame por comissão por ele criada, desde que eleito para a Mesa diretora. A divulgação de que existem outros 468 atos na mesma situação, para ele, é uma tentativa de desestabilizar o trabalho da comissão.

- Os atos foram inseridos dois dias após a comissão ter concluído o trabalho com relação aos atos secretos anteriores. E o mais curioso é que havíamos pedido a todos os setores, a todas as diretorias, que enviassem informações a respeito do assunto. Nós não vamos conviver com atos secretos. Vamos apurar um a um. A meu pedido, a Mesa determinou à Diretoria-Geral para tomar providencias, criando comissão, que fará o que for necessário para a apuração desses fatos.

Na mesma entrevista, concedida logo depois da reunião da Mesa, Heráclito disse que a maioria dos 468 atos perderam o efeito por consistirem em rotina burocrática. Ele afirmou que o sistema guarda a "digital" de quem divulgou esses números.

- Ao que me parece, existe "digital" com relação aos praticantes do ato criminoso. Estamos trabalhando para saber quem pôs a informação no sistema e acho que vamos descobrir. É um absurdo o que foi feito.

Indagado se a pessoa que pôs esses novos números no sistema de informática pode ser um aliado de Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, Heráclito Fortes afirmou que não desejaria suspeitar de ninguém.

- Eu não gosto de fulanizar. Acho que são diretores de gestões passadas que estão trabalhando no sentido de desestabilizar o que vem sendo feito até agora. Não é aceitável que se esteja brincando com assunto dessa natureza, de se colocar esses atos, não sei com que objetivo. Nós vamos analisar todos os pontos. Se houve crime, se houve má-fé, nós vamos tomar providencias e aplicar medidas exemplares. (Fonte: Agência Senado).

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Continua a gastança do Governo com viagens

 

Lula veta limites para viagens e publicidade no orçamento do próximo ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a adoção de limites nos gastos da União com publicidade e viagens no próximo ano. O dispositivo constava da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010, publicada hoje (13) no Diário Oficial da União.

Pelo mecanismo, as despesas oficiais com publicidade, viagens, passagens e locomoção não poderiam exceder, no próximo ano, os valores empenhados (autorizados) em 2009. Vários tipos de gasto, no entanto, estariam fora desse limite.

As despesas relacionadas à segurança pública, fiscalização (como autuações da Receita Federal), vigilância sanitária, defesa civil, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Copa do Mundo de 2014, além das viagens necessárias para as eleições de 2010, não estariam incluídas no teto.

Na justificativa para o veto, a Casa Civil alegou que a imposição do teto pode comprometer a execução de políticas públicas. Segundo o texto, a limitação nos gastos com viagens poderia afetar a presença de gestores em locais distantes dos grandes centros urbanos, o que comprometeria a fiscalização das ações do governo.

A Casa Civil também argumentou que, ao contrário do que o dispositivo pretendia, a limitação poderia levar ao aumento nas despesas com publicidade e viagens em 2010. Isso porque, caso os empenhos nessas áreas subissem em 2009, os gastos permaneceriam em níveis maiores no próximo ano.

Em relação à publicidade oficial, a justificativa é de que o limite poderia comprometer campanhas de utilidade pública, atualmente sob o mesmo tratamento da propaganda institucional.

Áreas como trabalho, educação e segurança do trânsito, de acordo com o governo, seriam atingidas. A Casa Civil alegou, ainda, que a concessão de diárias para os servidores públicos está regulada por um decreto editado por recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos. (Fonte: Agência Brasil).

Ex-secretária da Receita falará à CCJ sobre suposto pedido de Dilma Roussef relacionado a auditoria em empresas da família Sarney

[Foto: Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)]

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (12) convite para que a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, vá ao colegiado prestar esclarecimentos sobre sua afirmação de que teria recebido um pedido da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que investigação fiscal realizada em empresas da família Sarney fosse agilizada. A audiência foi marcada para a próxima terça-feira (18), às 9 horas.

O requerimento foi apresentado pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA). Segundo ele, se forem verdadeiros os fatos, seria "descabida" a intervenção da ministra em assunto exclusivo da Receita. À imprensa, Lina Maria Vieira vem sustentando que recebeu o pedido em encontro no gabinete da ministra, tendo entendido como um recado para que a apuração não se aprofundasse. Dilma Rousseff desmente que tenha feito o pleito e desafiou a ex-secretária a provar o que divulgou.

A votação do requerimento aconteceu depois do encerramento de prolongado debate sobre a reforma eleitoral, quando só restava na sala da CCJ, entre os integrantes do bloco governista, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Do lado da oposição, numa ação articulada, estavam o líder do DEM, José Agripino (RN), e vários senadores do PSDB, entre eles Sérgio Guerra (PE), Tasso Jeiressati (CE), Marconi Perillo (GO), Alvaro Dias (PR) e Lúcia Vânia (GO).

Inácio Arruda chegou a apelar ao presidente da CCJ, Demosténes Torres (DEM-GO), para que levasse em consideração pedido feito pouco antes por telefone, pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), para que a decisão fosse transferida para a próxima semana. Segundo o governista, Mercadante justificara que a decisão sobre tema de teor polêmico como aquele deveria ter ocorrido antes, e não quando a reunião já se encontrava esvaziada.

- A atitude que se está adotando não é a melhor, não é a mais correta. Isso não ajuda, dentro do processo político e democrático que estamos vivenciando no Senado. Parece uma manobra de última hora, em que se convoca toda a oposição para votar um único requerimento - criticou Inácio Arruda.

Caso da Petrobras

Demosténes afirmou que as votações estavam começando naquele momento e que também havia outros requerimentos. Em seguida, jogou a decisão sobre o pedido de Mercadante para o conjunto dos presentes, mas foi mantida a decisão para que se votasse logo o requerimento do senador Antonio Carlos Junior. Em entrevista mais tarde, o autor disse que não caberia tratar do "affair" entre a ministra Dilma e a ex-secretária no âmbito da CPI da Petrobrás. No entanto, disse que Lina Maria Vieira poderá ainda ser convidada para tratar na CPI de questão fiscal que envolve a estatal, citada como um dos motivos da queda da ex-secretária desse cargo

- Não tenho dúvida de que ela [a ex-secretária] deverá aqui confirmar novamente a versão que apresentou e que me parece verossímil - afirmou o autor, acrescentando que Lina Maria Vieira poderá também trazer provas.

José Agripino disse que agora é a palavra de uma contra a outra. Nesse caso, considerou que é dever do Congresso oferecer oportunidade para que as duas se expliquem. Como disse, o primeiro convite está sendo dirigido à ex-secretária, que foi desafiada pela ministra a provar que houve o encontro e que o tema foi abordado. Agora, observou, ela poderá vir livremente, diante das câmaras e dos microfones, e se submetendo a perguntas, esclarecer o que se passou.

- E eu tenho certeza de que ela vai vir para provar que não é uma mulher que tem a mentira em sua história - avaliou.

Para Demosténes, a questão precisa ser de fato esclarecida, pois é de lata relevância para o país. Somente depois de ouvir a ex-secretária, como disse, a CCJ vai deliberar sobre os próximos passos a serem tomadas, inclusive sobre a própria vinda de Dilma Rousseff. (Fonte: Agência Senado).

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

“Quilate”: Operação da PF contra comércio ilícito de diamantes

 

Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12/8), uma operação para tentar desarticular “uma organização criminosa internacional voltada para o comércio ilícito, no Brasil e no exterior, de diamantes e gemas, brutas e lapidadas, sem procedência legal, bem como a realização de operações de câmbio não autorizadas”. Na operação, batizada como Quilate, a PF deve cumprir 31 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca, no interior paulista. A ordem judicial é cumprida em São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a PF, a investigação apurou “a atuação de forte grupo, composto por nacionais e estrangeiros, concentrado principalmente no município de Franca/SP e com ramificações em Frutal/MG, Uberlândia/MG, São José do Rio Preto/SP e atuação em São Paulo/SP, estruturado para a aquisição, por fontes diversas, e posterior venda informais dos minerais mencionados, com remessas clandestinas a compradores estrangeiros situados em países da Europa, Oriente Médio e América Central”.

A PF afirma que o fluxo de moeda estrangeira decorrente do comércio ilícito de diamantes a estrangeiros “possibilitava a efetivação por integrantes da quadrilha de operações de câmbio ilegais, consistentes em dólar-cabo e câmbio manual de dólares e euros”. A representação da Interpol, polícia internacional no Brasil, diz a PF, foi comunicada para “providências relacionadas ao cumprimento no exterior de ordem de prisão em face de estrangeiro integrante do grupo”.

Os acusados foram indiciados nos crimes previstos no artigo 2° da Lei nº 8.176/91 — usurpação de bens minerais pertencentes à União; artigo 180 — receptação, e 288 — formação de quadrilha e 334 — contrabando, ambos do CP; e artigo 22 Lei nº 7.492/86 — crime contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão. (Fonte: Ass.Imp. PF).

Os dois sapos e o Senado

 

Dois sapos viviam na mesma lagoa. Quando ela secou com o calor do verão, eles saíram em busca de outro lar. No caminho, passaram por um poço profundo e cheio de água. Ao vê-lo, um dos sapos disse para o outro : "Vamos descer e fazer a nossa casa neste poço, ele nos dará abrigo e alimento." O outro, mais prudente, respondeu : "Mas, e se faltar água, como sairemos de um lugar tão fundo ?" Não faça nada sem pensar nas conseqüências. (Esopo, século 6 a.C.) 

Quando a crise no Senado chegará ao fim ? A essa altura, resta a impressão : Sarney virou o jogo; ganhou, mas exibe um corpo alquebrado. E as oposições perderam ímpeto com as denúncias que flagram alguns de seus integrantes.

E os senadores? Pois é… Mais parecem sapos no fundo do poço!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Justiça recebe denúncia contra Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal

A Justiça paulista acatou denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo com base em investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra o bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Além de Edir Macedo, foi instaurada ação criminal contra os bispos Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriollli e Veríssimo de Jesus.

Segundo o levantamento feito pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, as fraudes vinham sendo praticadas há pelo menos dez anos. Os acusados usavam dinheiro de doações dos fiéis para benefício próprio. A investigação constatou que a movimentação chega a R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos coletados em 4,5 mil templos em 1,5 mil cidades do país. Só no período de 2003 a 2008, os depósitos para a Igreja Universal do Reino de Deus alcançaram R$ 3,9 bilhões.

Segundo explicação do Ministério Público, os líderes religiosos consumiam grande parte das pregações com a defesa da coleta dos dízimos, argumentando que os recursos seriam necessários para a compra de óleos santos de Israel, para o financiamento de novos templos e para custeio das transmissões de cultos e mensagens religiosas em emissoras de rádio e televisão.

Para facilitar a arrecadação, eram recebidos valores por meio de cheques, além de doações de bens como carros. Entre as irregularidades constatadas na investigação estão a abertura de empresas de fachada e o envio ilegal de dinheiro para o exterior. Os acusados também procuraram se favorecer da imunidade tributária concedida pela Constituição Federal aos templos religiosos. Eles investiam os valores destinados à Igreja Universal, sobre o qual não incidia a cobrança tributária, na aquisição de bens particulares entre os quais imóveis, veículos e joias.

Os recursos obtidos por meio de doações eram aplicados em duas empresas de fachada: a  Unimetro Empreendimentos S/A e a Cremo Empreendimentos S/A., ambas encarregadas do esquema de envio de dinheiro para o exterior. As remessas iam para contas nos chamados paraísos fiscais, em que os favorecidos têm vantagens como sigilo e baixo custo de movimentação.

Depois esses valores retornavam ao país na forma de contratos que permitiam a legalização do  uso do dinheiro na compra de empresas de comunicação. Em 2004 e 2005, essas empresas movimentaram em torno de R$ 71 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da Igreja Universal, por enquanto, os dirigentes da instituição não vão se pronunciar sobre o recebimento da denúncia pela Justiça de São Paulo. (Fonte: Agência Brasil).

Segundo o advogado, que defende a Universal, Arthur Lavigne, as empresas apontadas pelo Ministério Público como fachada para a movimentação do dinheiro pago por fiéis como dízimo já foram fiscalizadas pela Receita Federal e tiveram suas contas aprovadas. Para o defensor de Edir Macedo e dos demais réus, a nova denúncia é "assunto requentado", por se referir às mesmas empresas investigadas no inquérito arquivado pelo Supremo Tribunal Federal em 2006. O advogado, afirmou que a igreja e seus membros são alvo de perseguição por parte do Ministério Publico de São Paulo. Resta aguardar as cenas dos próximos capítulos.

sábado, 8 de agosto de 2009

Alencar vai depor como testemunha na ação do mensalão

Arrolado como testemunha do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), réu na ação penal do mensalão, o vice-presidente da República, José Alencar, foi consultado pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, sobre a forma como gostaria de ser ouvido. Alencar optou por testemunhar por escrito.

O Código de Processo Penal faculta ao vice-presidente da República --entre outras autoridades-- ser inquirido em local, dia e hora previamente ajustados com o juiz, podendo optar pela prestação de depoimento por escrito. As perguntas formuladas pelas partes, e deferidas por Barbosa, serão transmitidas a Alencar por ofício.

Os depoimentos das testemunhas de defesa arroladas na ação do mensalão podem ser acompanhados por advogados de todos os 39 réus. Na última quarta-feira, Barbosa determinou que o Ministério Público Federal e os réus fossem intimados para formularem, no prazo de cinco dias, as perguntas que pretendem ver respondidas pelo vice-presidente.

Deputado eleito pelo Partido Liberal, alvo de várias acusações no processo do mensalão, Costa Neto renunciou ao mandato em 2005, para não ser cassado, e reelegeu-se em 2007. Ele comandou o processo de fusão do PL com o Prona, dando origem ao Partido da República. Alencar deixou o PL em 2005.

Mas, cá entre nós, acho uma baixaria arrolar Alencar como testemunha, especialmente: 1. Por se tratar do Vice Presidente da República, o que já o deixa numa tremenda saia justa; 2. Por se tratar da pessoa escorreita que é; e 3. Por estar sobrevivendo como um verdadeiro herói e não precisar passar por mais esta provação em razão dos imbróglios de Costa Neto.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Que baixaria, senadores!!!

 

Não há quem não tenha visto nos noticiários a baixaria protagonizada nos últimos dias nas dependências do Senado Federal.

O episódio de ontem envolvendo os senadores Calheiros e Jereissati, embora com uma boa quantidade de “sangue na areia”, foi talvez o ápice da baixaria na crise “fora Sarney” que a tudo assiste de camarote.

O fato é que sorrateiramente o assunto central sai de foco e o bigodudo está lá sentado, na cadeira do meio e com espaldar alto.

Mas, sem levar em conta a questão política e as falcatruas de cada um, os nossos integrantes maiores do legislativo estão protagonizando cenas que fariam até o Maguila corar de vergonha. Me lembram aquelas notícias dos parlamentares de países do extremo oriente se estapeando… Pelo visto, Lindolfo Collor não será o último senador a meter bala em alguém nas dependências da “séria” casa legislativa…

Estou com vergonha dos nossos senadores.

Bem disse o senador Demóstenes Torres, verbis: "A sessão mais degradante da minha vida”.O democrata afirmou ainda que o Senado chegou a um ponto “extraordinariamente baixo” e questionou a necessidade da existência da instituição, abalada por sucessivos escândalos, que atingem, principalmente, o presidente do Senado, José Sarney.

“Hoje, experimentamos, ao menos eu experimentei de corpo presente, talvez a sessão mais degradante na minha vida aqui dentro do Senado. Chegamos a um ponto extraordinariamente baixo. Temos que dar um basta a isso. Para que existe o Senado? Para que existe o Congresso Nacional? Somos um bando de fouchés [pessoas sem caráter], figuras menores que vêm aqui com o único objetivo do enriquecimento pessoal e não para defender os interesses da sociedade?”, questionou Torres, demonstrando indignação com o segundo bate-boca ocorrido nesta semana.

O democrata ainda discordou da representação apresentada pelo PMDB, no Conselho de Ética, contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Para ele, a representação não teria validade nem fatos concretos, mas sim uma forma de intimidação pelo fato do PSDB ter apresentado representações conta Sarney.

“O que estamos vendo aqui é a representação contra o senador Arthur Virgílio, representação desqualificada, sem qualquer fundamento. De que foi acusado o senador Arthur Virgílio, de contrair um empréstimo pessoal, é isso? Se ele deu ou não deu um calote, isso é um problema de dívida. Não é um problema de quebra de decoro”, argumentou Torres.

Penso que Torres sustentou seu ponto de vista pessoal, mas quando externa o nojo que sente do Senado Federal e questiona o porque de sua existência nas atuais circunstâncias, com escândalos e mais escândalos surgindo diariamente, de sorte que o interesse maior da sociedade não é preservado, manifesta o sentimento de todos nós brasileiros.

É isso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sarney e a lei antifumo

A lei antifumo começa a valer a partir da zero hora deste dia 07 de agosto em todo o Estado de São Paulo e, em nenhum lugar público fechado produtos fumígeros poderão ser consumidos. Por ora em São Paulo, mas em breve deve se espalhar pelo País todo…

Mas se fosse lei federal, será que a lei vigiria no Senado?

Se positiva a resposta, porque Sarney ficou??? Ficou pra meter fumo no Brasil todo???

Responde essa cabaré!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Hélio Costa diz que fim do monopólio pode significar a extinção dos Correios

  

Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, assina termos que autorizam emissoras de televisão de Belém a receberem sinais digitais de alta definiçãoO ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje (4) que, se os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem que os Correios não têm direito ao monopólio da entrega de encomendas, a estatal poderá ser extinta. Ele fez um apelo aos ministros para que a questão seja vista “de uma forma especial” durante o julgamento, que será retomado amanhã (5).

“Se os Correios perderem esse direito, estamos próximos a um desastre. São milhares de funcionários que serão demitidos, centenas de serviços paralisados, centenas de agências fechadas. Os Correios não sobrevivem, estão quase a ser extintos com essa decisão”, disse o ministro.

Costa explicou que atualmente é o serviço de entrega de encomendas que possibilita que os Correios possam realizar o serviço de entrega de cartas no interior do país, que não tem lucratividade. “Será que as empresas particulares vão fazer isso, sem dar lucro? A questão do monopólio é essa, uma coisa compensa a outra, como se fosse um subsídio cruzado. A empresa tem o direito de explorar o serviço nas grandes cidades e fica com a obrigação de levar o serviço a todo o resto do Brasil”, avaliou.

Ontem (3), o STF adiou a decisão final sobre o monopólio dos Correios nos serviços postais. A questão está sendo discutida por meio de uma ação da Associação Brasileira de Empresas de Distribuição (Abraed), que questiona a constitucionalidade da lei que regulamenta esse tipo de serviço no país. (Fonte: Agência Brasil).

Foto inédita da chegada do homem à Lua

lua

Sempre desconfiei da NASA e dos americanos. Nunca divulgam todas as informações das quais dispõem (sic)!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ato médico, decisão judicial e interesse público

Episódio I: "FENAM denunciará juiz que mandou prender médica por falta de leitos em hospitais públicos do Rio de Janeiro"

Prepotente e injustificada. Foi assim que a diretoria da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) classificou a atitude do Juiz André Nicolitt, que, na madrugada desta quarta-feira, 30, expediu mandado de prisão contra a médica Ana Murai, coordenadora da Central Estadual de Regulação do Rio de Janeiro, por ela não ter conseguido leito para internar uma paciente. Segundo informou o presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, a entidade apresentará denúncia contra o juiz à Corregedoria de Justiça.

Paulo Argollo ressaltou que a médica não pode ser responsabilizada pela falta de leitos no serviço de saúde pública do Rio de Janeiro. "Essa permanente falta de leito é o retrato de anos de descaso com a saúde, com as condições de trabalho oferecidas aos médicos, com a baixa remuneração, que fazem com que esses profissionais sejam afastados cada vez mais do serviço público. É o resultado do desinteresse e da inércia das autoridades", acrescentou o presidente da FENAM, afirmando que os gestores da saúde incorrem em crime previsto no Artigo 132 do Código Penal, que tipifica como crime "expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente".

Ana Murai foi presa durante o seu plantão no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado (IASERJ) e levada para a 5ª DP, no Centro do Rio, porque não conseguiu cumprir a ordem do juiz André Nicolitt de não internar a paciente Maria Elza da Silva Aquino, de 64 anos, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Cardoso Fontes ou no Instituto Estadual de Cardiologia Aloísio de Castro. Em nenhuma das duas unidades havia leito disponível.

Para a diretoria da FENAM, que se reuniu nesta quinta-feira especialmente para discutir esse assunto, o procedimento do juiz Nicolitt é incompatível com os princípios democráticos vigentes. "É irônico", diz Argollo, "que um Estado incapaz de controlar a violência e prender os criminosos, acabe, pela sua própria inércia, por oportunizar a prisão de um médico enquanto cumpria diligentemente seu dever". (Fonte : Fenam)

De seu turno, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) divulgou nota condenando a prisão da médica Ana Murai. A nota diz que "é lamentável que a médica, responsável apenas pela regulação (administração) de leitos, seja conduzida à delegacia porque as autoridades de saúde não oferecem leitos suficientes para atender a demanda da população.

Sabe-se que o Poder Judiciário está cumprindo seu papel, mas é importante que haja sensibilidade na avaliação dos casos desse tipo. Afinal, a falta de leitos nos hospitais não é uma responsabilidade dos médicos e, sim, das autoridades federais, estaduais e municipais, que há muitos anos não cumprem seus deveres como gestores da saúde no Rio de Janeiro.

A médica em questão cumpriu três decisões da Justiça para internação de pacientes na mesma noite. E, ainda assim, foi presa porque não havia leito disponível para atender a quarta demanda judicial, que tratava de uma paciente já sob cuidados médicos em um hospital particular. O Cremerj considera absurdas a prisão e a exposição pública da médica, que não tem ingerência sobre o aumento do número de vagas. O Cremerj dará todo o suporte jurídico para a defesa da médica", afirma a nota.

Fiquei um tanto pensativo com as notas divulgadas pelas entidades médicas, sempre tão éticas em suas posturas… Fizeram uma série de acusações envolvendo fato ocorrido no Estado do Rio de Janeiro sem ao menos esclarecerem o episódio, de modo absolutamente irresponsável, acusando a Justiça de não assegurar igualdade de tratamento entre o cidadão comum e os poderosos, de aconchegar (sic) “em foros privilegiados os privilegiados”, de “falar entre si em latim”, sem ouvir “o clamor da população espoliada de seus direitos”, indagando qual o papel do Judiciário para aqueles que querem Justiça. Achei um tanto agressivas e aéticas tais assertivas…

Episódio II - O papel do Judiciário: a Justição não é cega

Pois o papel do Judiciário é resolver o que as instâncias próprias não conseguem solucionar, como é o caso das centenas de pessoas que são obrigadas a buscar na justiça acesso à internação hospitalar, a leitos em UTI, à medicação que lhes é sonegada. Não é tarefa fácil, porque exige análise cuidadosa do caso concreto e equilíbrio na tentativa de assegurar exatamente a igualdade de tratamento entre o cidadão e os poderosos, e o cumprimento da decisão por quem deve cumpri-la. É para assegurar os direitos dos cidadãos que o Judiciário é acionado, ainda que, por vezes, não disponha dos meios para cumprir essa difícil missão que, no caso do sistema de saúde, se agrava pelo caos da desorganização de parte de quem deveria resolver a situação: os operadores do sistema de saúde.

A nota publicada na imprensa é tão absurda quanto seria a responsabilização dos médicos pelo caos na saúde pública ou a imputação genérica e descabida à Federação ou ao Sindicato Médico da culpa por essas mazelas, como irresponsavelmente fazem em relação ao Judiciário, a partir de um fato episódico.

Não estou aqui a defender o Judiciário com toda a sua penca de problemas e mazelas, mas, no caso,  os médicos cariocas pecaram pelos exageros. Não se pode simplesmente aceitar a pecha de que o Judiciário como um todo defende os poderosos e não cumpre o seu papel. Não decorre de decisão judicial o estabelecimento de foro privilegiado, mas da lei. Não é o Judiciário que cria as desigualdades. Ao contrário, busca superá-las. Está aí para mitigar os efeitos de uma realidade social injusta e desigual, buscando assegurar aos cidadãos os seus direitos, inclusive em face dos “poderosos”, muitos dos quais exploram o sistema de saúde que aí está posto.

No tocante à manifestação das entidades médicas, sob forma de nota pública denominada, afora os  excessos da manifestação, que pecou pela omissão dos detalhes relativos ao fato, e principalmente, pela falta de ética ao adjetivar a decisão, excedeu-se, ainda, ao generalizar adjetivos até mais ofensivos à Justiça brasileira e aos seus juízes, o que de pronto determinou manifestações de várias associações de juízes.

Efetivamente, dois aspectos, em especial, merecem registro, entremeio a inúmeras atribuições e centenas de processos que aguardam decisões por esses dias, algumas tratando do mesmo tema, ou seja, as internações hospitalares.

Em primeiro lugar, decisão judicial, como ato público que é, pode ser criticada dentro de princípios éticos básicos que se espera de manifestações em alto nível. Não cabe censura na tentativa de inibir outras decisões judiciais objetivando isentar pessoas ou instituições que se julgam acima das leis.  Uma decisão judicial se constitui em ato de jurisdição emanada de um Poder de Estado, podendo ser atacada pela via do recurso previsto na Constituição Federal e nas leis processuais.

Em segundo, importa registrar que o direito à saúde foi elevado à garantia constitucional, e vem sendo reconhecido pela Justiça do País toda vez em que é acionada pelas partes que já não têm mais a quem recorrer. Fornecimento de remédios, internações em clínicas de dependentes químicos, internações hospitalares, enfim, situações extremamente graves e não atendidas no âmbito extrajudicial, estão sendo judicializadas, e estão resultando em ordens judiciais de internação.

Nesse particular, a cultura em construção e que norteia as decisões dos magistrados, em número crescente, vem determinando a reavaliação dos internandos pelos profissionais responsáveis pelos leitos, de forma a não se internar pacientes em situações menos graves daqueles que estão nas filas de espera e segundo os leitos existentes. Dessa forma, respeita-se o ato médico, natural e reconhecido em lei. Aliás, médicos e juízes, como jamais outrora, nunca estiveram tão envolvidos na busca de soluções para o problema social da saúde. Portanto,  respeito e ética, sim, também fazem bem à saúde.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pacto visa promover trabalho digno nas confecções

Para o auditor fiscal Renato Bignami, sanção da anistia a imigrantes ilegais pelo presidente Lula neste mês criou contexto propício para a melhoria das condições de trabalho de estrangeiros nas confecções de São Paulo

Com o objetivo de acabar com o trabalho indigno na cadeia das confecções, ramo que emprega muitos estrangeiros em situação de vulnerabilidade, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) lançou, na última sexta-feira (24), o Pacto Municipal Tripartite Contra a Fraude e a Precarização, e pelo Emprego e Trabalho Decentes em São Paulo.

O acordo começou a ser elaborado em junho de 2007 e contou com a participação de outras entidades e organizações de auxílio aos imigrantes. Ao todo, dez organizações assinaram o compromisso, entre elas a Federação do Comércio em São Paulo (Fecomercio), o Centro Pastoral do Migrante (CPM), o Centro de Apoio ao Migrante (Cami), a Associação Brasileira dos Coreanos, a Secretaria Nacional de Justiça, a Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região (PRT-15) e a organização não-governamental Repórter Brasil.

Desde junho de 2007, o grupo denominado "Dignidade para o trabalhador migrante" vem se reunindo para a elaboração do pacto municipal. "Durante esses dois anos de negociações, reforçamos a certeza de que a solução para o problema não está nas mãos de uma só entidade", declarou Ana Palmira Arruda Camargo, chefe da Fiscalização do Trabalho da SRTE/SP.

Renato Bignami, auditor fiscal da SRTE/SP, lembrou durante o lançamento que o contexto é propício para a melhoria de condições de trabalho dos imigrantes, por conta da anistia a ilegais sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no começo deste mês, já que os trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão sem documentos eram obrigados a deixar o Brasil.

As entidades que aderiram ao acordo atuarão em três frentes: a promoção da qualidade de vida e de trabalho, do ponto de vista econômico e social, estabelecendo critérios mínimos de legislação, segurança e saúde nos ambientes de trabalho; a responsabilização em casos de inobservância das normas trabalhistas ou outras irregularidades; e a criação do Observatório do Migrante, entidade independente criada para monitorar a condição do migrante em São Paulo e prover as comunidades estrangeiras com informações.

Em contrapartida, as empresas, oficinas e confecções, bem como associações e representantes dos migrantes, comprometem-se a buscar a regularização das situações de forma assistida e orientada. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e outros órgãos priorizarão as fiscalizações naquelas empresas que optaram por ficar à margem do pacto e da legalidade.

Apesar da participação em reuniões de elaboração do pacto, grandes magazines não assinaram o compromisso. A Repórter Brasil entrou em contato com as assessorias de imprensa da Riachuelo e Marisa, mas não obteve respostas das empresas até o fechamento desta matéria. Segundo assessoria da Renner*, "a assinatura do pacto depende do esclarecimento quanto aos mecanismos de fiscalização, visto que se trata de uma questão de interesse público". Já a C&A* informa "que está analisando o conteúdo do pacto bem como a sua participação".

O documento de criação do Pacto destaca a existência de um grande número de estrangeiros indocumentados na cadeia produtiva das confecções paulistas. "Pelo fato de não possuírem documentos nacionais, esses trabalhadores estão em estado de extrema vulnerabilidade que ocasiona o surgimento de focos de trabalho degradante e forçado", destaca um trecho do acordo.

Responsabilidades

A SRTE/SP deve intensificar as fiscalizações, com o apoio das Procuradorias Regionais do Trabalho da 2ª e 15ª Regiões, para identificar fraudes nas contratações, situações de trabalho degradante e/ou forçado e casos de precarização por intermediação ilícita de mão-de-obra estrangeira.

A Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) do Ministério da Justiça (MJ) se comprometeu a organizar palestras e cursos relacionados à situação jurídica e a regularização do imigrante e a promover capacitações sobre os temas do tráfico de pessoas e dos direitos humanos, bem como disponibilizar a sua central de atendimento para orientação do público em geral.

A Defensoria Pública da União deverá promover ações no monitoramento da aplicação da Lei da Anistia (Lei nº 11.961/2009) na Delegacia de Polícia Federal. "A defensoria irá defender o estrangeiro. Se necessário, irá ingressar com ações previdenciárias para garantir direitos dos trabalhadores documentados", comprometeu-se o defensor Jânio Urbano Marinho Junior.

O Observatório do Imigrante e do Terceiro Legal terá por finalidade observar pela melhoria constante do meio ambiente de trabalho nas confecções.

A Repórter Brasil fará parte da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Ramo das Confecções em São Paulo, cujo objetivo será estudar a cadeia produtiva e negociar acordos entre as entidades participantes para melhorar o meio ambiente de trabalho desse setor econômico.

Outras organizações, como o Centro Pastoral do Migrante (CPM) e o Centro de Apoio ao Migrante (Cami), ajudarão na divulgação do pacto setorial e continuarão prestando assessoria jurídica aos estrangeiros.

Condições mínimas

O acordo lista ainda condições previstas na legiação brasileira que deverão ser cumpridas pelos empregadores. Entre elas estão: o registro da Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS), repeito à jornada diária de 8 horas, ou 44 horas semanais, fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Em muitas oficinas e confecções, os trabalhadores imigrantes são submetidos a condições insalubres, em locais pequenos, sem ventilação ou instalações sanitárias. Para melhorar esse quadro, o pacto setorial lista algumas normas que devem ser respeitadas pelos empregadores, como manter o local de trabalho com a altura do piso ao teto (atendendo às normas de conforto e segurança), disponibilizar um espaço suficiente para trabalho seguro, manter instalações sanitárias separadas por sexo e garantir conforto nas refeições. (Fonte: Repórter Brasil, por Bianca Pyl)

OAB quer "recall" para povo cassar mandato de todo parlamentar traidor

auge Em virtude da grave crise vivida pelo Senado nos últimos meses a OAB vai retomar com intensidade, a partir do fim do recesso parlamentar, campanha pela aprovação urgente do "recall", mecanismo que possibilita a cassação dos mandatos eletivos pela vontade popular.

"O "recall" prevê a cassação do mandato daqueles políticos que não cumpriram fielmente tudo o que prometeram durante a campanha. Ou seja, traíram a vontade popular e a esperança do eleitor", afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Cézar Britto.

Para o presidente da OAB a reforma política é fundamental para que o cidadão possa confiar de novo em seu representante. "É preciso valorizar a política, fazer com que ela não seja confundida com politicagem".

Britto espera que a reforma realmente seja colocada em pauta e aprovada para que não seja mais "um balão de ensaio". Sempre que há uma crise de credibilidade se fala em prosseguir com a reforma política.

Mas quando o povo esquece da crise, o Congresso esquece da reforma, concluiu o presidente nacional da OAB.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Consumidores usam o Twitter para ganhar com promoções

 

Empresas preparam condições exclusivas para seus seguidores que descobrem, antes dos outros clientes, onde estão os descontos e os lançamentos. Ferramenta serve de filtro para usuário pesquisar tudo em um só lugar

Muitos consumidores já estão usando o Twitter para se informar sobre promoções e aproveitar as ofertas das empresas. O Twitter é uma espécie de "microblog", em que são publicados textos com limite de 140 caracteres. Essas mensagens são recebidas por todos os usuários que optaram por "seguir" aquele perfil.

A ferramenta, que surgiu em 2006 e despontou como uma febre entre usuários que apenas queriam relatar o que acontecia no seu dia a dia, começa a ser incorporada por empresas que pretendem divulgar seus produtos na internet. Elas usam o espaço como um canal de marketing e atraem seguidores ao anunciar promoções e lançamentos em primeira mão.

A velocidade da informação é a marca do Twitter. Os mais de 3 mil seguidores da CVC, por exemplo, ficam sabendo das ofertas da operadora de turismo antes de todo mundo. "Quando decidimos lançar uma promoção, precisamos primeiro criar um material de divulgação e só depois publicamos essas ofertas nos jornais, revistas e sites. Isso leva tempo", conta Rogério Mendes, gerente de e-commerce da CVC. "Mas enquanto o material não fica pronto, nós divulgamos a oferta no Twitter, porque isso pode ser feito na hora."

Há empresas que oferecem condições especiais apenas para seus seguidores no Twitter. É o caso do Extra.com.br. "Já demos dois mil vouchers de locação da Net Movies, descontos exclusivos em produtos, realizamos um concurso cultural que tinha como prêmios geladeira, TV, Playstation 3 e Netbook. Ali também postamos ofertas do dia e outras informações relevantes do nosso site, como a divulgação de serviços", informa a coordenadora de marketing da rede Luciana Cesana Comenalli.

Outra vantagem de se informar pelo Twitter é poder filtrar as informações. "Para atrair e manter nossos seguidores, colocamos apenas conteúdo que o nosso público acha relevante", diz Andrea Dietrich, gerente de e-marketing do Grupo Pão de Açúcar.

A publicitária Renata Munhoz, 24 anos, ´segue´ a LG Top Mount, Fast Shop e Extra no Twitter, por indicações de amigos e interesses profissionais. "A vantagem é não ter que pesquisar em cada site e ter tudo em uma página só. Gosto da interatividade das empresas, que oferecem brindes."

Cuidado

"Para não perder tempo recebendo informações inúteis, antes de se tornar um seguidor de uma empresa no Twitter é recomendável verificar se as informações publicadas ali são realmente de seu interesse", sugere o consultor Ethevaldo Siqueira, especialista em tecnologia. Outra dica é aproveitar o mais rápido possível as ofertas que lhe atraem. Muitas vezes, as promoções divulgadas têm validade de apenas 24 horas.

É bom lembrar que tanto no Twitter como no Orkut existem perfis falsos de empresas, alerta Valéria Cunha, assistente técnica do Procon-SP. "Convém ao consumidor buscar o site verdadeiro da empresa e entrar em contato para verificar se a oferta é válida. O número de seguidores pode indicar credibilidade."

E guarde os anúncios. "O consumidor tem o direito de reclamar sobre o descumprimento de qualquer oferta publicitária. Para isso, imprima a página com a promoção ou solicitação para utilizar como prova", completa.

Participe

Entre em www.twitter.com e clique em Get Started. Coloque seu nome completo, nome de usuário, senha e e-mail para criar seu microblog

Depois, basta clicar em Find People e digitar o nome da empresa ou loja de sua preferência para receber as oportunidades

Ao encontrá-la, clique em Follow. Pronto, você passará a receber todas as promoções que a empresa posta no site. Ao acessá-lo, terá um histórico delas no seu perfil

Se já achou o que queria e desejar parar de receber promoções, clique em Following. Na barra de ferramentas ao lado da foto da empresa referida, clique em Unfollow para parar de seguí-la

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Projeto prevê controle interno do Senado

 

De autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES), o Projeto de Resolução do Senado (PRS) nº 47/09 estabelece regras e procedimentos para o controle interno do Senado. A atual Secretaria de Controle Interno passaria a ser a Controladoria do Senado Federal, cujas funções envolveriam a avaliação da legalidade, eficácia e eficiência das gestões orçamentária, financeira e patrimonial da Casa. Caberá à Controladoria o monitoramento de todas as atividades de controle interno de todos os gestores da instituição. A proposta pode receber emendas de 3 a 7 de agosto.

A Controladoria terá como competência planejar, dirigir e executar atividades de inspeção e auditoria contábil, financeira, orçamentária, operacional, patrimonial e de pessoal. O órgão também acompanhará os rendimentos de senadores e de servidores comissionados ou que ocupem função de confiança. A Controladoria trabalhará integradamente com os demais órgãos de controle interno dos outros Poderes da União. As competências desse órgão abrangerão todos os órgãos supervisionados ou vinculados ao Senado.

Semestralmente, a Controladoria apresentará relatório de atividades à Mesa e à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O relatório semestral será apreciado pela CMA e colocado à disposição de todos os senadores.

Somente poderão exercer o cargo de chefe da Controladoria servidores efetivos do Senado e, excepcionalmente, servidores efetivos titulares de cargos de controle do Tribunal de Contas da União (TCU) ou da Controladoria Geral da União (quando cedidos ao Senado para esse fim). O chefe da Controladoria terá de informar obrigatoriamente o TCU e a Mesa sobre qualquer irregularidade ou ilegalidade, sob pena de responsabilidade solidária.

A Controladoria usará como mecanismos de controle interno a segregação de funções; a rotatividade nos cargos diretivos; a descentralização de responsabilidades; a tesouraria e o princípio da transparência.

Será criado um colegiado com os titulares dos órgãos e unidades administrativas do primeiro nível hierárquico do Senado para assessorar a Controladoria na homologação do resultado de licitações, pregões ou contratações. O chefe da Controladoria será nomeado pelo presidente do Senado, após sabatina na CMA e aprovação pelo Plenário, e terá mandato de cinco anos, vedada a recondução.

O projeto também estabelece que o Senado deverá dar prioridade para o uso dos sistemas corporativos de licitação eletrônica, registro de preços e pregão. A Controladoria também apresentará um plano de fiscalização anualmente à Mesa. A proposta também ressalta a obrigatoriedade de o Senado seguir os preceitos constitucionais da eficácia e eficiência operacional, transparência, legalidade, legitimidade, economicidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, efetividade e equidade.

Na justificação do projeto, Renato Casagrande destaca que o mandato fixo do chefe da Controladoria (cinco anos) só poderá ser interrompido por deliberação da Mesa, como forma de preservar sua autonomia e independência.

Eu, pra dizer a verdade, só acredito em controle externo… e ele já deveria existir e exercido por cada um de nós: é só não votar em picareta. Mas como temos memória curta…

sábado, 18 de julho de 2009

Sarney, tal como Nero, preferiu explodir tudo

Senado demitirá 200 servidores contratados por atos secretos

Cerca de 200 funcionários do Senado contratados por atos secretos serão exonerados. O levantamento já foi concluído pela Advocacia-Geral e está na diretoria-geral para análise de Haroldo Tajra.

A informação é do advogado-geral, Luis Fernando Bandeira de Melo. Segundo a assessoria da diretoria-geral, na próxima semana a lista dos demitidos deve ser divulgada.

O servidor cumpre determinação do presidente José Sarney (PMDB-AP), que anulou os 663 atos não publicados e estabeleceu um prazo de 30 dias para que a comissão diretora da Casa definisse a forma de ressarcimento aos cofres públicos de eventuais prejuízos causados pelas contratações irregulares.

O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), já tinha informado no início da semana que 200 dos 663 atos eram inócuos, uma vez que não traziam qualquer consequência administrativa para o Senado. (Fonte: Agência Brasil).

De fato, tenho assistido a este imbroglio dos atos secretos com muita atenção. Há muito joio, trigo, agulhas e palha misturados. E o que faz o Presidente Sarney? No melhor estilo primitivo-canavieiro, manda tocar fogo em tudo.

Literalmente explode os tais atos secretos para com isso, tentar livrar-se das explicações que deveria dar. Ele, Sarney, bem como os demais envolvidos no esquema. Anular os atos secretos me parece similar a uma queima de arquivo, a jogar a sujeira para baixo do tapete.

Depois de assistir ao Senador Virgílio bradando da Tribuna com uma beligerância e veemência poucas vezes vista no Senado Federal, nunca imaginei que a solução seria simplesmente a anulação dos tais atos secretos. É no mínimo de se estranhar uma solução tão estapafúrdia para um esquema tão quadrilheiro.

Este ‘’cala-boca’’ realmente me incomodou, não somente pelo fato de não se investigar uma situação que carecia de análise mais pormenorizada, mas por se tratar de mais um escândalo que acabará em pizza no nosso País, assim como tantos outros que vimos assistindo nos últimos anos.

Infelizmente somos um povo de memória curta. Esquecemos que o maranhense Sarney é Senador da República pelo Amapá; esquecemos que Sarney assumiu a presidência da república por ter tido a ‘’sorte’’ de ver Tancredo Neves falecer antes de receber a faixa presidencial; esquecemos que seus familiares continuam aprontando em seu estado de origem (não o Amapá, mas o Maranhão) resolvendo as coisas no mais velho estilo coronelístico; esquecemos que o Presidente Lula forçou sua permanência na presidência do Senado Federal, numa verdadeira intervenção no legislativo; etc, etc.

Agora, veio a anulação dos atos secretos: muitos inócquos. outros escandalosos que cairão no esquecimento muito bem enterradinhos. E o que acontece agora??? Alardeia-se que os servidores serão demitidos… alguns pagarão o pato do Sarney mas certamente outros, de algum jeito, serão readmitidos e tudo seguirá feliz nas terras brasilienses ou no Reino de Sarney.

É isso.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sacanagem à vista: NET cobra aluguel pelo conversor

Com ponto extra proibido na mensalidade, empresa inclui o serviço de instalação e manutenção

A operadora de TV por assinatura NET deixou de cobrar pela programação do ponto extra da TV paga mas passou, desde segunda-feira, a adotar uma taxa mensal de R$ 19,90 pelo aluguel do conversor usado para a conexão. A medida, segundo o presidente da NET, José Antonio Félix, tem o objetivo de atender à determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que proibiu a cobrança pela programação do ponto extra, mas permitiu que as operadoras cobrem pela instalação, equipamento e manutenção.

"A cobrança que é feita hoje é de locação do equipamento para assistir à televisão em outros pontos da casa, a programação continua gratuita", afirmou o diretor executivo de Relações Institucionais da NET, André Borges.

As novas regras para o ponto extra foram aprovadas pela Anatel em abril, mas não entraram em vigor porque existe uma liminar, da Justiça Federal de Brasília, que permite a cobrança, inclusive da programação do ponto adicional.

Os diretores da NET disseram que os clientes podem deixar de pagar o conversor do ponto adicional se comprarem pacotes com banda larga, TV e telefonia, que, em alguns casos, já incluem o ponto extra. Quem não quiser pagar pelo conversor pode ter acesso pela rede da operadora, nos pontos adicionais, só aos canais abertos - como Globo, Record, SBT e Bandeirantes - e aos canais obrigatórios (TV Câmara e TV Senado). Mas, para assistir no ponto adicional aos demais canais da programação contratada no principal terá que pagar pelo conversor.

No caso da manutenção dos equipamentos e da rede interna na casa do cliente, a NET passou a oferecer duas opções: pagar uma taxa de R$ 70 por visita ou uma mensalidade de R$ 4,90.

Como consumerista de carteirinha, penso que o aluguel do equipamento é uma tentativa de mascarar a cobrança pelo ponto extra. A norma da Anatel deixa claro que a manutenção não pode ser cobrada de forma perene ou mensal. Além disso, começar a cobrar de quem não pagava é uma mudança unilateral do contrato.

Segundo a Anatel, cobrar pelo do equipamento não fere o regulamento. Mas a operadora deve discriminar na conta os itens cobrados (conversor, decodificador etc), motivo (manutenção, instalação) e data.

Como consumidores, devemos ficar atentos… agora, resta conseguir falar com alguém no teleatendimento da NET… caso contrário, restam a denúncia à Anatel ou o Judiciário. (Fonte: Idec).

Defensores do afastamento de Sarney da presidência do Senado vão pedir investigação ampla do Ministério Público

auge O grupo de senadores que defende o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado decidiu hoje (8) apresentar representação ao Ministério Público pedindo uma investigação ampla na administração da Casa. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou que os senadores buscarão apoios institucionais de partidos e de entidades da sociedade civil organizada para respaldar a representação.

“Não se trata de uma investigação pontual. Queremos uma investigação geral dos atos praticados no Senado”, afirmou o senador. Outra decisão tomada, após uma reunião no gabinete de Sérgio Guerra, é a cobrança da instalação imediata do Conselho de Ética.

Apesar de ser um colegiado permanente, nenhum partido indicou representantes para compor o Conselho de Ética na legislatura que teve início neste ano. O P-SOL já apresentou representação para que o conselho investigue a responsabilidade de Sarney em irregularidades administrativas denunciadas pela imprensa. Entre elas, a edição de atos secretos de contratação de pessoal.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que participou da reunião, disse que o grupo está preocupado com um possível esvaziamento das manifestações pelo afastamento de Sarney da presidência. Segundo ele, esses senadores estariam “magoados” com denúncias divulgadas, nesta semana, contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), e o senador Tião Viana (PT-AC).

“Se não tiver categoria para cobrar responsabilidades, o Senado vai virar a casa da mãe Joana. Já apareceram denúncias contra o Arthur Virgílio e o senador do Acre [Tião Viana]. Amanhã aparece contra outro e a cada dia perdemos credibilidade perante a sociedade. Daqui a pouco isso vai parecer chantagem”, afirmou o peemedebista.

O senador José Nery (P-SOL-PA) acrescentou que os parlamentares “não aceitarão nem vão discutir chantagens”. Ele disse ainda que os defensores do afastamento de Sarney vão adotar medidas práticas para promover a “faxina ética, administrativa e política de que precisa o Senado”.

Participaram da reunião os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Nery (P-SOL- PA), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Álvaro Dias (PSDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS). (Fonte: Agencia Brasil).

Do jeito que andam os ânimos pelas arenosas terras brasilienses, “a cobra vai fumar”…

Roberto Gurgel, indicado para Procurador Geral da Republica é sabatinado e duramente questionado sobre excessos do MP

 

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,  Senador Demóstenes Torres (DEM-GO), fez duros questionamentos a Roberto Gurgel, indicado ao cargo de procurador-geral da República, durante a sabatina nesta quarta-feira (8/7).

Segundo o site, Demóstenes cobrou providências em relação a procuradores do estado de Santa Catarina que se beneficiam de auxilio- moradia, e de procuradores da Bahia, Mato Grosso e Mato do Sul que recebem salário acima do teto, sendo que alguns deles até R$ 36 mil. Demóstenes disse que, por muito menos, ele e outros Senadores estão pedindo a saída do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Por outro lado, a mídia vem dando especial atenção ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Em recente reportagem publicada na Folha, o procurador da República Celso Três diz que "a cúpula do CNMP não tem a menor ideia do que acontece nos Estados". Ele criticou "a passividade" do órgão diante do "descalabro salarial nos Ministérios Públicos estaduais", afirmando que, em Santa Catarina, todos os promotores recebem auxílio-moradia, e, no Rio de Janeiro, há promotores ganhando até R$ 36 mil mensais.

Cabe ao CNMP zelar pela boa gestão e administração financeira do Ministério Público dos Estados e da União (inclui os Ministérios Públicos Federal, do Trabalho, Militar e do Distrito Federal). O CNMP é presidido pelo Procurador-geral da República.

Caberá a Gurgel - já aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, dependendo-se, agora, tão somente, de sua aprovação no plenário do Senado - lidar não somente com os problemas jurídicos junto ao STF – o que já se mostrou capaz de fazer com ótimas intervenções enquanto vice do antigo procurador geral – mas também lidar com as firulas em que se envolve o MP, um verdadeiro vespeiro e saco de gatos.

Em sua sabatina, Gurgel afirmou que implantará um sistema único de informações para organizar os dados do Ministério Público disponíveis em todo o país, com o objetivo de ampliar a transparência do órgão e, inclusive, informar ao público quanto gasta a instituição. “O Ministério Público está devendo, sim, uma transparência muito maior do que a atual”.

Sobre o emblemático caso do o ex-ativista e escritor italiano Cesare Battisti, Gurgel afirmou que é assunto do Executivo e que não valeria fazer nenhuma censura de opinião ao ministro da Justiça, Tarso Genro.

O que penso é que Gurgel vai ter que “botar ordem na casa”. Não sei por quanto tempo ficarã tão sorridente quanto na foto aí de cima…