html Blog do Scheinman

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Será que tenho amigos de verdade???

Hoje estava mais uma vez refletindo sobre amizades genuínas. Na verdade ando revendo uma série de conceitos e a amizade é um desses conceitos pétreos que nunca temos coragem de questionar. Sempre pensamos que fulano ou beltrano é nosso amigo e ponto. Não pensamos mais no assunto.
Nessas minhas conjecturas acabei encontrando um interessante texto de Arthur Schopenhauer que transcrevo abaixo que nos dá uma boa idéia do que vem a ser amizade... mas não é só isso.
Fui atrás dos conceitos, definições do conceito de amizade. Do que é a amizade genuína... do que é esse sentimento do qual nós achamos depender para nossa subsistencia. Vejam abaixo minhas conclusões. Acho que podem ser vir para alguma coisa. Primeiro vem o texto de Schopenhauer:
"Do mesmo modo que o papel-moeda circula no lugar da prata, também no mundo, no lugar da estima verdadeira e da amizade autêntica, circulam as suas demonstrações exteriores e os seus gestos imitados do modo mais natural possível. Por outro lado, poder-se-ia perguntar se há pessoas que de facto merecem essa estima e essa amizade. Em todo o caso, dou mais valor aos abanos de cauda de um cão leal do que a cem daquelas demonstações e gestos. A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o egoísmo próprio à natureza humana é tão contrário a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence àquelas coisas que não sabemos se são mera fábula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes. Todavia, há muitas relações entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos egoístas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um grão daquela amizade verdadeira e genuína, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa razão, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfeições. Elas elevam-se muito acima dos vínculos ordinários, cuja natureza é tal, que não trocaríamos mais nenhuma palavra com a maioria dos nossos bons conhecidos, se ouvíssemos como falam de nós na nossa ausência."
Mas só o texto de Schopenhauer não me satisfez. Tem o seu tom de romantismo. O seu sentido figurado. Hoje não mais me satisfaço com palavras que apenas servem de bálsamo passageiro para a alma. Quis ir mais fundo...
Com tristeza verifico que a amizade está em declínio e a solidão está em ascensão. Qualquer um pode constatar isso no mundo contemporâneo. Os laços humanos tornam-se cada vez mais frágeis e efêmeros porque vivemos numa época em que tudo se “liquefaz”, usando a imagem de Z. Bauman. Hoje, antes mesmo que uma amizade se solidifique, ela está condenada a se evaporar frustrando a intenção sincera dos pretensos amigos. O amor também facilmente se evapora. Aliás, a própria vida escorre, rapidamente, sem que possamos aproveitá-la intensamente como parecia acontecer com os antigos. Vivemos a época das grandes manifestações de massa, das grandes multidões que acorrem aos estádios para assistir ao futebol, ao culto religioso, à banda de rock, ao partido político ou ao carisma de um falso ídolo, mas nunca nos sentimos tão só e sem vínculos autênticos de amizade. Nos dias de hoje já não importa ter amizades autênticas, mas relacionamentos úteis. O outro é avaliado para ser nosso amigo instrumental, em função de interesses mesquinhos. Importa menos um encontro consumatório, para conversar-por-conversar, do que estar conectado na rede, para trocar e-mails, participar de um chat, ser incluído num grupo do orkut, ou simplesmente jogar, jogar e jogar em rede com os “amigos virtuais”. A conexão da Internet ou do celular promete um especial mais-gozar do que estar “ao vivo” com o outro. Ficar face-a-face está ficando cada vez menos necessário. Neste sentido, não posso deixar de trazer Cícero que ensina que a amizade verdadeira é desinteressada: ela não fica, severa, a controlar se está dando mais do que recebeu. Por isso chamam de "consumatória" a verdadeira amizade, porque, os amigos convivem de modo desinteressado e sem cálculo sobre a própria relação. Evidentemente que existe um interesse entre os amigos: a ascese de ambos. Amigos não sofrem inveja um do outro, mas sim, admiração. Quando Montaigne fala de sua amizade de E. La Boétie, demonstra admiração. Conceitua a amizade como um encontro existencial de almas que se entendem, muitas vezes não lhes percebendo sequer a linha de demarcação entre cada personalidade. (Montaigne. Ensaios: cap. XXVIII).
Cresce o número de pessoas que se sente intoxicada de pessoas, daí cada um inventa uma fuga: um relacionamento de faz-de-conta, contatos apenas virtuais, arrumar um bichinho de estimação, viver em algum lugar solitário. J. D. Salinger, o autor de “O apanhador no campo de centeio”, numa rara e resistente entrevista em 2004, preferiu viver solitário nas montanhas. Sua halitose, seu jeito de ser e o sucesso do livro contribuíram para reforçar sua tendência anti social. A atitude avessa às pessoas não é adotada apenas por escritores e cientistas; costuma fazer parte de pessoas que vivem o cotidiano acadêmico, não obstante o imperativo de eles terem que conviver com alunos e colegas. “Seria bom trabalhar numa universidade que não tivesse alunos”, li uma vez uma entrevista de um pesquisador que odeia ensinar.
Há aqueles que substituem os amigos pelos “irmãos em Marx”, ou “irmãozinhos da psicanálise segundo Lacan”. Há os eruditos que tentam convencer de que com a fragmentação irreversível de nossa época resta cada um ficar na sua, em casa, e “conversar” com Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomas de Aquino, apenas com gente que abre o caminho da sabedoria e da ascese. Segundo esses eruditos “é mais proveitoso conversar com amigos, pensadores, do que com especialistas de nossa época”.
Hoje é fácil descartar amizades potenciais. A falta de disponibilidade para a amizade verdadeira é tamanha que torna-se visível a resistência para continuar uma conversa que mal teve um início. Não raro, as poucas amizades que ousam ultrapassar a barreira do estereótipo precisam vencer as contingências que concorrem para descartá-las, ou podem simplesmente ser toleradas por interesses profissionais, institucionais, políticos, acadêmicos, comunitários, ou mesmo familiares.
Entretanto, segundo Alberoni (1993), essas indicações, acima, nada têm a ver com o conceito de amizade.
Colegas de profissão não são amigos. Uma das primeiras frustrações que tive na vida profissional enquanto estagiário no departamento jurídico de um grande banco foi reconhecer que entre os "semoventes do direito" não existia verdadeira amizade, mas sim lealdade e interesse na “causa”. Era algo muito parecido com a militância política de esquerda, enquanto na clandestinidade.
Na verdade, alguém disse que – especialmente em período de crise política, ou de CPIs – a política não só separa amigos de inimigos, separa também amigos de amigos e, pior, tende a juntar inimigos conforme interesses de momento. (Dissidentes do PT, hoje, parecem “amigos” da direita, contra o governo Lula). Cavalcanti (1984) observa que, na militância do clandestino PCB, havia uma vida “fora” do círculo partidário “sujeita a uma dinâmica mais rica e diversificada, contrastando com a "ficção" elaborada por suas interpretações”. Há uma maior probabilidade de surgimento de amizades verdadeiras “fora” da militância política do que “dentro”, visto ser este um ambiente marcado pela dessimetria entre “militantes” e dirigentes”.
De fato, onde as relações são instrumentais (como ocorre com os "colegas de trabalho"), não existe verdadeira amizade. As amizades se sustentam apenas onde as relações são consumatórias. A política é o melhor exemplo de relações instrumentais, porque, nela, sempre existe um terceiro elemento que condiciona as relações humanas, que são: a causa, o interesse do partido que cada um serve, ser um “não-sujeito”, etc. Na amizade – e no amor, também – sobressai o impulso natural e o sentido consumatório da relação de querer estar com outro, e basta! Embora a amizade e o amor tenham os seus próprios e camuflados interesses egoístas, a finalidade de ambos é a sustentação do vínculo entre as pessoas que se quer bem.
Entretanto, a pseudo amizade dos militantes de uma causa política, religiosa, ou cultural, tem uma finalidade meramente instrumental, assim como nas amizades eminentemente profissionais, porque o outro só existe como “objeto” de uso para conseguir êxito numa causa abstrata ou concreta. (Epicuro, na antiguidade grega, teria sido pioneiro ao observar que a amizade nada tem a ver com o vínculo político ou religioso (estendo esse vínculo ao profissional...).
Mas pode ser condição para a construção da subjetividade desalienada e uma personalidade preparada para enfrentar as falsas opiniões e as tiranias do mundo.
Existe uma equivalência no tratamento entre “camaradas”, “companheiros” da esquerda política e os “colegas” dos nossos escritórios. Na militância política da esquerda dogmática a amizade é vista como um valor da burguesia tal como o amor e a própria democracia. O tratamento de “camarada” ("továrish" da língua russa) ou de “companheiro” (do espanhol americano) nada tem do sentido clássico de amigo. O camarada ou companheiro é alguém incluso na militância, na luta política, ou seja, a relação jamais é direta, antes passa pela “autorização” do grande Outro (o partido, a causa, o catecismo marxista, etc). Nesse sentido, ambos se aproximam do sentido de "parceiro”, que é de inspiração negocial, tão comum, no exercício de nossa nobre profissão da advocacia, que, também renega o valor da amizade. Aliás, com com muita propriedade Descartes distingue afeição e devoção da amizade. Temos afeição a um bichinho, uma casa, um carro, ou seja, apreciamos algo neles, porém menos do que nós mesmos. A devoção é ter um sentimento especial para com alguém que ocupa uma posição superior a nós. Temos afeição a nossos pais, a um governante, a um rei, a Deus a um amigo consumatório, a ídolo do momento, a um revolucionário, e até a um país ou a uma causa. Contudo, o "parceiro", amigo por interesse, fica num lugar entre a afeição e a devoção. Pelo que vi até hoje em meu caminho pela advocacia, só vi afeição entre poucos colegas de escritório... parcerias sim, respeito sim, interesse sim, mas amor desinteressado e abnegado nunca vi não.
Muito bem. Até aqui cheguei a uma digressão sobre amizades autênticas. Mas ainda não compreendo exatamente o que é amizade. O que é a amizade pura e simples? Vou tentar, em poucas palavras viajar pela Grécia antiga, a buscar inspiração nesta empreitada...
Efetivamente, os gregos antigos são fonte de inspiração sobre a amizade. Para Epicuro (341-270 a.C) “embora não altere o sofrimento nem possa evitar a morte, (a amizade ou "philia") ajuda a suportá-la (...). Ainda, a "philia" é o instrumento indispensável ao artesanato ético interior, pois a presença do amigo auxilia a procura e a manutenção da sabedoria...” (Pessanha, 1992).
Epicuro foi o sábio que mais teve amigos, na antiguidade, tamanho foi o número deles que vieram saudá-lo no seu funeral. Embora fosse um homem de saúde frágil, Epicuro, morreu feliz, brindando aos seus amigos com uma taça de vinho.
Sócrates (469-399 a.C.) também não se cansava de dizer que o maior bem que tinha na vida eram os amigos. Entretanto, sua ferina ironia, teria angariado para si muitos inimigos, dentre eles os sofistas. Uma de suas preocupações, como filósofo, era ensinar aos discípulos como fazer e como manter amizade, dado que existem pessoas que facilmente iniciam uma, mas não sabem como mantê-la.
Platão, seu principal discípulo, herdou do mestre sua dedicação para com esse assunto, fazendo vários diálogos elogiando a amizade.
Mas coube a Aristóteles elevar a amizade à categoria de virtude, que como tal é uma coisa absolutamente necessária para a vida – mais exatamente, para viver a vida com sentido de felicidade (gr.: eudaimonia). “Ainda que possuísse todos os bens materiais, um homem sem amigos não pode se feliz”, diz.
Homem do nosso tempo, o sociólogo italiano Alberoni, observa com propriedade que amizade só é possível entre “iguais”, ou entre aqueles que vivem a mesma condição humana. Portanto, é praticamente impossível existir amizade entre patrão e empregado, entre concorrentes, entre professor e aluno, entre médico e paciente, entre psicanalista e analisando, entre líder e liderados, entre sargento e soldado, entre uma autoridade e os seus subalternos, etc., porque sendo relações dessimétricas é natural que exista entre tais pessoas, respeito, veneração, temor reverencial, adulação, puxa saquismo, mas não amizade genuína. Para que alguma dessas relações vire uma amizade verdadeira há que ser superada tal dessimetria, além delas passarem por provas impostas pelas circunstâncias da própria vida.
Malebranche lembrou que as atitudes de adulação nada têm a ver com a amizade. O aluno que adula o professor, longe de promover a relação, reforça o narcisismo que todo professor não revela, mas se alimenta dele para exercer bem o seu ofício. A experiência mostra que o aluno adulador tem outros interesses facilmente adivinhados. Os discípulos que seguem a orientação de um “grande mestre” vão além da adulação quando almejam levar suas idéias para o ato, mas não fundam uma verdadeira amizade. Parece que o enamoramento e a amizade são de naturezas diferentes, embora existam muitos pontos de semelhança entre ambos, tais como: confiança, desejo de estar junto, agradar o outro, trocar pontos de vista, etc.
É mais sábio e gratificante para todo o ser humano ser levado por esse “impulso natural” que é a amizade do que ser movido por interesses supostamente elevados, onde o outro é reduzido a um mero objeto-instrumento de uma causa.
Acho que em suma é isso. Amizade genuína é aquela que vem com desinteresse, com afeição, admiração e devoção; sem que sejamos mero objeto-instrumento de uma causa. Fico meio encimesmado com esse post. Não sei quantos amigos tenho, mas certamente não são muitos não...
Finalizo com uma observação do escritor José Carlos Leal: “Desconfie de uma pessoa que chama a todos de amigos. Porque, se ele chama a todos de amigos, provavelmente não se sente amigo de todos”.
Tá aí.

Monitoramento de presos por GPS

Os presos que estiverem cumprindo pena em regime aberto, pelo qual são obrigados a passar a noite em albergues , ou aqueles em liberdade condicional poderão estar sob constante vigilância do Estado.
Essa é uma proposta que já esta sendo efetivada por meio de um sistema de segurança baseado no monitoramente eletrônico. O sistema é utilizado em países como França, Portugal, Espanha e Inglaterra, e funciona por meio de um transmissor adaptado em uma pulseira ou tornozeleira. O dispositivo envia para um banco de dados a localização exata do preso fora do presídio. Ou seja, se o indivíduo tiver que cumprir uma determinada pena, mesmo que em meio livre, e for monitorado eletronicamente dentro da área da Cidade de São Paulo, por exemplo, se ele sair para algum outro estado ou para fora da região determinada, o monitoramento eletrônico vai acusar isso e verificar, eventualmente, que tipo de sanção poderá ser aplicada a esse transgressor.
Alguns países adotam o sistema e as informações que chegam é de que está tendo sucesso, com o desafogamento do sistema prisional e com a facilitação da reintegração do preso à sociedade.
No Brasil, a primeira tornozeleira monitorada por GPS (Sistema de Posicionamento Global) já está sendo usada desde esta quinta-feira, 19/06, no auxiliar administrativo E.F.C., 21 anos, primeiro sentenciado a se beneficiar da tecnologia, utilizada pelo projeto experimental de "Expansão e Modernização do Sistema Prisional". Condenado a quatro anos de prisão em agosto de 2006, E.F.C já está cumprindo o restante da pena em regime semi-aberto. De acordo com informações do TJ de Minas, divulgadas no Portal Ùltima Instância (www.ultimainstancia.com.br), com a tornozeleira de monitoramento por meio de GPS, ele já pôde ir direto para casa após a audiência, realizada pelo juiz Herbert José Almeida Carneiro, da Vara de Execuções Criminais.
O juiz destacou a superioridade da tecnologia GPS, em relação à de RFID (Identificação por Radiofreqüência), que só permite o monitoramento do sentenciado em um pequeno raio de onde estiver instalado o transmissor. Em Belo Horizonte, de acordo com o agente penitenciário e administrador do sistema, Marcelo Mazala de Araújo, três homens e uma mulher já estão usando aquele sistema.
Na avaliação do juiz Herbert Carneiro, a tornozeleira por GPS representa um avanço, porque permite o monitoramento com melhor qualidade, 24h por dia e em qualquer lugar onde esteja o sentenciado. O projeto da tornozeleira é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Defesa Social, Ministério Público, Defensoria Pública e o Judiciário do Estado.
Segundo ainda informações disponibilizadas pelo TJ de Minas Gerais, o sistema é ligado a um aparelho decodificador. Se o preso ultrapassa o limite de distância permitido ou rompe o lacre da tornozeleira, em menos de um minuto, a infração aparece na tela do computador e o agente penitenciário toma as providências cabíveis.
Os testes com as duas tecnologias - GPS e RFID - começaram em abril deste ano, como forma de viabilizar a implantação dessa tecnologia de vigilância no sistema prisional do Estado de Minas Gerais.
A vigilância dos presos ficou a cargo de agentes penitenciários,treinados para executar o monitoramento remoto de presos, que é feito através da infra-estrutura de computadores montada para funcionar 24 horas por dia na Central Provisória de Monitoramento. A idéia de usar a tornozoleira com tecnologia foi defendida à época pelo desembargador Alexandre Victor Carvalho.
Para ele, o sistema de monitoramento remoto de presos é positivo "desde que não fira os princípios constitucionais que garantem dignidade aos detentos". Ele exemplificou quem poderá ser beneficiado: "o sentenciado que está no regime semi-aberto, que deve voltar para a prisão à noite, pode trocar o cárcere pelo equipamento". concluiu.
Fui pesquisar um pouco sobre esses equipamentos e pude verificar que, efetivamente têm várias vantagens. Criada para se ter um controle efetivo sobre a monitoração diária do individuo sob vigilância, a tornozeleira eletrônica possui sensores de impacto e vibração que detectam a tentativa de violação, além de ser resistente à água e pesar menos de 150g.
Rastreada por sinais de satélites, a tornozeleira eletrônica permite: monitoramento on-line dos trajetos realizados; integração com o canal de rastreamento das viaturas policiais; elaboração de relatórios de ocorrências; restrição de áreas e perímetros a serem utilizados pelo preso; utilização em prisão domiciliar com autonomia de bateria de 3 anos; integração com a base de dados do Sistema de CFTV.
A usabilidade do Sistema chamado de "MIP" na população carcerária, que possui um excessivo número de detentos, permite ao estado a redução de gastos e um efetivo controle sobre eles, além de socializá-los a um retorno mais brando a sociedade. A implementação desse sistema reduz o impacto negativo de um encarceramento desnecessário, não deixando que detentos com penas leves permaneçam em contato com os considerados perigosos.
A população tem maior segurança com os apenados que utilizam o equipamento eletrônico proibindo-os de freqüentarem locais como bares e casas de jogos e na fiscalização do retorno dos presos.
As vantagens ao adquirir a tornozeleira eletrônica estão na redução de custos, na maior eficiência das polícias, na diminuição ou eliminação da manutenção dos presos em regime fechado ou semi-aberto, além de proporcionar a sociedade maior segurança quanto às atitudes e retorno dos indivíduos.
Vigiados 24hs por dia pela Central de Monitoramento, a tecnologia satélite GPS reconhecida mundialmente por sua confiabilidade, agilidade e segurança, permite saber cada passo dado pelo usuário. Através da utilização de um software especial de mapas digitais, que possibilita a visualização interativa através da Internet, é possível saber com precisão a localização do preso.
No que se refere ao equipamento em sí, embora seja uma peça pequena, leve e pouco perceptível, possui algumas características bem interessantes. A tornozeleira eletrônica permite: monitoramento remoto online e trajetos; possui memória interna para 7 dias dos últimos posicionamentos; autonomia da bateria superior a 72 horas de funcionamento pleno no rastreamento de presos; possui autonomia da bateria superior a 3 anos no uso em prisão domiciliar; programação de limites geográficos e áreas restrita; é equipamento Leve e construído com material anti alérgico; efetua transmissão criptografada das informações do sistema; alimenta o banco de dados online; gera relatórios gerenciais personalizados; é compatível com sistemas digitais de recepção de mensagens em viaturas policiais; é compatível com base de dados diversas; tem peso igual a 150g; permite envio de eventos em SMS; é equipamento a prova d´agua. é de fácil instalação; plataforma integrada para monitoramento; violação evidenciada; além do que está disponível nos modelos TKP (para rastreamento de presos) e HP (para prisão domiciliar).
Em suma, é um sistema inovador, bastante moderno, que já deu certo em vários países, que permite o desafogamento do sistema prisional e, principalmente o monitoramento do preso onde quer que vá, além de se apresentar como uma pena alternativa para delitos menores, sendo certo que esta última hipótese, depende de alteração da legislação de regência. Só tenho elogios a traçar ao monitoramento eletrônico dos presos... mas só dos presos.
Que as esposas ou namoradas ciumentas sejam taxativamente proibidas de usar a inovadora tecnologia em seus companheiros, maridos, namorados, etc.
Tá aí.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Outro anão pra substituir Dunga

O Dunga é sem dúvida o mais bonzinho e simpático dos 7 anões, mas não está dando certo como o técnico da Seleção Brasileira de Futebol.
Para a função, precisamos de um anão mais hardcore, mais doidão...acho que achamos um candidato...
Tá aí.

Tô ótimo

Essa eu recebi do Padre Walmor, pessoa 100% do bem e estimado amigo!
Vamos lá:
Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
- O Senhor não disse na hora do acidente: "Estou ótimo"?
E seu Zé responde:
- Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete...
- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: "Estou ótimo"?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...
O advogado interrompe novamente e diz: Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de Seu Zé e disse ao advogado: - Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu: - Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos óio dela.
Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse: - "Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. Como o senhor está se sentindo?"
- Aí eu pensei bem e falei: ...Tô ótimo!
É isso.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Burro por 53.000 pessoas e o "clamor público"

Acabei de assistir ao jogo Brasil X Argentina pelas eliminatórias da copa do mundo.
Como jogo de futebol, não animou muito, especialmente pelo resultado: um reles 0 x 0.
Mas o que chamou a atenção foi a frustração que assolou o País e as 53.000 vozes presentes no Mineirão chamando o Dunga de "burro". Não sei exatamente qual é essa sensação, mas não deve ser nada agradável.
Será que ser chamado de "burro" por essa massa de pessoas, reflete o que chamamos de "clamor público" conforme "sabiamente" mencionado pelo "filósofo" Galvão Bueno?
Ora, clamor público não se confunde com opinião nacional, nem com opinião pública – diversidade de conceitos a que juízes e promotores fazem ouvidos moucos. Em regra, o clamor popular é mero arruído de imprensa, artificial e passageiro (“conceito fluido e oscilante”, para De Plácido e Silva), somente lembrado pelo Código de Processo Penal para o caso de negativa de fiança (art. 323, V).
E há autores que ainda incluem na hipótese de ordem pública a credibilidade da Justiça, tranqüilização do meio social, gravidade do crime e, como é de se esperar, o clamor público. De qualquer maneira, a questão é controversa, mas não quer dizer, de forma alguma um coro de vozes chamando o Dunga de "burro". Isso é nada mais do que um desabafo dos torcedores...
No aspecto técnico-jurídico, não se pode aceitar que a facilidade que tem o magistrado em utilizar da caneta possa, de forma inadequada, dar sustentação à mera indicação de “clamor público” ou, ainda, como queiram, de “garantia da ordem pública”. Pugna-se por decisão com fundamento; e, se isso for observado, não temos dúvida de que as cadeias estarão com menor população prisional, já que uma considerável parcela tem como espeque o mesmo “clamor público” que determinou a pregação de Jesus Cristo na cruz. E o pior é que essa circunstância continua a ocorrer em pleno terceiro milênio.
Avocar, pois, o clamor público para justificar a decretação da prisão preventiva, visto tratar-se de expressão com tamanha amplitude e generalização, podendo ter infinitas interpretações, é algo que se apresenta de forma não harmoniosa com os preceitos constitucionais e os direitos fundamentais.
É preciso dar um basta e evitar a proliferação de tantos outros Pilatos, personagem de índole insólita, mas que deixou maus exemplos como se vê ainda nos dias atuais. Dizer que Dunga é "burro" não é nem mesmo equiparar os 53.000 torcedores mineiros a Pilatos. É apenas confundir um conceito jurídico de "clamor público" ou "de garantir a ordem pública", com o desejo da galera.
Às vezes tenho vontade de escrever pro Galvão e pedir pra ele parar de falar merda...
É isso.

Uma bela propaganda - Homenagem ao Rodolfo 2

Eis uma bela propaganda. Inspirada nos filmes de época é um trabalho digno de todos os elogios por seu sincronismo e criatividade...

E, mais uma homenagem ao Rodolfo...

Tá aí...

Mulher mal amada: você conhece alguma?

Mulher mal amada? Expressão corriqueira... já foi título de CD; nome de obra literária; já caracterizou a mulher ranzinza, mal-humorada, carente de amor e sexo, invejosa e criadora de caso...

A coisa é mais séria... tudo depende da sensibilidade masculina, do modo através do qual o homem, na plenitude de sua maturidade, vislumbra a tal da mal-amada. Fico aqui pensando se a mal amada deve mesmo sofrer o preconceito que sofre e ficar jogada às traças, por trás de óculos pesados e cabelos presos, o que também é um estereótipo posto pela mídia...

A mal-amada é mais do que uma "última opção" ou a última do baile "a ficar". De fato, ao se mencionar que uma mulher é mal amada, vão logo pensando numa mulher feia, e todas aquelas coisas que o lobby da indústria da beleza incute nas cabeças dos menos avisados.

Antes de mais nada, não existe mulher feia. Isso é uma falácia com objetivos mercantis a que, infelizmente, muitas delas dão ouvidos. São todas maravilhosas com seus defeitos e qualidades - ser mulher é um estado de alma. Isto posto, vamos ao que interessa: a mulher mal amada.

Embora essa etiqueta seja colada apenas naquelas que o mercado chama de mulheres que não estejam dentro do padrão estético-americano-mercantilista-machista-de-uma-só, e por mais incrível que você possa achar a afirmação a seguir, a grande maioria das mulheres taxadas de lindas é mal amada. Pronto, estão todas no mesmo balaio de gatos!A maioria das mulheres é mal amada, e ponto final. Calma, isso é apenas uma forma de expressão. E, para pôr mais pimenta no tempero, há uma grande possibilidade de que a sua mulher seja mal amada. Gostou dessa, machão? Coçar o saco nesta hora não adianta, apenas comprova a teoria.

Vá lavar as mãos e volte para ler o restante. Não demore. A mulher mal amada é solitária, ainda que tenha intensa vida social, viaje muito, seja uma boa profissional ou tenha um namoradinho a tiracolo. E, acredite ou não, entre elas estão as mais espetaculares representantes do sexo feminino do planeta. Porque quando uma mulher chega ao ponto de sentir-se mal amada é porque o, ou os homens que conhece já não sabem como lidar com mulher de tal quilate, ou não dão mais no couro, caso você só entenda cusparadas e arrotos. E dar no couro não significa ser o Rambo das rapidinhas, vai um pouco além do seu umbigo. Se quer escolher um super-herói, dispense o Rambo e compre as figurinhas do álbum dos melhores momentos de Casanova - vai tirar mais proveito. Ser gentil, educado, cavalheiro, homem, um pouquinho ogro (só um pouquinho, Rodolfo...), mas acima de tudo, companheiro, parceiro, amigo, leal e confidente, ainda é uma receita que dá certo.

Embora o mercado competitivo tenha criado uma geração de mulheres desviadas que acabaram criando uma espécie nova - os homens mal amados - as mal amadas ainda suplantam seus equivalentes masculinos. E por motivos óbvios: o homem marcou bobeira enquanto elas caminharam a passos largos rumo ao que realmente vale a pena na vida. Como sempre, os homens continuam sendo radicais - ou soltam gases durante o orgasmo, ou vivem estressados numa vida sem sentido, ou viraram viados. Em todos os extremos acabam suprindo o mercado com mulheres mal amadas. E a tendência é de alta!Enquanto isso, Casanova deve dar piruetas na tumba, e já deve estar contratando um advogado para processar Deus por perdas e danos por ter nascido na época das vacas magras. É causa ganha e vai criar jurisprudência, visto que o mercado nunca esteve tão aquecido.

Concluindo, se há tantas mulheres mal amadas, está mais do que na hora do homem repensar - ou fazer uma releitura, caso você seja da turma dos frescos - seu papel no mundo. Porque elas estão mais sedutoras do que nunca, mais ardentes que as lavas do Vesúvio, mais fascinantes que a final do campeonato, quando você perde um tempo precioso diante do seu notebook ou brincando com seu i-phone podia estar... deixa pra lá! Um brinde de vitória às corajosas mulheres mal amadas, que vão encher este nosso mundo de pimpolhos de melhor qualidade tão logo encontrem seus admiráveis homens novos, nem que isso seja por produção independente.

Nós homens, só temos que tomar cuidado para não nos tornarmos apenas peças de escolha em prateleiras, ou sermos figurinhas descartáveis.

Tá aí.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ogro do Ano - Homenagem ao Rodolfo 1

Durante esses 20 anos de docência tive talvez milhares de alunos. Sempre me orgulhei de todos e os tive guardados no coração. Aliás com satisfação verifiquei que no último exame da OAB a Gloriosa PUC aprovou 84% dos formandos. Número expressivo, non?
Mas, nessa leva sempre tive os alunos que embora nota 10, tiveram, em algum momento, características do "uomo delinquente" de Cesare Lombroso, ou do ogro, na sua acepção mais pura.
Sempre elejo o ogro do ano e, nesse exercício letivo, sem dúvida alguma o ogro/2008 é o Rodolfo - não falo mais nada e, quem sabe do Rodolfo, sabe... os demais que o procurem - e a ele trago algumas homenagens.
Hoje trago essa primeira imagem que, tenho certeza, poderia ter o Rodolfo como protagonista...
Parabéns Rodolfo. Nesse 2008 és o ogro do ano!
Tá aí!

GM oferece ajuda gratuita a Tribunal de Justiça

Lí há pouco uma notícia informando que a GM, General Motors do Brasil, ofereceu ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, um serviço de manutenção gratuita de todos os carros da marca, de propriedade ou de uso da côrte paulista, inobstante o serviço não esteja contemplado em qualquer contrato.
Sem adentrar no mérito se os nossos desembargadores aprovam ou não a iniciativa, penso que seria importante ponderar se a prática é saudável, eis que aos olhos de alguns, pode se caracterizar como aceitação indevida de favor. Eu, por exemplo, como simples, advogado, professor e blogueiro, nunca recebi uma oferta dessas da montadora do meu carro...
Estou longe de aqui tentar dar uma lição de moral aos nossos desembargadores, mas aceitar a inocente oferta da GM pode fazer o TJ ficar mal na fita...
Penso que talvez o que deve guiar a decisão de aceitar ou não a oferta da bondosa montadora são as próprias disposições de nossa Carta Constitucional, cujo problema, muitas vezes, é o exagerado número de artigos e sua complexidade, de forma que entender seus significados, promovendo o pleno atendimento nos moldes da Administração Pública torna-se um obstáculo quase que intransponível principalmente aos olhos dos cidadãos comuns que, em última análise, são os que vão "julgar" o ato do Tribunal.
Tais barreiras amiúde também desafiam os gestores públicos por terem a obrigação de segui-la, uma vez que ninguém está acima da Constituição, nem mesmo o presidente, de forma a desconsiderar os princípios nela previstos, tais como da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Há ainda, além dos desafios inerentes à própria administração de recursos públicos como a Educação, a Saúde e o Desenvolvimento Social e Econômico, os desafios morais e éticos que, mesmo de uma forma bastante sutil, acabam influenciando a conduta dos servidores públicos. Infelizmente, ainda hoje muitos daqueles responsáveis pela administração do dinheiro público preferem desconsiderar tal preceito e agir segundo as suas próprias intenções e esquecem que uma boa reputação política demora anos para ser construída, mas, por outro lado, um pequeno deslize pode maculá-la para o resto da vida.
Penso que nosso TJ há de tomar a decisão mais acertada, já que, ninguém melhor do que nossos desembargadores tem condição de bem interpretar a Lei, mas sempre digo que, uma coisa é usar a habilidade de judicar para o bem do povo por todos os meios possíveis dentro da legalidade e tendo a consciência de que esses atos foram respaldados por princípios de moralidade (lei + interesse público + moralidade + honestidade + seriedade), e sem visar vantagens indevidas; e, outra coisa é usar de técnicas que desabonam o exercício da Justiça, mesmo dentro da licitude e com respaldo legal, mas com abuso de direito, valendo-se de “boas intenções” como justificativa de uma conduta até correta, mas que não seja a mais recomendável, se posta num determinado tempo e num determinado espaço, desconsiderando os aspectos legais e éticos envolvidos. Os princípios da impessoalidade – tratar a todos sem discriminação – e o da finalidade, atendendo ao interesse público visado pela lei jamais poderão ser prescindidos. Caso contrário, dar-se-á o desvio de finalidade, que é uma forma de abuso de poder, acarretando até nulidade dos atos praticados e o que é pior para um magistrado, maculando sua reputação.
É verdade que jamais conseguiremos manter uma boa conduta e reputação limpa a menos que ajamos em compatibilidade com as nossas boas intenções, considerando o princípio da razoabilidade, agindo com bom senso e de modo proporcional àquilo que pretendemos. A boa intenção não é produto de qualquer metodologia de ensino aprendida nas faculdades, cursos, seminários ou afiliação partidária, mas parte do centro das nossas convicções, o coração. Daí o papel relevante dos controladores em inculcar boas intenções e condutas condizentes nos demais funcionários públicos, já que a função constitucional do controle interno é fiscalizar, adotando medidas preventivas, precipuamente focalizadas naqueles que lidam diariamente com a Justiça, cujas ameaças à boa conduta são bem maiores, porém latentes. Assim, quando confrontados com ameaças à lisura das ações públicas, esta talvez seja encarada como dependente para a sobrevivência de um bom governo e de sua reputação, diminuindo as chances de desonestidades.
Atitudes que não refletem como moralmente corretas, é verdade, têm ajudado a evitar que muitas pessoas honestas e inocentes sejam vítimas do desamparo estatal.
É importante frisar que nem tudo que é lícito acha-se expressamente permitido pela lei. Uma conduta será lícita se não contrariar os fundamentos da ordem jurídica associados com as regras morais de conduta, o que chamamos de bons costumes. O princípio da moralidade servirá para evitar agir e fazer o que for preciso, utilizando meios ardilosos e sutis, mesmo em coisas pequenas, para obter vantagem, impedindo tais práticas logo no início.
Penso que essas eram as considerações que deveria fazer acerca da tal oferta da GM. Que o Tribunal de Justiça faça a melhor opção.
É isso.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma excepcional propaganda

Esse é um dos melhores comerciais que já assisti...muito interessante! Na verdade, marketing é a alma do negócio. As imagens dizem tudo.

É isso.

domingo, 15 de junho de 2008

Alerta importantíssimo

Mais uma placa lotada de conteúdo e importância: "A calçada termina". Coisa de gringo mesmo. Mais óbvio do que isso era dizer "a calçada termina, não prossiga que você pode tropeçar". Continuo usando o mesmo bordão diante dessas placas totalmente piradas: não consegui entender o que pretendem transmitir.
Tá aí.

O samba do adeus para Jamelão

Hoje silenciou José Bispo Clementino dos Santos, o popular Jamelão, verdadeiro símbolo cultural brasileiro, que fez de seu canto a voz e a expressão de milhões de excluídos, semeando arte e poesia em 95 anos de vida intensamente vivida. Jamelão, por suas atitudes coerentes e escorreitas, tornou-se o menestrel do povo, encarnando em sua personalidade o humor e a criatividade dos cariocas, ofuscados hoje pela multiplicidade de problemas que afligem a cidade.
Torcedor fanático do Vasco da Gama, polêmico, folclórico, mas acima de tudo talentoso, Jamelão se recusava a ser chamado de ''puxador de samba''. O ''intérprete'', como o cantor gostava de ser chamado, foi inúmeras vezes aclamado como melhor cantor de samba do Rio de Janeiro, tendo ajudado a Mangueira a conquistar campeonatos no carnaval carioca. Jamelão nasceu no bairro de São Cristóvão e depois se mudou com os pais para o Engenho Novo, onde passou a maior parte de sua juventude. Começou a trabalhar para ajudar a sustentar a família com sua irmã e mais dois irmãos, pois seu pai havia se separado de sua mãe.
Trabalhou como engraxate e também numa fábrica de borracha no Engenho Novo, e ali começou a sair na noite e a ter contato com a música num lugar chamado "Eldorado" aonde começou a a cantar.
Foi "corista" de Francisco Alves e numa noite tomou o lugar do cantor já famoso para defender a canção de Herivelto Martins. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Em 1960, lançou várias músicas de sua autoria e de sua mulher Ferreira Santos, tendo em "Fechei a porta" um dos seus primeiros sucessos. Regravou samba-canção de Ari Barroso, "Folha morta", e acabou fazendo um novo disco a pedido de Braguinha. Com Lupicínio Rodrigues gravou dois discos, principalmente com a música "Nunca".
Antes de entrar para a ala de compositores da Mangueira, em 1968, ele venceu diversos concursos regionais. Com os prêmios, conseguiu um contrato com a gravadora Continental. A partir daí, fez história até internacionalmente. Nos anos 70, Jamelão viajou para a França com a Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo e cantou em festa de Assis Chateaubriand e do estilista francês Jacques Fath, no castelo de Coberville, em Paris.
Jamelão viveu todos os dias fiel às raízes do samba e do carnaval. Em 2005, estreou temporada sambista no Bar Brahma, em São Paulo, todas às quartas-feiras. Entre seus compositores preferidos, estão Lupicinio Rodrigues, Dorival Caymi e Ary Barroso, cujas canções estavam sempre presentes no repertório dos shows.
De terno branco, chapéu e bengala, o músico também posou de modelo aos 92 anos. Ele desfilou na passarela da 19ª São Paulo Fashion Week, em 2005, para uma grife paulista. Como de costume, sua entrada resultou em gritos e aplausos da platéia, mas em menor intensidade do que nos desfiles de sua escola do coração. Jamelão estava acostumado a todo ano - aos primeiros acordes do cavaquinho - levar foliões ao delírio na Sapucaí.
Sempre digno em sua postura de sambista da gema, manteve o amor ao Brasil ao Vasco e à sua Estação Primeira de Mangueira até seu último suspiro, como a cuíca que para de sussurrar, devendo, de fato, servir de exemplo às novas gerações. Quiçá os manos do rap, do funk, do créu, do sei lá o que, tenham na pessoa de Jamelão um ídolo, um norte a seguir. Certamente as letras que invadem nossas rádios seriam melhores e teriam alguma mensagem positiva a transmitir.
O que acalenta é que, onde quer que Jamelão esteja, com sua voz grave e tradicional mal-humor, de alguma forma, está alegrando alguém e transmitindo alguma boa lição de vida. A pena é que o Brasil e o samba perderam um grande cantor, compositor e intérprete. Que Deus o guarde.
É isso.

sábado, 14 de junho de 2008

Batedor bom de poste

Eis o que ocorreu com um dos batedores de nosso ilustre presidente. Não, não, não, não se alegrem... ninguém está batendo no Luiv Ináfio não... é um daqueles motociclistas, com cara de paisagem, que escoltam o carro das ôtoridade... Aliás, dizem as más línguas que quando falaram pro presidente que ele teria escolta ele respondeu que preferia ter bramholta porque era o número 1.
O fato é que, acompanhando a comitiva presidencial, verificando que um poste - grande, assustador, perigoso e provavelmente armado - ameaçava nosso dirigente supremo, o batedor foi ao seu encontro, colocando-se entre o monstro de concreto e o lullamóvel (naturalmente movido a álcool...), protegendo a integridade física, moral e etílica do chefe maior da Nação.
Instaurado o competente processo administrativo, o mesmo foi arquivado, mas já se sabe, a boca miúda, que na Casa Civil há um dossiê comprovando que o poste é filiado ao PSDB. Agora resta aguardar o e-mail trapalhão sair do Planalto rumo ao micro-computador de algum político de oposição denunciando a existência do tal dossiê...
Tá aí.

STJ condena por litigância de má fé e diz que advogado é teimoso

A 2ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou por litigância de má-fé um recorrente pela utilização abusiva de recursos com fins meramente protelatórios. Ao anunciar o julgamento do quarto embargo de declaração ajuizado pela defesa da Milano Centrale Mercosul, o presidente da Turma, ministro Castro Meira, chegou a enfatizar a insistência e a teimosia do advogado, o que por seu lado também pode configurar falta ética de conformidade com o Estatuto da Advocacia, muito embora, no exercício da profissão cabe ao advogado decidir quais e quantos recursos deve interpor para defesa dos interesses de seu patrocinados, sem que o Judiciário possa intimidá-lo a tanto.
Por unanimidade, a Turma determinou o pagamento de multa de 1% sobre o valor da causa e rejeitou, pela sexta vez, os argumentos da defesa em embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Quando assumiu o comando da Corte, no dia 7 de abril, o presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, defendeu a aplicação rigorosa das penalidades previstas em lei como forma de coibir a litigância de má-fé dos que se valem da Justiça para postergar decisões com recursos manifestamente protelatórios e absolutamente infundados. Julgado e rejeitado pela primeira vez em fevereiro de 2003, o recurso que gerou tantos embargos e agravos, segundo informações do STJ, envolve a compensação de prejuízos fiscais decorrentes do recolhimento da contribuição social sobre o lucro.
De um lado a decisão é positiva porque coíbe o oferecimento de recursos manifestamente procrastinatórios - o que é uma constante em nossos tribunais - mas de outro lado, ao dar um "puxão de orelha" no advogado, imputando-lhe "teimosia", é intimidá-lo ao livre exercício da advocacia em igualdade de condições e sem subordinação ao Judiciário.
Penso que neste caso, que, com todo o respeito merecido pela decisão e seu caráter inovador, o advogado não deveria ter sido enfiado nesse "saco de gato". Que o Tribunal condenasse a empresa por litigância de má-fé e ponto, já que, o advogado é, inclusive, mero mandatário de seu patrocinado, agindo em nome e por conta deste (neste sentido, vide post, meio antiguinho, com considerações sobre a procuração...), não se podendo "condenar" o advogado por atos praticados, em tese, por aquele que figura na lide, salvo se o profissional tiver exorbitado os poderes que lhe tiverem sido conferidos e, ao que me consta, recorrer é livre faculdade prevista na legislação processual, enquanto houver recurso cabível e prazo aberto para tanto.
Espero que o advogado não se intimide ao ser chamado de "teimoso". Penso que teve suas prerrogativas afrontadas. Merece um desagravo.
É isso.

O inglês chinês

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos da China, temos observado cada vez com mais frequência os preparativos para a recepção dos atletas, delegações e turistas que se deslocarão ao oriente para o evento de projeção mundial.
Os preparativos são intensos e muitas são as noticias que diariamente são vinculadas, desde as peculiaridades do país onde serão realizados os jogos, sua infraestrutura, sua riquíssima história, seus costumes, sua culinária, etc., etc.
Mas, talvez o grande entrave que todos venham a encontrar quando de sua chegada à Pequim ou Beijing, será o idioma. De fato, entender Mandarim é punk...tarefa das mais complicadas. E os chineses têm se empenhado para trazer o inglês para o seu dia-a-dia, mas, devido ao longo período de segregação ao ocidente, a questão tem sido um tanto complicada, para não se dizer cômica...
A placa da foto aí de cima, de um restaurante em Pequim quer dizer "Repolhos e Camisinhas"... não sei exatamente o que servem por lá.
Só sei que vale a pena dar uma espiadinha num site que descobri, cujo endereço é http://www.engrish.com/, que traz um monte de fotos que têm aparecido lá das terras de Máo, que, em comum, apresentam um inglês simplesmente macarrônico. Vale a pena dar uma olhada... há algumas situações no mínimo curiosas...
Mas uma verdade deve ser dita: pelo menos os chineses tentam se expressar em inglês, enquanto os americanos, sistematicamente, teimam que todos ao seu redor - obrigatoriamente - devam falar e compreender o idioma do Uncle Sam...
É isso.

Violência infantil: precisa acabar

A violência infantil assusta cada vez mais. Fala-se muito de pedofilia, mas o problema da violência infantil é muitíssimo mais amplo e grave.

Penso que a mídia tem sua parcela de culpa no fomento à violência infantil. A violência sempre existiu. Com a educação, a cultura e a ética, esperava-se, naturalmente, uma diminuição dessa violência. Ela não aconteceu. Talvez tenha tomado outras formas, mas não diminuiu em nada. A violência hoje existe em sua forma primária, que é a agressão física, o assassinato e outras formas, como a má distribuição de renda, a fome, as guerras, a espionagem, a perda absoluta do humanismo. E para todo esse problema existem milhões de explicações, outras tantas teorias, todo mundo pensando e escrevendo sobre o bem comum, direitos humanos, convivência social civilzada e igualitparia, etc., mas, parece-me, não sendo nada bem sucedido.

Os Estados Unidos lançaram (e isto se alastra cada vez mais pelo mundo) um tipo de crime aparentemente “gratuito”, sempre explicado psicologicamente como “surtos” e coisas do gênero, onde homens metralham dezenas de pessoas, mulheres que matam toda a família e, agora, mais amiúde, crianças que matam adultos ou outras crianças. E quando falamos de crianças, estamos falando de quase bebês, de 6 anos, 7, que matam colegas de 6, 7 anos.

Não há dúvida que existe aí um componente inexplicável, uma loucura quase coletiva.

Aí me vem sempre a questão da mídia. Esse tipo de crime, a freqüência desse tipo de crime aumenta consideravelmente com o crescimento da mídia, com a sua influência. Evidentemente que os responsáveis, os produtores dessa mídia não têm a intenção de provocar mortes, de transformar bebês em assassinos. Entretanto acontece, é um fato. Resta tentar entender como a mídia participa desse processo. O quê, que personagens, que histórias, que desenhos animados, que programas de auditória podem disparar esses surtos mortais. Ou se não são programas específicos e sim um conjunto deles ou se é o comportamento da própria família atirando as crianças no colo dessa mídia por mais tempo do que o possível, ou se as pessoas, passivas, diante da tela são mais manipuladas (e aí a mídia interativa resolveria grande parte do problema) ou se, muito ao contrário, pode estar na mídia (com produção educativa) a solução para esses problemas monstruosos e loucos de violência infantil.

Buscando justamente desmistificar a mídia ensejadora da violência, trago esse vídeo, que é um verdadeiro exemplo para conscientização contra a violência infantil... recebi de um amigo faz algum tempo. Espero que me ajudem a divulgá-lo. Quem sabe, com esse primeiro passo possamos de alguma forma, contribuir com a diminuição da violência em face das indefesas crianças.

Vamos batalhar pelo "educar sem bater", já que punições corporais e psicológicas contra crianças e adolescentes, como palmadas, chineladas e ameaças, não trazem qualquer benefício às vítimas destes castigos, que variam em intensidade, e estão presentes em muitas casas, escolas e outras instituições.

Embora para o senso comum, a “Pedagogia da Palmada” seja simplesmente um instrumento corretivo (ou preventivo), ela encerra um problema muito maior que é a banalização do uso da violência como meio de solucionar conflitos. Além disso, ensina a criança que a violência é uma maneira plausível e aceitável de se solucionar conflitos e diferenças, principalmente quando você está em uma posição de vantagem física frente ao outro.

O castigo físico e humilhante imposto à infância poderá ter reflexos negativos ao longo da vida da criança. Ademais, constituem uma violação aos Direitos Humanos fundamentais, atentando contra a dignidade humana e a integridade física das crianças.

Muitas vezes, a violência física e/ou psicológica acaba acontecendo num rompante, e não por metodologia. Nestes momentos os pais podem sentar com seus filhos e serem sinceros com eles, explicando que perderam o controle e que se arrependem por isso. Este tipo de atitude é um ótimo exemplo de humildade e de respeito para com o outro. Ao sentarem para conversar com seus filhos, os pais darão o exemplo de que pedir desculpas não é algo do qual a criança deva se envergonhar e de que errar é humano, que nem sempre eles, pais, irão acertar em tudo, apesar sempre desejarem o melhor para seus filhos.

Além disso, este é um ótimo momento para ouvir a própria criança e procurar, juntamente com ela, estabelecer as “regras” de convivência para todos dentro de casa. Por exemplo, o pai ou a mãe podem identificar que não agiram da melhor forma porque foi justamente no momento em que chegavam estressados do trabalho. Junto com a criança, eles podem conversar com ela e estabelecerem juntos que, quando isto acontecer, eles precisarão de um tempinho para respirarem fundo, relaxarem e, então, darem a atenção de qualidade que a criança merece.

Em suma, penso que o ideal é fazer como os animais, tal como demonstrado no vídeo: educar com amor, cuidado, ternura, compreensão, energia, mas ao mesmo tempo ensinando as agruras da vida e os desafios que esta nos reserva, mas sempre sem torturar física ou psicologicamente ou simplesmente bater. Bater em cria é coisa que nem os animais fazem. Porque os humanos, racionais que são, deveriam fazê-lo?

Tá aí.

Confusa dispensa de serviço militar

Um jovem escreveu a seguinte carta para o militar responsável pela dispensa do serviço militar.
Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos juntos e possuímos um rádio e uma televisão.
Meu pai é viúvo e eu solteiro.
No andar de baixo, moram uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão.
O rádio e a televisão fez com que nossas famílias ficassem mais próximas. Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta.
Neste momento, começou a confusão.
A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha filha (enteada).
Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta.
Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada).
Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão. Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!!!
Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo.
Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento realmente é verdadeiro e correto.
Ass. Avô, pai e filho.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Essa todos os pais deveriam ler...

Recebi esse texto do Álvaro lá do Paineiras... muito oportuno e nos leva a uma profunda reflexão.
De fato, devemos nos preocupar com nossas ações, às vezes pequenos gestos, e não somente com nossas palavras.
É uma mensagem que todos os pais deveriam ler, porque seus filhos estão olhando você e memorizando o que você faz, não o que você diz.
"Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira, e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um cão de rua, e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito para mim e eu aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e eu aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em Quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e eu aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e eu aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e eu aprendi que tinha que ser responsável quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e eu aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi que você estava preocupado e eu quis fazer o melhor de mim para ser o que quisesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando foi quando eu aprendi a maior parte das lições de vida que eu precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer: Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!".
Tá aí.

Pra iniciar o findi uma pérola do Jeremiah

O céu estava ficando muito lotado, então são Pedro resolveu baixar um decreto: "'Para entrar no céu, a pessoa deveria ter passado por um dia terrível no dia da sua morte".
O decreto entrou em vigor imediatamente.
Então, quando a primeira pessoa chegou, São Pedro perguntou: - Como foi seu dia, como você morreu?
- Já fazia muito tempo que eu estava desconfiando que minha mulher estava me traindo... Então, resolvi voltar para casa mais cedo e pegá-la em flagrante. Quando cheguei em meu apartamento, que fica no 25º andar, minha mulher estava enrolada numa toalha, muito nervosa, e agindo de uma forma suspeita. Comecei a procurar em todos os cantos da casa: debaixo da cama, dentro do guarda-roupa etc... mas não encontrei ninguém. Eu já estava desistindo de procurar, quando olhei para a sacada e vi o safado pendurado no corrimão. Transtornado, peguei a vassoura e comecei a bater na mão dele, até que ele se soltou e caiu do 25º andar. Mas por infelicidade minha, ele caiu sobre um toldo que amorteceu a queda e não morreu. Fiquei com tanta raiva que peguei o que tinha de mais pesado dentro de casa, que era a geladeira, e joguei em cima dele. Só que eu me emocionei tanto que tive um ataque do coração e morri.
- Realmente seu dia foi terrível! disse São Pedro. Pode entrar.
Cinco minutos depois chegou o segundo candidato à entrada ao céu.
E São Pedro perguntou: - Como foi seu dia, como você morreu? - Bem, eu estava fazendo meus exercícios diários na varanda do meu apartamento no 26º andar, quando escorreguei e caí. Por sorte, consegui me segurar no corrimão do apartamento abaixo do meu (25º andar). Já estava quase conseguindo me levantar, quando apareceu uma mulher enrolada em uma toalha e um maluco começou a bater nas minhas mãos com um cabo de vassoura, então caí. Mas como um toldo amorteceu minha queda, não morri. E lá estava eu todo dolorido tentando me levantar, quando o mesmo maluco jogou uma geladeira em cima de mim.
São Pedro começou a rir e disse: - Já entendi tudo. Pode entrar!
Depois de mais cinco minutos, chegou o terceiro candidato. E como de costume, São Pedro lhe perguntou: - Como foi seu dia, como você morreu?
E o rapaz meio tonto respondeu:- Olha, o senhor não vai acreditar... mas eu estava pelado dentro de uma geladeira, e até agora não entendi o que aconteceu.
Perolei.

Um exemplo de solidariedade

É um comercial indiano, acreditem, e a única coisa que pretendem vender é o valor da solidariedade. Num país como o nosso, carente de tudo, um exemplo como esse poderia ser a alavanca para uma mudança.

Tá aí.

Aberto X Fechado

Mais uma imagem prá-lá de retardada: "Aviso - Bar . Nosso bar, presentemente, não está aberto porque está fechado. O gerente".
Brilhante o aviso, não?
Tá aí.

Progressividade do IR é confisco

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) alerta que a proposta de ressurreição do sistema de progressividade tributária no Imposto de Renda como forma de suprir a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de "simplista" e retrógrada uma vez que se baseia em uma fórmula já ultrapassada, está longe de ser um mecanismo de justiça tributária de forma a promover o aumento de renda para as camadas mais pobres da população. Além disso, a mesma pode, do ponto de vista jurídico, ser caracterizada como confisco.
Em síntese, a proposta prevê a ampliação do número de faixas de tributação do IR e aumento de suas alíquotas, que passariam a variar de 5% até 60%, contra o sistema atual que prevê apenas duas alíquotas: 15% e 27,5% e três faixas de incidência. A justificativa é que a elevação progressiva do tributo abriria espaço para a redução da incidência de impostos indiretos, o que promoveria melhor justiça tributária para faixas de menor poder aquisitivo.
Sob a ótica econômica, a entidade pondera que o retorno da progressividade no IR é um assunto que merece uma avaliação profunda. Sugerir a ampliação das faixas de tributação, sem um estudo mais profundo sobre toda a legislação do IR e uma avaliação cuidadosa de seus impactos sobre a renda e o consumo das famílias é algo simplista que pode ter resultados desastrosos, inclusive para o próprio segmento que se pretende proteger: as camadas de baixa renda. Uma retração abrupta dos atuais níveis de consumo da classe média certamente levará, a médio prazo, à redução dos investimentos e aumento do desemprego principalmente para as classes de renda mais baixas.
Para a Fecomercio, o argumento de que no passado o número de faixas era maior torna-se falacioso, se tomado como fato isolado, desconsiderando-se o cenário da época, principalmente a carga tributária significativamente inferior a atual. Na época, a legislação era muito diferente da atual, na qual o rol de deduções permitidas, por exemplo, era bem mais amplo do que o atual, e o tributo acabava incidindo, de fato, sobre uma parcela líquida muito menor do que hoje. Também os critérios de descontos na fonte eram bastante distintos dos atuais, inclusive com tabelas diferentes, atualizadas sistematicamente. Sobretudo, valer-se, a título de justificativa, da média aritmética de alíquotas e faixas de incidência do IR de vários países, ignorando a capacidade contributiva das respectivas populações e, principalmente, o nível da renda per capita das mesmas é uma simplificação inconcebível, que não condiz com a importância do tema.
Além disso, a experiência das últimas décadas mostra que o IR passou a ser extremamente voraz sobre o trabalho assalariado, ampliando de forma intensa a tributação via desconto na fonte, na qual se arrecada à vista, sem direito a nenhuma dedução imediata. Deduções ocorrem a longo prazo, ignorando-se a correção monetária dos valores, o que gera taxação sobre a variação nominal dos rendimentos, tudo isso gerando grandes excessos de tributação, constituindo-se em um dos aspectos mais injustos do sistema tributário brasileiro.
Do ponto de vista jurídico, segundo a Fecomercio, o princípio da progressividade tributária de acordo com a capacidade contributiva está previsto na Constituição Federal, todavia a proposta se mostra abusiva quando sugere alíquota de até 60% sobre os rendimentos tributáveis acima de R$ 50 mil, o que pode até caracterizar confisco. Ademais, a proposta de tributar grandes fortunas, além de constar no texto da atual Proposta de Emenda Tributária, pode configurar bi-tributação, tendo em vista que heranças e doações são tributadas pelos Estados por meio do Imposto sobre Transmissão, Causa Mortis e Doação ( ITCMD). Por sua vez, o acréscimo patrimonial é tributado pela União por meio do Imposto de Renda.
A entidade finaliza observando que as experiências passadas mostram que sempre quando se cria ou se amplia algum tributo sob argumento de se criar espaço para se reduzir outro, o que acaba ocorrendo é a imposição do novo imposto sem a extinção de nenhum outro, ou seja, aumento da carga tributária, pura e simplesmente. Dessa forma, a troca das atuais duas alíquotas do IR, sob o argumento de que existiam no passado muito mais faixas de tributação, só se tornaria algo coerente, caso houvesse por parte do governo, um compromisso explícito de também retomar o nível da carga tributária cobrada na época, que ficava ao redor de 25% do PIB, no lugar dos 38% atuais.
É um assunto para se refletir.
Tá aí.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje é Dia dos Namorados

12 de Junho.
Dia dos Namorados. Data festiva, esperada pelos casais, mas especialmente pelo comércio varejista...
De repente me vi pensando na origem deste dia ao qual se atribui mais importância do que a muitos feriados nacionais aos quais a mídia não fez sequer uma única menção. Já teci comentários aqui no Blog sobre o 21 de abril (Tiradentes e Fundação de Brasília) e 13 de maio (Abolição da Escravatura), datas importantíssimas acerca das quais ninguém fez qualquer comentário, mas quando se trata do 12 de junho, é coração e promoção pra todo lado...
Existem diferentes versões sobre a origem do dia dos namorados.
É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.
O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos.
Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês "From your Valentine". Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.
No judaísmo também há uma data tida como romântica: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Neste dia os jovens em idade casadoira saiam aos campos para cantar e dançar e muitos pares se formavam. E, conta o Talmud que neste dia, costumava-se presentear com flores a quem se ama. Mantidas algumas diferenças e peculiaridades o dia 15 do mes de Av tornou-se uma data relacionada ao amor, durante os dias do Segundo Templo em Jerusalém. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas "Feriado do Amor" são celebrados à noite, em todo o país.
No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.
Mas algo me intriga relativamente a essa febre do dia dos namorados que orbita essencialmente na época da segunda semana de junho... será que o amor fica mais forte nessa época do ano? Na verdade, penso que todos os dias do ano, sem exceção, são dias de amar!!!
Se olharmos para as lojas, shoppings veremos que todos (todos mesmo) estão enfeitados com corações e flores vermelhas, ursinhos e outras coisas parecidas. As mesmas lojas que há pouco tempo estavam cheias de atrativos às mães ou coelhos, chocolates e coloridos ovos...
Mas o que mais me chamou a atenção nesses dias foi uma chamada num jornal que dizia: "12 de Junho - Dia de Amar"!!! Devo estar muito desatualizado... eu pensava que dia de amar eram todos os dias!!
É essa mercantilização dos sentimentos e essa agressividade comercial e social quase obscena que me incomoda.
Sempre pensei que todos os dias são dias dos namorados; que todos os dias são dia das mães e dos pais; todos os dias são das crianças; todos os dias são de fraternidade natalina!
Ame seus namorados e namoradas todos os dias!!! Ame seus filhos e pais todos os dias!!! Sê amigo dos seus amigos todos os dias!!! Sê generoso todos os dias!!!
Não é preciso esperar um dia fixo para oferecer uma flor, um bombom ou um brinquedo.
Nenhum dia é insignificante para se manifestar carinho, amor ou amizade!!! Não espere o Natal ou a Páscoa para reunir a família num almoço!! Não espere por um aniversário para rever os amigos. Não espere por outubro ou pelo aniversário do seu filho para lhe oferecer um brinquedo!!
E já agora, ensine-o a ser generoso, ensine-o a dar algum brinquedo que já não usa a cada vez que receber um novo! Há sempre quem precise!!
Não espere uma calamidade acontecer para ser solidário. De vez em quando, sempre que sobrar um trocado, doe qualque coisa (mesmo que seja um real) a um pobre, à Unicef, à Apae, à Unibes, ao Hospital do Câncer ou outra instituição que considerar idônea!!
De qualquer forma, um feliz Dia dos Namorados a todos!
É isso.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Weird Tattoo 2

Outra tattoo retardada: "Insira moedas na abertura"... é o tal do "cofrinho"... o pior é que o demente fez isso pro resto da vida!

Mulher é condenada a devolver pensão a ex-marido

A 4ª Câmara de Direito Civil do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), em apelação sob relatoria do desembargador Monteiro Rocha, determinou que uma mulher devolva ao ex-marido os valores pagos por ele a título de pensão alimentícia, a contar da data em que ela passou a conviver em união estável com outro companheiro.
Embora doutrina e jurisprudência do direito de família não vislumbrem esta possibilidade, o magistrado considerou o novo Código Civil, segundo informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. “O novo código, ao adotar um sistema centrado em conceitos como a ética e a boa-fé, impõe padrões de conduta sob os quais devem reger-se todas as relações humanas”, afirma o magistrado.
Para ele, transpondo tal entendimento para o direito de família, as partes que integram a relação devem agir segundo estes parâmetros. “Cabia à requerida informar seu ex-marido sobre a união estável (...), solicitando a imediata suspensão dos pagamentos da pensão mensal, porque a partir da união estável os alimentos pagos, de boa fé pelo requerente, deixaram de ser devidos pela má fé da requerida”, sustentou o relator.
A mulher ainda pode recorrer.
É isso.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Le Tartuffe: uma peça de Molière e o "rabino" torturador

Tartufo (em francês Le Tartuffe) é uma das mais célebres comédias de Molière, e uma das mais famosas da língua francesa em todos os tempos. Sua primeira encenação data de 1664 e foi quase que imediatamente censurada pelos devotos religiosos que, no texto, foram retratados na personagem-título como hipócritas e dissimulados.
Os devotos sentiram-se ofendidos, e a peça quase foi proibida por esta razão, pelos tribunais do rei Luis XIV de França, onde tinham grande influência.
Na língua portuguesa, o termo tartufo, como em outro idiomas, passou a ter a acepção de pessoa hipócrita ou falso religioso, originando ainda uma série de derivados como tartufice, tartúfico ou ainda o verbo tartuficar - significando enganar, ludibriar com atos de tartufice. Talvez signifique o mesmo que "santo do pau ôco"!
No famoso texto, Molière utiliza elementos de sofisticada linguagem cômica, abordando com mordacidade as relações humanas que envolvem a religião, o poder e a ascensão social.
Utilizando-se como mote a aristocracia francesa, em luta por manter seus privilégios, a burguesia ascendente, ávida por ampliar seu status quo e ainda o papel intrigante dos religiosos, é, no entanto, através da popular e sábia "Dorina", a empregada, que Molière desconstrói a hipocrisia de estrutura social da 'época, desmascarando o farsante "Tartufo".
Este personagem é símbolo dessa bem comportada estrutura, usando-a a seu bel-prazer, a seu único e exclusivo proveito, sendo capaz de mentir, roubar, fraudar, especular, transgredir normalmente com o único objetivo de granjear mais privilégios. E tudo em nome de Deus.
A peça, apesar de retratar uma situação que antecedeu a ascensão da burguesia, mantém-se atual ao denunciar males eternos e "universais", como a corrupção, a hipocrisia religiosa, a ocupação de cargos de mando e relevo por espertalhões.
Como personagens, Molière traz Madame Pernelle, mãe de Orgon, enganada por Tartufo. Orgon, senhor da casa, esposo de Elmire, enganada por Tartufo. Elmire, esposa de Orgon; chave para se compreender o verdadeiro eu de Tartufo. Damis, filho de Orgon, corteja a irmã de Valère. Mariane, filha de Orgon, noiva de Valère. Valère, noivo de Mariane. Cléante, cunhado de Orgon. Tartufo, falso devoto, que engana Orgon e Mme. Pernelle. Dorine, criado de Mariane, dá o tom cômico à peça, através de comentários sarcásticos e exagerados. Monsieur Loyal, começa como beleguim (agente de polícia); termina a peça como sargento. Un exempt (policial). Flipote, criado de Madame Pernelle. Lawrence, criado de Tartuffe. Argas, amigo de Orgon; confia a este documentos que Tartufo rouba e chantageia Orgon; não possui nenhuma fala, na peça.
O cenário é a Paris de 1660, casa de Orgon.
Para compreender a ferrenha crítica aos falsos religiosos brilhantemente trazida por Molière trago, resumidamente o enredo da peça: Orgon, pessoa muito importante da sociedade parisiense, havia caído sob a influência de Tartufo, um religioso bastante hipócrita, além de ser extremamente inescrupuloso. Na verdade, os únicos que não se dão conta do verdadeiro caráter do espertalhão são Orgon e sua mãe.
Tartufo exagera em sua devoção religiosa, chegando mesmo a ser o diretor espiritual de Orgon. Desde que o vilão passara a residir em sua casa que Orgon segue-lhe todos os conselhos, chegando ao ponto de prometer-lhe a filha em casamento, apesar de a mesma estar noiva de Valère. A jovem Mariane fica bastante infeliz com a decisão paterna, e sua madrasta Elmire tenta desencorajar o embusteiro de suas pretensões matrimoniais. Durante este diálogo, Tartufo tenta seduzir a jovem esposa do velho Orgon, cena esta testemunhada por Damis, filho de Orgon.
Damis relata ao pai o que vira, mas este, longe de acreditar, deserda Damis e decide passar a própria casa para o nome do caloteiro – uma forma de assim forçar o casamento contra o qual todos pareciam tramar. Aumenta a tristeza de Mariane, e Elmire adia a sua assinatura do contrato feito pelo marido. Ela então propõe ao marido que, escondendo-se sob uma mesa, seja ele próprio testemunha do verdadeiro caráter de Tartufo.
Orgon concorda com o estratagema, e ante as palavras de Tartufo para sua mulher, descobre finalmente qual o verdadeiro caráter daquele hipócrita a que tanto confiara, e que sua família sempre tivera razão.
Colocando Tartufo para fora da casa, este porém impõe-se como seu novo proprietário. E Orgon dá-se conta de que depositara com o falso devoto documentos de um amigo, cuja fuga ocultara, comprometendo-o.
A mãe de Orgon vem lhe visitar. Pernelle tem ainda grande admiração por Tartufo, e não se deixa convencer sobre o real caráter dele. Surge então o Sr. Loyal, policial enviado por Tartufo, a fim de avisar que a família tem até o dia seguinte para desocupar o imóvel. Só depois disso Pernelle reconhece que ele é mesmo um caloteiro.
Enquanto a família reunida discute como safar-se daquela situação vexatória, chega Valère, informando que Tartufo entregara ao Rei os documentos que incriminavam Orgon, e este deveria ser preso. Planejam rapidamente uma fuga, mas Tartufo reaparece, desta feita acompanhado por um policial.
Autoritário, o falso amigo expede a ordem para que Orgon seja preso. Mas este, para surpresa de todos, prende o próprio Tartufo: ele era um caloteiro conhecido, tendo já aplicado outros golpes. A doação feita é anulada, e finalmente Orgon permite o casamento de Valère e Mariane.
Mas Tartufo se sai bem, sempre inescrupuloso e sob a proteção de Deus que sempre melifluamente invoca, mas a quem não dedica devoção ou fé alguma.
Acho engraçado como nos vemos sempre cercados de "tartufos" e como eles se dão bem na vida.
Aliás, o que me levou a escrever este post não é simplesmente o fato de sempre termos "tartufos" por perto, mas um fato no mínimo horripilante noticiado em todos os cantos e que a mim, como judeu, incomodou profundamente, sobre aquele pretenso "rabino" que vinha torturando crianças sob o argumento de "purificá-las".
O indivíduo não é rabino; apenas usa-se da indumentária de alguns judeus ultra-ortodoxos. E não são todos os judeus religiosos que se vestem daquela maneira, apenas um grupo, dentre vários... Esse pilantra torturador que afronta as regras fundamentais do judaísmo - em especial a de amar ao próximo como a sí mesmo - é um "tartufo" que quer se passar por "kosher" (como são chamadas as regras pertinentes à alimentação judaica, que seguem preceitos extremamente rígidos e complicados de ser seguidos e cujos produtos carecem de supervisão rabínica e só são aptos ao consumo após tal chancela), mas na realidade nada mais é do que um excremento "treif" (inapto ao consumo conforme as regras do "kashrut") a ser descartado como o mais reles verme.
Aliás, sempre digo: não se engana a todos durante todo o tempo... um dia a casinha cai e ao invés do tartufo comer tartufos (aquelas deliciosas e caríssimas trufas subterrâneas, brancas ou negras...), acabará comendo uma reles gororoba num xilindró...
É isso.

Uma noção de Governança Corporativa

Durante muitos anos a maioria das sociedades anônimas brasileiras estruturavam o conselho de administração de forma absolutamente amadora, convidando os amigos do sócio controlador ou pessoas ilustres que podiam auxiliá-lo na elaboração da estratégia da empresa.
Nas empresas de natureza essencialmente familiares – com raras exceções - a situação era ainda pior, os membros do conselho de administração eram membros da própria família, lá colocados pelo patriarca e empresário, como forma de pagar a eles uma remuneração e fazer com que eles não “atrapalhassem” os administradores se imiscuindo nos negócios da empresa.
Além disso, a grande maioria dos membros de conselho de administração não fazia a menor idéia das suas obrigações como membros de tais conselhos.
O resultado prático desta estrutura é que alguns grupos familiares não conseguiam superar os problemas da sucessão empresarial, quando do falecimento do patriarca. Nas empresas abertas, a abertura de capital tinha uma única via, ou seja, o administrador abria o capital para captar recursos baratos sem garantir aos acionistas minoritários um fluxo mínimo de informações de qualidade.
Essa situação, a partir dos últimos vinte anos evoluiu muito. Os empresários, analistas e gestores de investimentos incluíram a governança corporativa como tema obrigatório nas discussões sobre avaliação e precificação de empresas. Esta pomposa expressão se refere ao conjunto de normas e procedimentos adotadas por uma sociedade para escolher seus administradores e para divulgar informações da companhia para seus acionistas e para o mercado. Nesta linha, define-se a Governança Corporativa como o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de Governança Corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade.
Nesse contexto, visando estimular a melhoria das práticas de governança corporativa a Bolsa de Valores de São Paulo criou uma classificação em diferentes níveis de acordo com a forma de governança corporativa adotada pelas mesmas e as informações que prestam ao público em geral.
Com essa medida a bolsa de valores quer evidenciar as diferenças entre as companhias que dispensam um tratamento melhor aos acionistas - em especial aos minoritários - com informações de maior qualidade e as empresas que não partilham do mesmo pensamento.
Em suma, o que se quer com a valorização das boas práticas de governança é que o empresário adote práticas de gestão e de divulgação de informações capazes de informar ao mercado e ao público em geral a real situação econômica e financeira da empresa, de forma que o acionista minoritário possa saber com clareza onde e como estão sendo aplicados os recursos que foram aportados na sociedade.
Já o acionista controlador, ao praticar um elevado nível de governança estará dando condições do mercado precificar adequadamente sua empresa, assim reduzindo o nível de incerteza e, por conseqüência, o nível de risco associado à sua empresa. Desse modo, empresas com melhores práticas de governança conseguem facilitar e baratear o seu acesso ao mercado de capitais.
É isso.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Weird tattoo 1

O que leva um cara a fazer uma tattoo retardada dessas????

A nova reforma do processo penal

O Presidente Lula sancionou hoje alguns projetos para reforma do processo penal, que em tese "desafogam" a Justiça, procurando dar a sensação de estar, de fato, sendo afastada a impunidade que assola o País.

Em tese, a reforma é uma necessidade para emprestar mais rapidez e celeridade aos processos. O Judiciário precisa dar uma resposta mais rápida e eficiente, também para abolir o sentimento de impunidade que se dá no país.

Os magistrados em geral defendem que as mudanças não vão representar qualquer dano à defesa, usando unissonamente o argumento de que não podemos é conviver com uma legislação que tem excesso de formalismo.

O sentimento dos magistrados é o de que com a reforma do processo penal deve haver uma redução do tempo de vida do processo, especialmente com a simplificação do número de audiências e com o fim do recurso automático. De meu lado, penso que as mudanças têm pontos positivos e negativos, mas não trazem nada de excepcional ao Poder Judiciário.

É de fato positivo o fim do recurso automático, mas teço críticas veementes às mudanças na defesa dos réus, eis que podem prejudicar o direito fundamental do devido processo legal e o princípio da ampla defesa.

No frigir dos ovos, embora a reforma contenha pontos positivos, como por exemplo enrijecer a postura nos casos dos crimes sexuais, criar o tipo penal do sequestro relâmpago com pena bastante severa e monitorar presos através de sistemas eletrônicos por satélites, não será agora, ainda, que teremos o remédio para todos os males do setor Judiciário.

Não é com leis que se vai resolver os problemas da Justiça brasileira. É preciso reformar o Judiciário, dotá-lo de mais juízes, informatizá-lo completamente e terminar com uma série de embaraços burocráticos. São coisas que ficam escondidas, que não aparecem e que precisam ser reformadas.

É isso.

Há imagens que dizem alguma coisa...

...mas essa não me diz absolutamente nada!
Não entendi mesmo!!!