html Blog do Scheinman

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ensaio sobre a vingança e o perdão

A vingança tem sido um dos grandes prazeres que não podem ser negados ao ser humano. Talvez as lendas estejam certas, que ela mata a alma e a envenena, mas que da um gostinho todo especial, isso dá . . . Não melhora as coisas, não traz de volta o que se perde, mas dá uma alegria momentanea . . . ajuda o ego a se recompor, mas tenho uma reclamação: qual a graça de se vingar e não mostrar que foi vc que se vingou?
O legal de revidar, é saber que foi vc que o cometeu, e deixar este alguem saber . . . O sabor é doce, mas frio, esta durando, espero que se prolongue . . .
Mas falando sério: vingança consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi percebido ou sentido como prejudicial. Embora muitos aspectos da vingança possam lembrar o conceito de igualar as coisas, na verdade a vingança em geral tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo. Quem busca vingança deseja forçar o outro lado a passar pelo que passou e/ou garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais.
A ética da vingança é acaloradamente debatida na filosofia. Alguns acreditam que ela é necessária para se manter uma sociedade justa. Em algumas sociedades se acredita que o mal inflingido deve ser maior do que o mal que originou a vingança, como forma de punição. A filosofia de "olho por olho" citada no Velho Testamento (Exôdo 21:24) tentou limitar o dano causado, igualando ao original, para evitar uma série de ações violentas que escalassem rapidamente e saíssem do controle. Outros argumentam contra a vingança alegando que se assemelha à falácia de que "Dois erros fazem um acerto".
Vendeta é uma sequência de ações e contra-ações motivadas por vingança que são levadas a cabo ao longo de um extenso período de tempo por grupos que buscam justiça; ela foi uma parte importante de muitas sociedades pré-industriais, especialmente na região mediterrânea, e ainda hoje persistem em algumas áreas. Durante a Idade Média não se considerava um insulto ou injúria resolvidos até que vingados.
No passado feudal do Japão a classe samurais mantinha a honra de sua família, clã, ou senhor através do "katakiuchi", ou assassinato vingativo. Esses assassinatos também envolviam os parentes daquele que ofendeu. Hoje em dia o "katakiuchi" é perseguido principalmente através de meios pacíficos, porém a vingança permanece uma parte importante da cultura japonesa.
Penso que a retaliação, ou vingança, é uma caracteristica fundamental do ser humano. Mesmo sem perceber, muitas vezes, nos vingamos das pessoas, às vezes até "fazendo o bem por elas" ou "com a melhor das intenções", já que sem a retaliação - inerente à natureza humana - nos tornamos semelhantes aos animais, visto que estes estão livres de tais sentimentos. Sob um prisma um tanto primitivo, ser vingativo é assegurar o equilíbrio das relações humanas, pois através do medo, mantém-se a ordem, evitando que vidas se percam.
Sob o ponto de vista mais atávico, não acredito no aspecto daquele que se vinga igualar-se ao seu agressor, já que a vingança, desde os primórdios da história, caracteriza-se como reação e não como ação (tanto que a legislação sempre mencionou a legítima defesa como escludente de responsabilidade...), mas, executar a retaliação com inteligência, parcimônia, maestria e, se possível, sem violência, é de fundamental importancia para seu sucesso. De nada vale compensar algo, feito as pressas, sem beleza e, como diz o ditado, apenas "com sangue na areia".
Parece estranho, mas até mesmo na vingança bem executada existe beleza e glamour, sendo que executa-la de uma forma original e até artistica é muito mais apreciavel.
Jamais deve ser cega, pois esta é uma caracteristica da justiça, deve ser direcionada, por ser deveras cruel, afim de impedir que inocentes sofram seus devastadores efeitos. Pois se isso ocorrer, pode resultar num efeito colateral irreparável, e gerar infinitas reações da mesma espécie, mas contra o próprio "vingador". E não há nada pior que estar no caminho de alguem vingativo, pois este abdica de parte de sua sanidade e bom senso, recorrendo muitas vezes a métodos aéticos ou amorais, e muitas vezes ilegais.
Quando isso ocorre, ela passa a ter um caráter obssessivo perigoso capaz de ser uma ameaça até mesmo para aquele que a executa, cabendo a aqueles que estão próximos impedi-lo de prosseguir com seu intento, mas com cuidado, afim de não ser pego em meio a desmensurada fúria.
Nosso potencial para causar dor é ilimitado, portanto, há o risco da retaliação levar o indivíduo à utilização do lado mais negro e macabro da força, assim como levá-lo à perda de seu objetivo original conduzindo-o à falta absoluta de discernimento.
Daí surge a pergunta: o que é melhor: retaliar ou perdoar?
Segundo reportagem recente da revista Veja, há uma constante luta entre a sabedoria que leva à reconciliação e o desejo de vingança… essa luta é mais antiga que a civilização e continua sendo travada nos dias atuais.
A reportagem ressalta que parece fazer parte do mecanismo instintivo de defesa dos seres humanos responder a um tapa com outro tapa.
Diante da constatação, a Veja resgata algumas histórias curiosas… histórias de gente que tramou até por seis meses uma forma de vingança contra uma pessoa… a revista também revela as novas de formas de vingança… se no passado, a vingança tomava corpo, muitas vezes, através de um ato agressivo, hoje, a retaliação vem, por exemplo, através da internet.
Há pessoas encontrando na rede mundial a chance de denegrir a imagem de alguém que as ofenderam em algum momento… Não são poucos os casos de jovens de jovens que tiveram fotos íntimas publicadas na internet depois de suas separações…
Mas a revista traz uma conclusão importante para o drama da humanidade… de acordo com a Veja, a lição que podemos aprender na história é que foi através do perdão que a humanidade conseguiu interromper as espirais de violência provocadas pela vingança.
E penso que, embora o impulso da vingança esteja amalgamado dentro de cada um de nós, a publicação tem toda razão. Toda vez que o ser humano tenta responder um tapa com outro tapa, toda vez que isso acontece, o quadro de tensão inicial tem como conseqüência um fato novo e, quase sempre, mais grave.
É por isso que temos que aprender a perdoar, pelo nosso próprio bem. A máxima de darmos o outro lado da face quando somos agredidos também é clara. A atitude pacificadora, o perdão… é sempre a saída mais sábia.
Mas talvez digamos: “estou muito magoado… fui ofendido… o que fizeram comigo foi muito grave”. Sei que algumas atitudes nos entristecem e despertam a nossa ira. Nossa atitude mais natural é mesmo partir para a retaliação; imaginar uma forma de nos vingarmos da pessoa que nos fez algum mal.
Acontece que nossos desejos instintivos nos levam a cometer um novo erro.
Entretanto, é muito mais salutar e superior relevar e perdoar. Por isso, como encerra a reportagem da Veja, mesmo contra a nossa vontade, temos a sabedoria necessária para perdoarmos.
Sob o prisma religioso, a questão aqui é a reação pessoal manifestada pela pessoa lesada em relação à pessoa que provocou o mal. Contra aqueles que não veriam mais do que a aplicação estrita da pena prescrita pelas normas religiosas em alguns sistemas (a do olho por olho, por exemplo... ou da amputação da mão em caso de furto...), endurecendo-se em um legalismo estreito, temos que os tais princípios da proporcionalidade outrora estabelecidos, hoje são interpretados conforme critérios de benevolência e mansidão, permeados pela recusa à vingança e pelo perdão das ofensas. A idéia de um Deus opressor, que julga os homens com rigor, hoje fica substituída pela figura do Deus da Graça.
Mas voltando ao binômio vingança X perdão. O pai que não elogia, mas está sempre pronto a criticar; o chefe injusto que nos entrega a carta de demissão; o cônjuge que trai... pessoas que podem nos magoar de tal forma talvez levemos anos a nos recuperar, se é que alguma vez o conseguiremos. Es­tamos ressentidos. Dizemos-lhes as piores coisas que conseguimos (ou pensamos naquilo que gostaríamos de ter dito). Queremos vingança.
Mas, na realidade, a melhor for­ma de nos sentirmos satisfeitos é o oposto da vingança: dizer "perdôo­-te" poderá ser a atitude mais nobre que alguma vez tomaremos. Perdoar não significa ceder; signi­fica esquecer. Quando perdoamos, deixamos de estar emocionalmen­te agrilhoados à pessoa que nos fez mal.
Uma sobrevivente de maus tratos na in­fância diz: "O perdão liberta-nos do pesadelo de outra pessoa, permitin­do-nos viver em estado de graça." Se perdoar alguém nos faz sentir tão bem, por que será que tanta gen­te arrasta consigo tanto ressentimen­to? Uma explicação poderá ser a com­pensação pelo sentimento de impo­tência que sentimos quando alguém nos magoou. As pessoas poderão sen­tir-se mais poderosas quando cheias de raiva.
Mas o perdão incute uma sensação de poder muito maior. Quando perdoamos, recuperamos o nosso poder de escolha. Não impor­ta se o outro merece perdão; impor ta que nós merecemos ser livres.
Outra razão por que poderemos recusar o perdão é o medo de parecer que somos fracos ou que capi­tulamos. Há quem pense que des­culpar é o mesmo que dizer que se estava errado e que a razão estava do lado da outra pessoa. Mas perdoar não é libertar a outra, pessoa. É tirarmos o punhal que nos es­petaram nas nossas próprias costas. O perdão liberta a ex-mulher que per­manece amargurada com o ex-ma­rido, o empregado preterido numa promoção ou o parente que não foi convidado para um casamento.
Em muitos casos, a outra pessoa nem sequer está ciente do nosso descontentamento enquanto nos dilacera­mos com a amargura, a pessoa que nos magoou não sente nada. O perdão é bom tanto para o cor­po como para a alma. O passado fe­re-nos de cada vez que o revivemos e isso prejudica-nos a saúde. Está provado que o sim­ples recordar do incidente que nos magoou é prejudicial para o cora­ção. E os sentimentos negativos que provocam stress também são geral­mente apontados como responsá­veis pela tensão alta, pelas doenças coronárias e pela maior susceptibi­lidade de contrair outras doenças.
Apesar de as dores mais terríveis poderem ser infligidas em apenas alguns minutos, perdoar o culpado pode demorar bastante mais tempo. Ao princípio, experimentamos sentimentos negativos como a raiva, a tristeza e a vergonha. Depois, ten­tamos compreender o que se passou ou ter em conta as circunstâncias ate­nuantes.
Por fim, aprendemos a ver a pes­soa que nos magoou com outros olhos. Numa perspectiva mais ampla, a pessoa que nos fez sofrer aparece-nos como alguém que estava fora de si, fraca, doente ou in­consciente do mal que fazia. Alguns de nós poderemos nun­ca atingir o estágio final do perdão. Aqueles que sofreram traumas de infância devidos a pessoas de quem gostavam e em quem confiavam po­derão achar este processo particularmente difícil.
No entanto, até um perdão parcial poderá ser benéfico. Se pretende aprender a perdoar, mas não sabe como começar, siga estas sugestões:
Faça a experiência com os ressenti­mentos menores: o perdão daquelas coisas me­nores (o empregado que nos preju­dica no troco ou o condutor que nos bloqueia o caminho) prepara-nos para a tarefa mais difícil de perdoar as ofensas graves.
Liberte-se dos maus sentimentos: confidencie a sua raiva ou desilusão a um amigo ou conselheiro próxi­mo. Conseguirá assim sentir a fortalecedora experiência de ser ou­ vido. Poderá descarregar aquilo que sente sem o perigo de dizer ou fazer algo de que se arrependerá mais tarde. As estratégias de libertação da agressi­vidade, como esmurrar uma almo­fada, ajudam. Se estiver mais triste que zangado, escreva um diário. Mas evite atitudes negativas de raiva, co­mo conduções descuidadas, bater de portas ou partir objetos.
Escreva uma carta à pessoa que o magoou: exponha a verdade daquilo que aconteceu de acordo com a sua perspectiva, sem acusar nem julgar. Utilize frases na primeira pessoa do singular: "Creio que ...", "Não compreendo ...", etc. Descreva o impac­to que o comportamento da outra pessoa teve sobre si e exprima o seu desejo de ouvir o que ele ou ela sen­tem acerca do sucedido, para que a questão se resolva. Deverá enviá-la pelo correio? Se puder, faça-o. Mas se a pessoa que lhe cau­sou sofrimento estiver morta ou in­capacitada de ouvir aquilo que tem para dizer-lhe, alguns conselheiros aconselham a queimar a carta, uma forma simbólica de deixar que a sua raiva se desvaneça em fumo.
Não veja o confronto como neces­sário: em casos de incesto, tentati­va de violação ou outros atos crimi­nosos, as vítimas podem evitar perdoar ao agressor porque temem con­frontá-lo. E não é realmente necessário enfrentá-lo. O perdão poderá dar-se sem influência ou conheci­mento alheios. As pessoas que per­doamos podem nunca compreender que nos fizeram mal, ou nunca saber que as perdoámos. Podem ser alcoólicos que não compreendem aquilo que tentamos dizer. Podem negar tudo. O que importa é que nos libertemos da nossa raiva.
Ouça com empatia: se chegar a confrontar-se com o seu agressor, ou­ça em silêncio, repetindo depois aqui­lo que acaba de ouvir. Ao fazê-lo, começa­rá a ver o seu comportamento de outra forma, tornando-se mais tole­rante, o que poderá levar ao perdão.
Medite ou reze: "errar é humano, perdoar é divino", escreveu o poeta Alexander Pope. Nada é melhor do que atentar para sua espiritualidade ou Fé, seja ela qual for, afinal, perdoar poderá exigir mais do que temos para dar só por nós.
Não pense que perdoar é esquecer: porque não é. Não conseguimos es­quecer os traumas, nem deveríamos fazê-lo. Es­sas experiências ajudam-nos a não sermos vítimas novamente e a não ferirmos os outros.
Olhe para o futuro: ao fazê-lo, po­derá beneficiar da perspectiva que o tempo lhe proporciona, sem ter de esperar anos para conseguir al­cançá-la. Veja o caso de duas irmãs que se zangaram numa discussão so­bre quem cuidaria da sua mãe doen­te. A que vivia mais perto da mãe não gostava de ter de cuidar dela todos os dias, enquanto a que vivia mais longe se limitava a enviar che­ques. Por fim, a irmã que se zanga­ra perguntou-se o que pretendia pa­ra o futuro. A resposta foi: "Quero ter uma boa relação com a minha irmã", disse ela. A única forma de atingir esse objectivo era ultrapassar a minha rai­va e perdoar-lhe. Hoje, conseguem falar da mãe sem trocar palavras du­ras, e a irmã que vive mais longe revela-se mais disposta a telefonar aos médicos e a participar na tomada de decisões.
O perdão leva à paz interior. De­pois de termos perdoado, rimo-nos mais, te­mos sentimentos mais profundos, sentimo-nos mais ligados aos ou­tros. E os bons sentimentos que ge­ramos prepararão o caminho para uma cura dos traumas ainda mais completa.
É isso.

Nova York possui o maior arquivo judaico da diáspora

Nova York abriga agora mais uma preciosidade para o mundo judaico: o Centro da História Judaica. O museu nasce como maior arquivo de material judaico do planeta, fora de Israel. A riqueza desse acervo já valeu ao centro o apelido de "Biblioteca do Congresso" do judaísmo, numa referência à gigantesca coleção de livros e documentos existente em Washington.
O Centro de História Judaica reúne nada menos do que 100 milhões de documentos arquivados e 500 mil livros. Tem, entre outras raridades, o manuscrito original de Emma Lazarus, feito em 1883, do poema "Give me your tired, your poor/your huddled masses yearning to breathe free", reproduzido na Estátua da Liberdade. O instituto guarda ainda o mais antigo livro de receitas judaicas e os óculos do pensador Moses Mendelssohn.
O museu é uma iniciativa conjunta de cinco entidades judaicas: a American Jewish Historical Society, a American Sephardi Federation, o Leo Baeck Institute, o Yeshiva University Museum e o Institute for Jewish Research. As instituições doaram um montante de US$ 50 milhões.
Além de se destacar como centro de estudos de história judaica, o Centro planeja oferecer exibições de arte, concertos e palestras. Vai ser também um ponto de referência de genealogia, com a criação de um instituto voltado ao tema. Segundo a Avotaynu, empresa de Nova Jersey especializada em material genealógico, há cerca de 50 mil judeus em todo o mundo que mergulham em pesquisas sobre seus antepassados.O diretor-executivo do American Jewish Historical Society, Michael Fedberg, disse à JTA (Jewish Telegraphic Agency) que o Centro vai ser um local onde "estudantes de diferentes instituições poderão interagir e enriquecer seu pensamento" sobre a história judaica.Localizado na 15 West 16th St, no bairro de Chelsea, o Centro de História Judaica fica aberto de segunda a quinta, das 9h às 18h. Às sexta-feiras, o horário de fechamento é 16h.
Certamente, para quem se interessa pela história judaica, vale a visita.

Lista oficial traz 472 espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção

A nova Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção elaborada pela Fundação Biodiversitas sob encomenda do Ministério do Meio Ambiente relaciona 472 espécies, quatro vezes mais que a lista anterior de 1992. Os biomas com maior número de espécies ameaçadas são a Mata Atlântica (276), o Cerrado (131) e a Caatinga (46). A Amazônia aparece com 24 espécies, o Pampa com 17 e o Pantanal com duas. Nenhuma espécie da lista anterior foi excluída.
A instrução normativa atualizando a lista foi assinada, nesta sexta-feira (19), pelo ministro Carlos Minc em solenidade no Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), com a presença do presidente do JBRJ, Lizst Vieira; da secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito; da Sociedade Botânica do Brasil, Paulo Guínter Wíndish; do diretor de pesquisa científica do JBRJ, Fábio Scarano, e do diretor de Conservação da Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias, entre outros representantes da academia e da sociedade civil.
Segundo Minc, o desafio agora é coibir o crime ambiental, criar mais unidades de conservação, estimular a criação de RPPNs e tomar medidas para impedir o corte, o transporte e a comercialização de espécies ameaçadas. "Essa lista coloca para nós uma série de desafios para revertermos o quadro da destruição da biodiversidade e todos temos um papel importante a desempenhar", disse o ministro.
De acordo com a instrução normativa, que deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana, as espécies constantes da lista são consideradas prioritárias para efeito de concessão de apoio financeiro à conservação pelo governo federal e sua coleta será efetuada somente com autorização do órgão ambiental competente.
Também constam da lista das ameaçadas, 12 espécies de importância madeireira que já integram a lista de 1992. A nova lista adiciona uma única espécie de interesse madeireiro, o "pau-roxo" (Peltogyne maranhensis), da Amazônia. Entre as outras espécies de uso econômico estão algumas de uso alimentício (caso do palmito/juçara), medicinal (jaborandi), cosmético (pau-rosa) e também ornamental. O jaborandi e o pau-rosa também já constam da lista de 1992.
O crescimento no número de espécies em relação à lista anterior reflete não apenas o aumento das pressões antrópicas sobre a vegetação de diferentes regiões brasileiras ocorrido ao longo das últimas três décadas, mas também um melhor nível de conhecimento sobre a flora brasileira e a participação de uma parcela mais expressiva da comunidade científica no processo de elaboração da lista.
No que se refere às regiões brasileiras, o Sudeste apresenta o maior número de espécies ameaçadas (348), seguido do Nordeste (168), do Sul (84), do Norte (46) e do Centro-Oeste (44). Neste contexto, Minas Gerais (126), Rio de Janeiro (107), Bahia (93), Espírito Santo (63) e São Paulo (52) são os estados com maior número de espécies ameaçadas.
Este fato é um reflexo da presença, particularmente nas regiões Sudeste e Nordeste, dos biomas com maior número de espécies ameaçadas, caso da Mata Atlântica, bem como o fato de essas duas regiões concentrarem os estados cuja biodiversidade é mais bem conhecida.
Espécies com deficiência - Uma segunda lista elaborada pela Fundação Biodiversitas inclui as espécies com deficiência de dados (Anexo II da Instrução Normativa assinada pelo ministro Carlos Minc disponível no site do MMA), composta de 1.079 espécies. Este grupo refere-se a espécies cujas informações (distribuição geográfica, ameaças/impactos e usos, entre outras) são ainda deficientes, não permitindo seu enquadramento com segurança na condição de ameaçadas. As espécies constantes do anexo II da lista de flora ameaçada não estarão sujeitas às restrições previstas na legislação em vigor.
De acordo com a secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, um dos importantes desafios que o MMA assume ao editar novas listas de espécies ameaçadas é assegurar que essas espécies sejam retiradas das listas e, da mesma forma, as que estão com dados insuficientes sejam esclarecidas.
Para isso, o MMA, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e com o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, em parceria com outros ministérios e a sociedade civil organizada, estão aprimorando mecanismos para a integração de esforços visando incrementar ações voltadas ao conhecimento da biodiversidade presente nos diversos biomas brasileiros e a recuperação das espécies ameaçadas.
Com a divulgação da nova lista, o MMA planeja desenvolver, juntamente com suas vinculadas, um plano estratégico coordenado pelo JBRJ voltado à efetiva conservação e recuperação das espécies ameaçadas. Este plano seguirá as diretrizes estabelecidas pelas Metas Nacionais de Biodiversidade para 2010, da Conabio, que incluem, entre outros pontos, a elaboração de planos de ação e a criação de Grupos Assessores para todas as espécies ameaçadas de extinção; a conservação efetiva da totalidade das espécies ameaçadas em Áreas Protegidas; a conservação em coleções ex situ de 60% das espécies de plantas ameaçadas e a inclusão de 10% das espécies de plantas ameaçadas em programas de recuperação e restauração.
A primeira lista das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção foi editada em 1968 (Portaria IBDF nº 303), com a inclusão de 13 espécies. A segunda ocorreu em 1980 (Portaria IBDF nº 1471), com a adição de uma espécie à lista anterior. Em janeiro de 1992 foi publicada uma nova lista, (Portaria Ibama nº 6-N), desta vez com a inclusão de 107 espécies. Três meses após, por meio da Portaria Ibama nº 37-N, foi editada uma nova lista, com 108 espécies.
Para visualização da Instrução Normativa e da lista das espécies ameaçadas, basta acessar o seguinte link:
Tá aí.

sábado, 20 de setembro de 2008

Hoje é meu aniversário

Meus Queridos,
Escrevo uma carta aberta, coletiva, porque vocês são muitos e consequentemente os agradecimentos também.
Hoje é dia 20 de setembro de 2008.
Há exatamente um ano, eu não sabia se estaria aqui hoje podendo escrever a cada um de vocês após ter passsado pela maior provação de minha vida.
Enquanto ministrava minha aula na Puc - sem acreditar no que acontecia no momento - sofri meu enfarte e toda a sequência posterior de parada cardíaca, angioplastia, stents, UTI, recuperação, dieta, reabilitação, etc.
Mas não estou aqui para falar de passado e "chorar as pitangas", mas sim para comemorar junto a cada um de vocês essa minha nova data de aniversário. Plenamente recuperado e com corpo e mente em ordem, sinto-me à vontade para comentar o evento e apenas agradecer!
Muitos me emocionaram com seus atos, por mais singelos que parecessem.
Os médicos e o pessoal do atendimento do Einstein que, sempre sérios e duros, tiveram verdadeiras demonstrações de amor à vida e carinho. Desde o anestesista, com sua touquinha cirurgica do "Pernalonga" que me acalmava até a nutricionista que me brindava com mais uma gelatina, que naquelas condições mais parecia com o mais raro caviar.
Minha mãe, irmã e a Rose que me viram morrer e voltar à vida e que, a seu modo rezaram com todo o fervor, para que Deus devolvesse minha alma.
Meu pai que em minutos estava à porta do centro cirúrgico do hospital todo descabelado e eu, pela primeira vez na vida (depois de ter ouvido isso durante anos do meu pai...) tive vontade de oferecer-lhe um pente para pentear os cabelos. Naquele momento, consciente, dentro do centro cirúrgico, temi pela vida de meu pai. Rezei por ele com os capítulos de salmos que eu sabia de-cor.
A Dani, que entrou na UTI para me ver e dar notícias à família, mas veio com um pinguim de pelúcia (que apelidei de Daniello) embaixo do avental pra me alegrar... foi meu primeiro contato com minha vida exterior...
O Jaime V. que, tenho certeza à revelia de seus médicos, apareceu naquela conturbada véspera de Yom Kippur, no hospital para me visitar.
A Rutinha W. que me trouxe revistas para tornar aquela estada forçada no Einstein menos demorada e dolorosa.
A Tia Miriam que ligava diariamente para saber noticias. Eu não atendia, mas acompanhava tudo...
O Roby G. que me mandou uma cesta cheia de produtos diet e frutas porque certamente sabia que eu estava com a alimentação super restrita, além das lancetas especiais que tornaram o massacre de picar o dedo várias vezes ao dia menos penoso.
A Pnina que mandou as frutas secas para que minhas visitas pudessem ter o que beliscar e que eu, às escondidas, de vez em quando bicava, para adocicar a comida controlada sem gosto que o restaurante kosher da Hebraica mandava.
A visita da Dulce, cheia de preocupação, assim como do Silvinho e da Stella tão logo tiveram notícia do ocorrido.
A presença do Bruninho Wainer no dia de Yom Kipur no hospital para me visitar. Me emocionou.
O Jackito, que eu não via há muitos anos, que me trouxe orgulho junto com toda a sua família.
O Pedrão J. que veio ao hospital e, embora proibidas as visitas naquele dia, deixou um lindo cartão encostado do lado de fora da porta.
A Aninha, minha tia, que se preocupava diariamente comigo e com quem eu não tinha pruridos de fazer minhas micagens, embora tenha me custado uma consulta psiquiátrica.
Minha Avó, a Bába, que centenária, veio ao hospital pra ter certeza de que eu estava bem e me abençoar.
Tia Gita, sempre presente e dura na queda, quando mais se precisa dela. É sem dúvida uma Tia com "T" maiúsculo.
Tia Mitzi, preocupadíssima e delicada como sempre, telefonando ao menos duas vezes ao dia, mas sempre com o cuidado de não desejar incomodar.
A Naná e a Juliana P. minhas pupilas da Puc que vinham à tarde e que muito me auxiliaram naqueles tempos.
O Cabezon, irmão da gema como poucos, que segurou uma barra danada, me tranquilizou de verdade, disse "deixa comigo", e fez o necessário.
O Monaco que, com um simples telefonema de irmão soube fazer muito mais que muitos outros.
Os meus alunos do então 4º ano que mandaram o arranjo de flores mais bonito que já recebi, pelas mãos da Marina. Verdadeira demonstração de amor daqueles meninos, não só pelo arranjo por sua beleza estética mas pelo significado e pelo cartão que releio até hoje.
Os meus alunos do 4º ano noturno atual que assistiram ao início do enfarte em sala. Turma especial e que me respeita ao extremo. Acompanharam o ocorrido cheios de preocupação. Transformaram-se numa das melhores turmas que já tive na Puc durante anos. Posso dizer que, terminado esse ano e o curso de comercial, sentirei saudades de cada um deles...
Os meus alunos dos atuais terceiros anos que, pacientemente, arcaram com minha ausência na faculdade e sempre demonstraram amor incomensurável, além de respeito, amizade e carinho. Não têm a noção de como cooperaram para a minha total recuperação...
O Fred Muller que, com todos os seus afazeres, soube estar junto do leito do hospital e me dar força num momento em que precisava.
A Paulinha que veio ao hospital com seu convite de casamento. Fiquei feliz com a notícia.
A Cidinha da Puc, telefonando para minha mãe para saber como eu estava.
O Anselmo e o Guima aparecendo no hospital para terem certeza de que eu estava vivo.
O Cassio P. que apenas entrou e ficou me observando e só se foi, tendo a certeza de que eu estava bem.
A Carlinha C. que além de me visitar ligava sempre preocupada em saber se eu precisava de algo.
Tia Geni sempre ligando atrás de notícias, assim como todo o pessoal da família de todos os confins do globo
Todo o pessoal da OAB, desde o Presidente D'Urso até os funcionários de minhas comissões, com telefonemas de preocupação e apoio. Lembro que a Tallulah foi a primeira a ligar!
Os colegas de cátedra e funcionários da Puc sempre amigos e parceiros.
Os amigos, conhecidos, até mesmo pessoas de quem eu sequer me recordava, telefonavam para saber de mim...às vezes a enfermagem bloqueava o telefone do quarto e ordenava que fossem desligados os celulares em razão de minha necessidade de descanso...
Talvez eu não consiga me lembrar de todos... confesso que me recordei apenas de algumas passagens daquele período difícil e, se esqueci de alguém, peço que me desculpe.
O que desejo é agradecer a cada um em especial por ter me auxiliado a superar aquele período e por estar comemorando esse aniversário, sempre com a ajuda e bençãos de Deus.
Também não posso me esquecer dos verdadeiros presentes que surgiram durante esse primeiro ano de aniversário e novo período de vida. Grandes amizades resgatadas. Novos parceiros. Novos amigos. Novos desafios. Novos objetivos.
E, certamente, novas alegrias com novas forças e muita garra de vencer e seguir lutando pelos meus ideais, sempre buscando ser como sou e procurando superar os problemas com lealdade, sinceridade, honestidade, alegria e acima de tudo bom humor.
Aprendi que com fé em Deus e que com essas "armas" não há ninguém que nos derrube.
Confesso que no momento do meu enfarte só pensava em vencer aquele obstáculo e pensava em Deus e nessas "armas".
E que são esses mínimos valores que desejo sejam transferidos, mesmo à distância, aos meus filhos.
Obrigado a todos vocês, meus amigos!Obrigado por me ajudarem a estar bem e feliz e com os óbices superados!!!
Um beijo a todos!

Frases luminosas de estudantes... verdadeiras pérolas

* Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.
* O nervo ótico transmite idéias luminosas.
* O vento é uma imensa quantidade de ar.
* O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas.
* Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.
* Péricles foi o principal ditador da democracia grega.
* O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades.
* O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d’água.
* A principal função da raiz é se enterrar.
* A igreja vem perdendo muita clientela.
* O Sol nos dá luz, calor e turistas.
* As aves têm na boca um dente chamado bico.
* A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário.
* Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso.
* A harpa é uma rosa que toca.
* A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo.
* Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.
* O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
* Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.
* A insônia consiste em dormir ao contrário.
* A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais.
* A diferença entre o Romantismo e o Realismo é que os românticos escrevem romances e os realistas nos mostram como está a situação do país.
* O Chile é um país muito alto e magro.
* As múmias tinham um profundo conhecimento de Anatomia.
* O batismo é uma espécie de detergente do pecado original.
* Na Grécia, a democracia funcionava muito bem, porque os que não estavam de acordo, se envenenavam.
* A prosopopéia é o começo de uma epopéia.
* Os crustáceos fora d’água respiram como podem.
* Os hermafroditas nascem unidos pelo corpo.
* As glândulas salivares só trabalham quando a gente têm vontade de cuspir.
* A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.
* Os estuários e os deltas foram os primeiros habitantes da Mesopotâmia.
* O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas.
* A Previdência Social assegura o direito à enfermidade coletiva.
* O Ateísmo é uma religião anônima.
* A respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de três minutos.
* O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.
* Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.
* Caracteres sexuais secundários são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais.
* Sobrevivência de um aborto vivo (título).
* O Brasil é um país abastardo com um futuro promissório.
* O maior matrimônio do país é a Educação.
* Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que almenta.
* Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola.
* O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocudan-do-nos.
* É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas.
* Também preoculpa (sic) o avanço regesssivo da violência.
* Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto).
* E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira, fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.
* O hino nacional francês se chama La Mayonèse...
* Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
* Resposta a uma pergunta: "Não cei".
* Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os pirineus, etc.
* A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
* Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
* Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": "Não entendo nada".
* No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando.
* Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os noivos só se conheciam na hora h.
* Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército da marinha.
* Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
* No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
* A capital de Portugal é Luiz Boa.
* A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
* O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
* Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
* Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente e onde desce decente.
* Na América Central há países como a República do Minicana.
* A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
* As constelações servem para esclarecer a noite.
* As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
* Expansivas são as pessoas tangarelas.
* O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação.
* Os plantetas são 9: Mercúrio, Venus,Terra, Marte. Os outros 5 eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, o sr. não vai esperar eu lembrar, vai? (e espero que não vai abaixar a nota por causa disso).
* (...) quanto à opinião pública, podemos dizer que ela é mutável. Por exemplo: na hora do parto, a mulher pode optar pelo aborto.
* A comunicação é importante porque comunica algo entre duas ou mais pessoas que querem se comunicar.
* O Press release tem esse nome porque realiza as coisas com pressa.
* O problema da comunicação social no Brasil é que ela é dirigida por brasileiros, deveríamos trazer os americanos
* O endomarketing é como se fosse o marketing endovenoso.
* Eu acho que a resposta é não. Como o professor deve ter pensado numa armadilha, respondo que é sim.
* O público mixto é composto por aquelas pessoas que entram e saem da empresa. Ou seja nunca estão totalmente dentro, nem totalmente fora.
* (a questão dizia que a afirmativa era CORRETA, pedia a justificativa somente). Disconcordo com a questão. Ela não pode ser positiva. Nunca fiz prova que o professor dissesse que era afirmativa uma questão. Deve ser uma pegadinha, tipo do Faustão.
* A comunicassão social e feita de mim para voçês.
* A televisão é influenciativa em nossas vidas. Quantas vezes não compramos um tênis porque vemos na TV? A programação deveria ser mais educante(...).
* A empresa e o público ixterno caminhão juntos, incluindo aí a emprensa.
* O proficional de comunicação tem um mercado bundante a sua disposição, afinal, todos se comunicam na terra(...).
* O ruído realmente atrapalha muito a comunicação. Aqui na universidade fico atordoado quando passa o trem, quase não ouço o professor. As salas deveriam ser à prova de som.
* O fidibeque é a mesma coisa que a retroinformação, ou seja a informação que vem por trás.
* A comunicação é uma junção da verdade com a falsidade, afinal fofoca é uma coisa feia e é comunicação.
* Faço comunicação porque acho importante ser comunicadora, mas não acho importante ler jornal (suja a mão), nem ficar em casa vendo TV. Acho melhor me comunicar entre si.
* A comunicação é moderna porque usa modernidades da atualidade.
* Os principais meios utilizados pelas comunicação são: meios orais (que são falados), meios auditivos (que são ouvidos) e mais tácteis (que são sentidos).
* A comunicação é de massa porque precisamos utilizar a massa cinzenta para compreendê-la.
* Marketing em português é mercado, marketing pessoal, portanto é o mercado que freqüentamos.
* Ao utilizarmos a comunicação nos comunicamos.
* Se a comunicação é pessoal, envolvendo o emissor e o receptor, como podemos pensar em comunicação empresarial? A empresa se expressa por si só? Todos os anos, após os vestibulares, as "pérolas" aparecem. Creio que há um certo exagero e muitas podem ser criação de brincalhões. São muito engraçadas, mas que assustam, assustam.
Tá aí.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Os anões, o preconceito e a inclusão social

Observem a imagem acima. Trata-se de uma campanha publicitária alternativa, veiculada por uma agência mineira, que utilizando anões e sua baixa estatura, fez menção a um curso poder ser realizado em pequeno lapso de tempo...
Analisando a imagem, passei a pensar no preconceito que cerca essas pessoas que com sérias dificuldades merecem ser incluídas socialmente, embora ridicularizadas em vários momentos de suas vidas. São cidadãos e como tal protegidos pela legislação aplicável à espécie eis que dotados de total capacidade jurídica, embora com algumas pequenas (sem qualquer trocadilho idiota em minha colocação...) restrições de natureza física.
A verdade é que, enquanto tentam levar vida normal, anões colecionam histórias de preconceito, quase sempre vinculados ao escárnio e a situações comicas. Em minhas investidas atrás dos pinguins que de longa data coleciono, passei por uma loja situada no primeiro subsolo do Shopping Center Eldorado chamada "Casinha Pequenina". De muito bom gosto tudo o que ali se encontra, com a característica de caber na palma da mão. Em suma. lindas miniaturas lá se encontram à venda! Conversando com uma das proprietárias, Sra. Mila Cabral, 1,20 m, pude ter uma idéia de quão complicada é a vida dessas pessoas que, sem qualquer culpa, são excluídas socialmente...
A simpática dona da loja de miniaturas que "toca o negócio" juntamente com sua irmã, é sempre solícita e já pode me proporcionar a aquisição de peças bem interessantes que enriquecem minha coleção de pinguins. Mas colecionismos à parte, as duas senhoras, por detrás do balcão e sobre uma plataforma de madeira, para poderem ser vistas pelos clientes, já me trouxeram grandes lições de vida, embora pareçam frágeis seres de uma delicadeza ímpar enquanto manuseiam suas liliputianas mercadorias.
Penso que o importante é a inclusão social dessas pessoas dotadas das mais diversas capacidades. As duas senhoras lojistas, por exemplo, são artista plástica a atriz de teatro, respectivamente.
Há, inclusive uma associação, denominada "Gente Pequena", voltada para a conscientização sobre o nanismo, que é uma organização inspirada na Little People of America, dos EUA, que estava inativa por duas décadas e renasceu há 3 anos.
O fato é que ninguém está a salvo do nanismo. Ou seja, qualquer pessoa pode ter um filho anão. O nanismo é uma mutação genética. Existem mais de 80 tipos e 200 subtipos da doença, mas a mais comum é a acondroplasia. Segundo a dra. Chong Ae Kim, chefe da unidade de genética do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, como a mutação é aleatória, qualquer casal pode ter um filho com a doença, mas fatores como a idade avançada do pai podem aumentar as chances de um casal normal ter um filho anão. Por outro lado, um casal anão também tem chance de ter um filho normal. "O gene é dominante, portanto, um casal com a doença tem 25% de chance de ter um filho normal", afirma Kim. Algumas características dos anões são: baixa estatura, cabeça grande, perfil achatado, membros -principalmente braços e coxas- curtos, dedos afastados e alteração na coluna. "Eles podem ter algumas complicações ao longo da vida, mas a maioria tem saúde normal. E todos têm inteligência normal", diz Kim. A expectativa de vida dos anões segue a média da população.
O IBGE não tem um levantamento de quantas pessoas têm a anomalia no Brasil, mas a medicina estima que entre 15 mil e 26 mil crianças nascidas vivas, uma tem acondroplasia. Se estimarmos que um em 20 mil bebês tem a doença no Brasil, seriam cerca de 9.500 anões no país.
Um caso real: hoje adolescente, Maria Rita está no 2º colegial do colégio Objetivo, faz equitação e aula de jazz. "Conheci muitos anões pela Internet, temos uma comunidade no Orkut e isso me sustenta, mas não tenho preferência por amigos altos ou baixos". No Orkut, existem mais de 500 comunidades relacionadas ao nanismo. Nem todas trazem um mote amigável. "É a cultura do circo", lembra o pai de Maria Rita, Hélio, que é um dos coordenadores da "Gente Pequena". Para ele, esta cultura é responsável por manter os anões em categorias de ridicularização, principalmente no mundo do espetáculo. "Alguns já estão representando atores normais, interpretando textos. Mas muitos ainda são explorados porque são diferentes, e acabam fazendo papel de anão de circo", afirma.
Além de publicitário, com experiência em criação e design, Hélio faz teatro e atua com o grupo Os Parlapatões. E representa personagens não estereotipados. Com a associação Gente Pequena, Hélio se dedica a conscientizar os colegas. "Muitos ainda não têm especialização e precisamos divulgar as perspectivas futuras". Dos cerca de 700 associados, mais da metade não têm formação no ensino superior. "Eles não tem referência de profissão, muitos pais não incentivam".
Hélio lembra que o deboche com anões no teatro ou na TV é reproduzido nas ruas. "Na época que o programa de televisão Pânico inventou o "pedala, Robinho", os anões recebiam tapas na rua. Os pais da associação ficaram revoltados", conta Hélio. "Isso era ruim para os atores e para todos os outros anões. Muitos não saíam de casa por vergonha."O ator que interpretou o Robinho, Nestor Bertolino Neto, 39 anos, 1,20 m, discorda. "Isso só vem ajudar a gente", afirma, "antes da TV eu sofria discriminação duas vezes: por ser anão e por ser negro". No mundo artístico, ele se diz realizado. "Minha vida mudou, eu sou tratado de forma boa, conquistei valor com o meu talento". Mesmo com o quadro "pedala, Robinho" extinto, Nestor se diz "muito feliz" com suas atuações na TV e em eventos —na maioria das vezes ainda interpreta Robinho. "O pessoal brinca de 'pedala' com todo mundo, independente de ser anão. Isso não tem nada a ver".
Infelizmente, em muitas circunstâncias, o anão não é visto como artista e sim como um motivo de chacota, de escárnio. Em geral suas atuações são voltadas para a sátira...
Um exemplo de superação ocorreu recentemente com o recém-fundado time de futebol “Gigante do Norte” em Belém do Pará. É o primeiro time do Brasil formado somente por anões. O maior dos quinze jogadores tem 1,32m, o mais baixo, conhecido como Robinho, tem 1,10m, 62 cm a menos que o craque do Real Madrid com o mesmo apelido. Porém, o menor jogador do “Gigante” não é o único que é conhecido por nomes de jogadores consagrados. O time paraense ainda conta com Romário, o lateral Roberto Carlos e o artilheiro Wagner Love.O time foi fundado pelo técnico Carlos Lacerda. Criar a equipe foi uma maneira dele ajudar essas pessoas que, segundo ele, são discriminados. “Precisa ver a alegria com que os anões vêm jogar, a dedicação... eles têm pés pequenos – Robinho, por exemplo, calça chuteiras número 20 – mas aqui não existe essa história de ser chinelinho”, brincou o técnico em entrevista ao jornal Diário de São Paulo.
“Os anões são bons. A gente precisa acabar com o preconceito. Os meus meninos têm tanta capacidade quanto os grandalhões”, completou.Para formar o grupo, Lacerda contou com a ajuda do anão mais famoso de Belém, o humorista Alberto Jorge, que divulgou a iniciativa num programa de TV. Depois da veiculação, séria por sinal, pessoas de diversos estados ligaram dispostas a entrar na equipe. Apesar de ser uma equipe "sui generis", o time treina com os juvenis da escola de futebol da Tuna Luso, treinada também por Lacerda. Os jogadores pensam grande. Usam campos nas medidas oficiais à pedido deles próprios e mostram bom trabalho de equipe, o que aliás já é uma praxe na mídea. Basta assistir-se ao clássico Branca de Neve e os Sete Anões para se verificar que os anões alí caracterizados são bondosos, fraternos, trabalhadores, têm senso crítico e de equipe e acima de tudo, possuem uma vida absolutamente normal, adaptados à sua realidade apenas um pouco menor em termos de espaço.
Aliás, essa é a única diferença entre os anões e as pessoas de maior porte... o espaço que ocupam no mundo exterior...
Temos que permitir a essas pequenas grandes pessoas viver seus sonhos. Muitas vezes têm capacidades que os grandes seres não possuem. Muitas vezes conseguem desempenhar suas tarefas tão bem ou melhor do que as pessoas de estatura normal, até mesmo porque sua força de vontade é extrema.
Porque não permitir que sejam incluídos socialmente?
Porque fomentar o preconceito com os "pedala robinho" da vida?
Porque não aproveitar o potencial dos anões por serem pequeninos?
Não vamos permitir que os anões, por falta de oportunidade no mercado de trabalho, por preconceito, ou por algumas risadas idiotas, acabem sofrendo ou abrindo mão de seu sonho.
Tá aí.

Professor ofendido através do Orkut obtém indenização de pais

A Justiça de Rondônia condenou 19 pais de estudantes a pagar indenizações a um professor de matemática de Cacoal (500 km de Porto Velho) que, somadas, resultam em R$ 15 mil. Segundo a Folha de S. Paulo , o professor foi alvo de ofensas dos alunos no Orkut.
Eles criaram, em 2006, a comunidade virtual "Vamos Comprar uma Calça para o Leitão", ilustrada com a foto e o nome do professor. Na comunidade, dez alunos da oitava série, com idades de 12 a 13 anos, escreveram ofensas, piadas, questionaram notas e ameaçaram o professor.
Tá aí.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

E encerro a semana com imagens que nos dão verdadeiras lições

Acabaram-se os Jogos de Pequim... em seguida vieram as Paraolimpíadas.
Delas extraiu-se imagens dignas, verdadeiros exemplos de vida e de superação!
Bom final de semana a todos.
Tá aí.

São 6.000 acessos... obrigado!!!

Tudo começou no dia 05 de abril deste ano por uma sugestão do Cabezon, o Homem Bússola...
E já se vão mais de seis mil acessos. Só tenho motivos pra ficar feliz!!!! É um público e tanto prestigiando o blog em pouco mais de cinco meses de existência, tudo isso sem qualquer profissionalismo e contando apenas com a divulgação boca-a-boca e uma vontade danada de falar e escrever, escrever e falar.
Tomo o cuidado para ser correto, sem perder o espírito crítico e o humor, sempre presentes em minha vida.
Procuro fazer do blog algo interessante, heterogêneo, atraente a todos os que conheço, prestigiando meus amigos, colegas e especialmente alunos e pares de cátedra e profissão.
Agradeço o apoio, material enviado e especialmente o estímulo.
Valeu gente! E, bom final de semana a todos!!!
É isso.

Um alerta seríssimo sobre as nossas jovens

Vivemos numa época em que a busca pela perfeição virou obsessão... a balança virou o grande julgador dos padrões de beleza que, aliada às novas técnicas cirurgicas, infelizmente, tem acarretado a morte de muitas de nossas jovens e crianças...

Escrevo e trago o vídeo porque, há pouco, na faculdade em que leciono, tive notícia de fato triste, envolvendo aluna que pertenceu a uma de minhas turmas e que vinha se ausentando das aulas com exagerada frequência. A jovem, encontra-se internada, em estado grave, desnutrida, anoréxica, por ter buscado, em vão, a tal da beleza... Nem a moça e tampouco sua família, precisavam disso.

Como professor e educador, me senti na obrigação de fazer o alerta!

Tanto a anorexia como a bulimia são considerados pela medicina moderna como graves disturbios alimentares e, para falar deles - mesmo sem qualquer pretensão científica como costumo fazer aqui no blog - é necessário critério e seriedade.

Qualquer um dos dois distúrbios são alvo de muitos estudos por parte da comunidade médica mundial. A Organização Mundial da Saúde os classifica como "Transtornos da Conduta Alimentar" e "Transtornos Mentais e do Comportamento".

Mas, o que são de fato? A Anorexia Nervosa é uma enfermidade mental que consiste em uma perda voluntária do peso por desejo patológico em emagrecer e um intenso temor à obesidade.

O emagrecimento é conseguido com uma redução drástica da alimentação, exercícios físicos excessivos, utilização (sem critério ou orientação médica ) de medicamentos que inibem o apetite, laxantes, diuréticos e também pela provocação de vômitos.

Quando atinge um nível de peso, geralmente abaixo do ideal, a pessoa não consegue se ver magra e também não consegue comer mesmo que em quantidades reduzidas.

Há uma intolerância do organismo em não aceitar alimentos e uma imagem corporal distorcida da realidade pelo psíquico.

É classificada como uma Patologia Psiquiátrica e não tem uma única causa.

Existem elementos biológicos, psicológicos e sociais predispostos ou não, que poderão desencadear este tipo de patologia; como interagem entre si é muito difícil apontar uma única causa.

Geralmente as pessoas que se acometem desta enfermidade são mulheres e jovens - na verdade adolecentes - com idades entre 12 e 18 anos.

Por se encontrarem em uma fase muito delicada do crescimento, (onde a aceitação social muitas vezes está associada à imagem corporal, problemas existencialistas, hormonais) esta parcela da população está mais exposta e sujeita a tal manifestação patológica.

Como a anorexia leva à desnutrição, esta pode provocar transtornos mentais que reforçam o desejo de continuar emagrecendo, instalando-se desta maneira um terrível círculo vicioso psíquico que é muito difícil de controlar.

É necessário uma conscientização sobre esta enfermidade pois se tratada adequadamente com auxílio médico, medicamentoso e psicoterapêutico os prognósticos são muito favoráveis.

Já a bulimia é muitíssimo mais perigosa, eis que, em grande parte das vezes, seus sintomas não são tão evidentes quanto os da anorexia, já que podem ser "escondidos" pelo doente.

A bulimia é um distúrbio psicológico e que provoca uma fome compulsiva, levando a pessoa a consumir grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo. O que chama a atenção em pessoas com esta doença é pelo fato de às vezes possuirem belos corpos, ou seja, não são pessoas magras, são pessoas de corpos "esculturais" e que para não ganharem peso provocam o vômito, consomem laxantes e diuréticos ou fazem exercícios de forma abusiva.

A grande diferença de uma pessoa com anorexia e um bulímico é que o anoréxico é obececado em manter a sua forma atual - ficar magro, chegando em pontos de desnutrição, enquanto o bulímico possui peso normal e faz dietas e/ou usam diuréticos com medo de engordar.

Os principais sintomas de uma pessoa com bulimia são: ingestão exagerada de alimentos em um curto espaço de tempo; vômitos auto-induzidos; dietas rigorosas; distúrbios depressivos, ansiedade, comportamento obsessivo. A vida de um bulímico gira em torno de um ciclo vicioso, pois ele faz uma dieta rigorosa e um pouco depois inicia a compulsão de comer. As causas são a ênfase para a predisposição genética, pressão familiar, valorização do corpo magro como ideal de beleza.

Ambas as doenças, em geral, manifestam-se de forma antagonica, mas visam o mesmo: perder peso. É a busca pelo padrão ditado pela moda!!!!

O anoréxico não come para emagrecer ou evitar engordar. Com objetivos semelhantes, o bulímico ingere grande quantidade de comida num período curto e, a seguir, provoca o vomito. Ambos exageram no exercício físico e podem abusar de medicamentos diuréticos ou laxantes, com intenção de controlar o peso. Com gravidade, os anoréxicos podem ter crises de bulimia, sobretudo, em momentos de depressão.

A anorexia e a bulimia afectam, sobretudo, mulheres. A primeira é mais frequente nas adolescentes, entre os 12 e os 18 anos conforme já ressaltamos. A segunda atinge, muitas vezes, adultas. Não se conhecem as causas exatas destes problemas, mas pensa-se que podem dever-se a uma conjugação de factores sociais, culturais, características pessoais e genéticas, entre outros.

Os padrões de beleza ditados pela moda, que pouco tem a ver com a realidade, também podem contribuir para o desenvolvimento de perturbações do comportamento alimentar. O fato de as revistas para adolescentes passarem uma imagem de sucesso associada à magreza e insistirem em dietas desajustadas ou conselhos para disfarçar algumas características “menos apreciadas”, como a barriga ou ancas largas, agravam eventuais déficits de auto-estima e dificuldades psicológicas. Nas adolescentes, há ainda que ter em conta as alterações físicas e mentais próprias da idade, que podem originar graves crises de identidade.

Pois fiquemos alertas relativamente às nossas jovens: perda de peso, desculpas constantes para não comer, cortar os alimentos em fracções ínfimas, isolamento social e prática exagerada de exercício físico são alguns sinais da anorexia. O comportamento alimentar destes doentes leva a um rápido esgotamento das reservas de energia, pelo que é necessário recorrer ao músculo para manter as funções vitais. As carências nutricionais tornam a pele mais seca e pálida e enfraquecem o cabelo. Tonturas, anemias e distúrbios no sistema hormonal, com o desaparecimento da menstruação, nas mulheres, e a impotência sexual, nos homens, são outros problemas comuns. Alguns doentes ficam com osteoporose, problemas de estômago, no fígado e nos rins. No limite, a doença pode conduzir à morte, por infecções generalizadas.

No caso da bulimia, pode haver oscilações de peso e cáries dentárias frequentes, agressividade e isolamento social e alteração no horário das refeições. Os indícios mais comuns são, contudo, as idas frequentes ao banheiro durante ou após a refeição, para vomitar, as cicatrizes ou calos nas mãos, por provocarem o vómito, e a obsessão pelo exercício físico. Além dos problemas indicados para os anoréxicos, arriscam-se a ter distensão do estômago, lesões no esofago, cáries dentárias, irritação cronica na garganta, por provocarem o vómito, e inchaço nas mãos e nos pés. O fecomendável é o tratamento: se desconfia de que alguém sofre de anorexia ou bulimia, tente convencê-lo a consultar o médico de família. Este encaminha-o para uma consulta especializada no hospital. Quanto mais cedo for detectado o problema, maiores as possibilidades de cura. A duração do tratamento varia entre meses e anos, dependendo do estado do doente e da sua colaboração.

As consultas hospitalares, em geral, contam com uma equipe de especialistas em diversos segmentos, como psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, entre outros. A psicoterapia individual é obrigatória. A terapia com a família é importante, para que esta possa dar apoio ao doente. Por vezes, os doentes tomam medicamentos, como antidepressivos.

A nível físico, reintroduzem-se os alimentos de forma gradual e, em caso de carências nutricionais, o doente toma suplementos. Caso o tratamento não traga resultados satisfatórios, pode haver a internação. O mesmo se verifica nos casos em que o baixo peso põe em risco a vida do doente.

O percurso é difícil, mas a cura existe. Para os que desejarem maiores informações, a internet e o médico amigo são sempre uma boa fonte de informações. Em minhas pesquisas, achei bem interessante o site http://www.mentalhelp.com/anorexia_bulimia.htm que traz bons esclarecimentos e ed fácil intelecção.

Fica o alerta.

É isso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O socorro ao AIG e uma nova era no capitalismo moderno

A não intervenção do estado na economia sempre foi um dos marcos do puro capitalismo moderno e, bem os Estados Unidos, grande ícone desse fenômeno econômico vem agora prestar "socorro" ao AIG (American International Group) , com uma injeção de 85 bilhões de dólares...
Seria um retrocesso no tão buscado capitalismo moderno? Os Estados Unidos deixaram de ser o farol mundial do capitalismo de livre mercado, irrestrito?
Ao oferecer um empréstimo de último minuto de 85 bilhões ao American International Group (AIG), a seguradora em dificuldades, Washington não apenas deu as costas a décadas de retórica sobre as virtudes do livre mercado e os riscos de intervenção do governo, mas também provavelmente minou futuros esforços americanos para promover essas políticas no exterior.
Penso que o Governo Norte Americano tenha passado ao ponto sem retorno, parafraseando, Ron Chernow, um importante historiador financeiro americano em entrevista ao periódico The New York Yimes.
Nos EUA há a ironia de um governo de livre mercado poder fazer coisas que o governo democrata mais liberal nunca faria nem mesmo nos seus sonhos mais insanos.O pacote de socorro ao AIG, além do apoio anterior do governo ao Bear Stearns, Fannie Mae e Freddie Mac, espantou até mesmo os autores de políticas europeus, acostumados a intervenções do governo - apesar de reconhecerem o choque do colapso do Lehman Brothers, onde Washington optou por não intervir.
Para os oponentes do livre mercado na Europa e em outros lugares, esta é uma oportunidade maravilhosa de citar um exemplo americano, disse Mario Monti, o ex-chefe antitruste da Comissão Européia. "Eles dirão que até mesmo o porta-estandarte da economia de mercado, os Estados Unidos, nega seus princípios fundamentais em seu comportamento."
Monti disse que crises financeiras anteriores na Ásia, Rússia e México obrigaram governos a intervir, "mas esta é a primeira vez no coração do capitalismo, o que é enormemente mais prejudicial em termos de credibilidade da economia de mercado".
Na França, onde o governo há muito apóia a criação de "campeões nacionais" e trabalha ativamente para proteger empresas seletas da ameaça de tomada estrangeira, os políticos foram rápidos em apontar o paradoxo daquela que é basicamente a nacionalização da maior seguradora americana.
"Hoje, as ações dos autores de políticas americanos ilustram a necessidade de patriotismo econômico", disse Bernard Carayon, um legislador do partido de centro-direita UMP, do presidente Nicolas Sarkozy. "Eu os parabenizo."Para os "pregadores do mercado esta é uma lição dolorosa", ele acrescentou. As economias nacionais estão entrando em "uma era de maior regulação e de maior mistura entre o setor público e privado".
Em partes da Ásia, os socorros trouxeram lembranças amargas da abordagem diferente adotada pelos Estados Unidos e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a crise econômica ocorrida lá, há uma década.
Quando o FMI ofereceu 20 bilhões de dólares para ajudar a Coréia do Sul a sobreviver à crise financeira asiática no final dos anos 90, uma das condições impostas foi a de que o governo sul-coreano deixasse os bancos e empresas em dificuldades falirem em vez de socorrê-los, lembrou Yung-chul Park, professor de economia da Universidade da Coréia, em Seul, que esteve profundamente envolvido nas negociações com o FMI.
Apesar de Park dizer que a atual crise é diferente - é global em vez de restrita a uma região como a Ásia - "Washington está seguindo um roteiro diferente desta vez".
"Eu entendo por que o fizeram", ele acrescentou. "Mas eles perderam uma certa credibilidade para pressionar pela abertura de mercados no exterior para a concorrência estrangeira e pela liberalização das economias."
As ramificações do socorro ao AIG também serão sentidas por anos dentro dos Estados Unidos.
O AIG era um tipo diferente de empresa que a Fannie Mae ou Freddie Mac, que contavam com uma linha de crédito garantida pelo governo, na condição de fornecedores de financiamento hipotecário, ou o Bear Stearns, que era regulado pelo governo federal.
Esta era uma seguradora que não contava com regulação federal. Nem o AIG contava com acesso aos fundos do Federal Reserve (o banco central americano) ou ao seguro de depósitos, como um banco comercial.
Em suma, a ajuda ao AIG representou uma mudança de paradigma.O AIG também está em uma liga diferente por causa da amplitude de seus negócios e suas extensas operações no exterior, especialmente na Ásia.
Além disso, ele caiu em uma espécie de lacuna regulatória sob as regras atuais.
Apesar da empresa, com sede em Nova York, ser mais conhecida pela venda de produtos convencionais como apólices de seguro e planos de previdência privada supervisionados pelos reguladores nos Estados Unidos, ela também está profundamente envolvida no mercado opaco e de risco de derivativos e outros instrumentos financeiros complicados, que operam em grande parte fora da regulação.
Além da ameaça às apólices de milhões de consumidores comuns, foi a ameaça representada por estes instrumentos financeiros arcanos que levou Washington a socorrer o AIG.
Até agora, o resgate não fortaleceu os mercados. É pura gestão de crise. São o Tesouro e o Federal Reserve avançando de uma crise a outra sem uma declaração clara sobre como os fracassos financeiros serão tratados no futuro. Eles têm medo de articular uma política dessas. A rede de segurança que estão abrindo parece crescer a cada dia, sem um fim à vista.
Tá aí.

Da alteração do regime da união estável na vigência do Código Civil de 2002

Conforme se denota do § 2º do artigo 1639 do Código Civil Brasileiro, o legislador permitiu a alteração do regime de bens no curso do casamento, dispondo que "é admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados direitos de terceiros". Os requisitos necessários ao acolhimento do pedido de alteração de regime de bens são: a)Autorização judicial; b)Pedido conjunto dos cônjuges; c)Exposição dos motivos; d)Comprovação, perante o juiz, da veracidade das razões; e e)Ressalva dos direitos de terceiros. Neste sentido, por razões de ordem constitucional, também deverá se permitir alteração do regime de bens no curso da união estável, eis que se trata, também, de entidade familiar constitucionalizada. De fato, estabelece a Constituição três preceitos, de cuja interpretação chega-se à inclusão das entidades familiares não referidas explicitamente. São eles, chamando-se atenção para os termos em destaque: a) “Art. 226 A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. (caput); b) “§ 4o Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. c) “§ 8o O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações”. No caput do art. 226 operou-se a mais radical transformação, no tocante ao âmbito de vigência da tutela constitucional à família. Não há qualquer referência a determinado tipo de família, como ocorreu com as constituições brasileiras anteriores. Ao suprimir a locução “constituída pelo casamento” (art. 175 da Constituição de 1967-69), sem substituí-la por qualquer outra, pôs sob a tutela constitucional “a família”, ou seja, qualquer família. A cláusula de exclusão desapareceu. O fato de, em seus parágrafos, referir a tipos determinados, para atribuir-lhes certas conseqüências jurídicas, não significa que reinstituiu a cláusula de exclusão, como se ali estivesse a locução “a família, constituída pelo casamento, pela união estável ou pela comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”. A interpretação de uma norma ampla não pode suprimir de seus efeitos situações e tipos comuns, restringindo direitos subjetivos. O objeto da norma não é a família, como valor autônomo, em detrimento das pessoas humanas que a integram. Antes foi assim, pois a finalidade era reprimir ou inibir as famílias “ilícitas”, desse modo consideradas todas aquelas que não estivessem compreendidas no modelo único (casamento), em torno do qual o direito de família se organizou. “A regulamentação legal da família voltava-se, anteriormente, para a máxima proteção da paz doméstica, considerando-se a família fundada no casamento como um bem em si mesmo, enaltecida como instituição essencial” (Cf. Gustavo Tepedino, in A Nova Família: Problemas e Perspectivas, Vicente Barreto (coord.), Rio, Renovar, 1997, p. 56. No sentido coincidente do texto, diz o autor, ibidem, que hoje “não se pode ter dúvida quanto à funcionalização da família para o desenvolvimento da personalidade de seus membros, devendo a comunidade familiar ser preservada (apenas) como instrumento de tutela da dignidade da pessoa humana”).
O caput do art. 226 é, consequentemente, cláusula geral de inclusão, não sendo admissível excluir qualquer entidade que preencha os requisitos de afetividade, estabilidade e ostensibilidade. A regra do § 4o do art. 226 integra-se à cláusula geral de inclusão, sendo esse o sentido do termo “também” nela contido. “Também” tem o significado de igualmente, da mesma forma, outrossim, de inclusão de fato sem exclusão de outros. Se dois forem os sentidos possíveis (inclusão ou exclusão), deve ser prestigiado o que melhor responda à realização da dignidade da pessoa humana, sem desconsideração das entidades familiares reais não explicitadas no texto. Os tipos de entidades familiares explicitados nos parágrafos do art. 226 da Constituição são meramente exemplificativos, sem embargo de serem os mais comuns, por isso mesmo merecendo referência expressa. As demais entidades familiares são tipos implícitos incluídos no âmbito de abrangência do conceito amplo e indeterminado de família indicado no caput. Como todo conceito indeterminado, depende de concretização dos tipos, na experiência da vida, conduzindo à tipicidade aberta, exemplificativa, enriquecida com a experiência da vida. Orlando Gomes (in O Novo Direito de Família, Porto Alegre, Sergio Antonio Fabris, 1984, p. 66) refere-se às famílias derivadas “da mãe com os filhos de sucessivos pais, ausentes ou invisíveis, comuns nas camadas mais baixas da população”; às que reúnem crianças sem pais, criadas e educadas por “genitores convencionais”; ás comunidades extensas e unificadas; ao grupo composto de velhas amigas aposentadas que, refugando o pensionato, unem-se para proverem juntas suas necessidades. ), dotada de ductilidade e adaptabilidade (Cf. Paulo Luiz Netto Lobo. Entidades Familiares Constitucionalizadas: Para Além do Numerus Clausus. A Repersonalização das Relações de Família, in O Direito de Família e a Constituição de 1988, Coord. Carlos Alberto Bittar, São Paulo, Saraiva, 1989, p. 53-81.). Mas, o que efetivamente importa é que a própria Carta Constitucional de 1988 pretendeu dar tratamento equânime ao casamento e à união estável, colocando-os em pé de igualdade, pelo que, para alteração do regime legal de bens da união estável, ou se impõe também os mesmos requisitos exigidos no casamento (artigo 1639, § 2º do Código Civil de 2002), ou não se aplique, ao casamento, a exigência daqueles requisitos, permitindo-se, da mesma forma da união estável, que a alteração de regime de bens seja feita através de contrato escrito (no caso Escritura Pública registrada). Desta forma, prima facie, estabelecida a união estável - ainda sem considerar que seu inicio se deu anteriormente à vigência do Código Civil de 2002 – com base no Princípio Constitucional da Isonomia – já que a união estável deve ser tratada tal como o casamento - entendemos que para fixação ou alteração do regime legal fixado em Lei, devem ser cumpridos os requisitos do citado artigo 1639, § 2° do Código Civil de 2002, servindo-se para tanto as partes, única e exclusivamente da via judicial.
É isso.

Beber água faz muito bem!!!!

Estamos vivendo em época de verdadeiro clima desértico... portanto beber água é essencial!!!

Mas quanta água devemos ingerir para equilibrar nosso organismo?

A sede não é um bom indicativo para saber quanta água seu organismo precisa; alerta a revista Health. Saiba que tomar bastante água é essencial para o seu bem estar físico e emocional, e até para a sua aparência. O organismo perde água continuamente através do suor, das lágrimas e da urina, bem como através da respiração. O fluido assim perdido precisa ser substituído. Mas quanta água é necessário tomar?

Muitas autoridades recomendam beber pelo menos oito copos de água (dois litros) por dia. Por que?

A explicação é que a água é vital para transportar nutrientes dentro do organismo e para remover resíduos. É necessária para regular a temperatura e para lubrificar as articulações.

Até mesmo uma deficiência mínima de água pode produzir uma sensação de cansaço...ou de mal estar. A desidratação é uma das causas comumente despercebidas da fadiga. Não se engane pensando que bebidas como café, chá, refrigerantes cafeinados ou álcool, substituem a água; eles na verdade contribuem para a desidratação. A cafeína e o álcool agem como diurético e fazem o organismo perder água.

Não se esqueça também de que a água ajuda a manter a maciez e a elasticidade da pele. Hidratantes ajudam, mas eles na realidade não hidratam a pele, apenas atuam como uma camada protetora que ajuda a reter a umidade da pele. E reter a umidade se torna mais importante com a idade, visto que a pele vai perdendo a capacidade de reter água a medida que envelhecemos.

Infelizmente, em grande parte do mundo, é preciso muito esforço para conseguir suficiente água limpa e pura. Mas o esforço vale a pena.

Assim, não deixe de tomar bastante água - uma maneira simples de melhorar a saúde e a aparência.

É isso.

Cachorro vai comparecer como testemunha a tribunal francês

A Justiça francesa convocou um cão para depor como testemunha na investigação da morte de um morador de Paris. Baptizado de ‘Scooby’, o cão será chamado ao tribunal e confrontado com os suspeitos de terem matado o seu dono, encontrado morto num apartamento no centro da capital francesa.
Inicialmente, a polícia acreditava que a morte do homem de 59 anos se tratava de um suicídio. Mas, após a insistência da família em investigar as causas da morte, o caso chegou aos tribunais. De acordo com reportagem do jornal britânico ‘Daily Telegraph’, o cão teria ‘latido ferozmente’ durante uma audiência preliminar ao ser colocado em frente a um dos suspeitos do crime.
O juiz Thomas Cassuto deve decidir em breve se há evidências suficientes para levar o suspeito a julgamento. Ele, no entanto, elogiou a ajuda dada por ‘Scooby’ às investigações. “Ele tem um comportamento exemplar”, afirmou. Segundo Cassuto, é a primeira vez na história que um cão participa num processo judicial como testemunha.
É isso.

O objetivo é regular a Desconsideração da Personalidade Jurídica, não proibí-la

Um dos temas da área jurídica que mais tem afetado a rotina das companhias brasileiras e, principalmente, a de seus sócios e administradores é a aplicação da chamada Desconsideração da Personalidade Jurídica (DPJ): instituto que permite ultrapassar a barreira que separa os bens das empresas e ingressar no de seus sócios e administradores com o objetivo de pagar débitos aos seus credores. A princípio, o seu uso é recomendado para situações em que houve um abuso da personalidade jurídica da sociedade, com desvio de finalidade ou confusão patrimonial entre os seus bens e recursos e o dos sócios.
No entanto, há a crítica no meio empresarial de que boa parte da magistratura brasileira tem aplicado a DPJ sem a análise prévia sobre a existência de fato desses abusos. Uma postura que pode fragilizar a economia brasileira por causar um ambiente inseguro aos agentes que quiserem investir ou trabalhar em companhias, pois podem ter seus bens penhorados sem notificação e sem a possibilidade de apresentação prévia de defesa.
O advogado Celso Azzi, coordenador adjunto do Comitê de Direito Societário do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), em entrevista ao Espaço Jurídico Bovespa (http://www.bovespa.com.br/Investidor/Juridico/080916NotA.asp), analisou o tema e falou sobre o atual projeto de lei em trâmite na Câmara dos Deputados.
Resultado de trabalho elaborado pelo Plano Diretor do Mercado de Capitais, que reúne diversas entidades, a proposta busca regulamentar o instituto para que seja garantido um rito de procedimento judicial, com previsão de apresentação de defesa antes da determinação da DPJ e o alcance dos bens de sócios e administradores. Para Azzi, o atual esforço não está voltado para a
proibição do uso do instituto, mas para a sua devida aplicação.
Por que há tanta dificuldade em utilizar o instituto da Desconsideração da Personalidade Jurídica no Direito Brasileiro?
― De acordo com o artigo 50 do Código Civil, em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, no sentido jurídico (quando o patrimônio dos sócios e confunde com o da pessoa jurídica), haveria a possibilidade da aplicação da Desconsideração da Personalidade Jurídica (DPJ). Assim, os juízes, em razão de requerimento da parte que estaria sendo prejudicada, ou do ministério publico, poderiam estender os efeitos de determinadas relações de obrigações aos bens particulares dos administradores ou dos sócios da empresa. Essa previsão, porém, ainda é nova e o que é observado é um uso abusivo desse procedimento por parte do Judiciário, o que tem causado muitos transtornos.
Não há um uso criterioso?
― Apesar de haver a disposição de critérios para o seu uso – desvio de finalidade ou confusão patrimonial, muitos juízes, ao receber o pedido de DPJ, não verificam se é o caso de realizar a sua aplicação. Ela é concedida de plano, normalmente na Justiça do Trabalho, sem saber inclusive se a Pessoa Jurídica teria capacidade econômico-financeira para suportar aquela reclamação. O esforço que existe hoje não é para coibir ou revogar esse dispositivo. Pelo contrário, o que se pretende é dar direito também à Pessoa Jurídica, que é um instituto de progresso, de desenvolvimento, representado por uma sociedade, e que é a mola propulsora da economia. Não se constitui uma empresa sem que antes seja constituída uma sociedade e, nessa constituição, é dado para aquele sócio a oportunidade de empresariar, isto é, criar emprego, pagar imposto, criar riquezas para o país. Ao abandonar a personalidade jurídica e o conceito de sociedade, sem dar chance à defesa, e indo diretamente ao patrimônio dos sócios, há a inibição de toda a atividade produtiva.
O impacto é muito extenso?
― Sim, ainda mais por conta da possibilidade da penhora on-line de contas bancárias pelo sistema BacenJud, que permite o bloqueio desses recursos pelo juízes. Agora também é possível penhorar veículos com maior facilidade. Seria preciso garantir à pessoa que está sendo acusada o direito de se defender, para que, se for o caso, demonstre ao juiz que não houve abuso nem houve confusão patrimonial. Hoje, a partir do nome da empresa, é possível verificar quem são os seus sócios e, por meio de seus CPF (Cadastro de Pessoa Física), pedir a penhora de suas contas bancárias. Os juízes merecem ter acesso a esses instrumentos. No entanto, não concordamos com a impossibilidade de defesa antes que a DPJ se concretize.
Mas a magistratura brasileira tem tradição em não adotar uma postura mais agressiva. O que justificaria esse comportamento?
― Hoje os juízes têm instrumentos disponíveis, como o acesso ao sistema BacenJud, que viabiliza a tomada dessas decisões de plano. Antes havia impedimentos para que algumas medidas fossem adotadas. O Judiciário não está mais agressivo, mas tem à sua disposição um cabedal que lhe permite colocar em prática suas decisões de imediato. Resta, no caso da DPJ, que se consiga levar adiante o projeto de lei que a regulamenta. Isso é um anseio de várias entidades empresariais, mas não para coibir o uso da desconsideração e sim para ter pelo menos um rito de procedimento judicial que possa dar direito à parte para se defender. Isso porque, inclusive, grande parte das execuções na Justiça do Trabalho, na Justiça Federal e até na Estadual, recai sobre pessoas que já não são mais sócios da empresa, não têm responsabilidade pela dívida e não poderiam estar relacionados com o abuso ou qualquer tipo de confusão patrimonial que justifique a DPJ. Já há casos de penhora de contas bancárias de administradores e até de conselheiros fiscais que estão nas empresas justamente para verificar se a administração age corretamente, eles são aqueles que fiscalizam a sociedade. Não faz sentido penalizar esses profissionais. Isso acabará por inviabilizar o exercício de funções nas companhias.
A adoção desse tipo de medida está relacionada a uma cultura em prol do hipossuficiente que predominaria hoje?
― Sim, mas esta cultura que está se alastrando traz uma insegurança muito grande. Basta o pedido para que possa ser imediatamente aceita a DPJ. Antes era bom ser devedor porque se passavam anos e não havia meios de fazer a quitação. Hoje essa situação inverteu. Claro que o devedor precisa pagar o devido, mas quem não é responsável pelo débito não deve ter a sua conta penhorada, inclusive sem ser avisado. Não há a chance de receber uma notificação que explique a penhora de seu patrimônio e que lhe permita uma defesa. Nesse ponto acredito que esteja ocorrendo uma espécie de paternalismo.
Qual a proposta do novo projeto de lei sobre a DPJ, em trâmite no Congresso?
― Esse projeto faz parte do trabalho instituído pelo chamado Plano Diretor do Mercado de Capitais, que envolve mais de noventa entidades. Desde 2005 são analisadas propostas. O atual projeto, que foi apresentado em maio desse ano pelo Deputado Bruno Araújo (PSDB/PE), busca regulamentar esse instituto de uma forma que permita garantir o direito de defesa para aquele que pode ter o seu patrimônio indevidamente penhorado. A proposta não está centrada mais na mudança do Artigo 50 do Código Civil, pois hoje há disposições sobre a DPJ em diversas legislações especiais, como na ambiental e na concorrencial, por isso o projeto trata de legislação processual, o que permitirá a sua extensão para todas as matérias, inclusive nos conflitos discutidos na Justiça do Trabalho. No momento, o projeto está na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, na Câmara dos Deputados, depois segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, poderá ou não, na seqüência, ser votado no Plenário da Câmara. De qualquer forma, terá que seguir para a aprovação no Senado.
Com esse trâmite, não há a perspectiva de uma aprovação no curto prazo?
― A tentativa é para que seja aprovado ainda esse ano na Câmara dos Deputados. E, se não houver muitas emendas, conseguir a sua aprovação no Senado no ano que vem. Uma estimativa de prazo razoável para a sua entrada em vigor seria no próximo ano.
Enquanto isso qual seria a orientação para os operadores do Direito e para os profissionais que atuam nas companhias?
― A recomendação seria para que a aplicação dos dispositivos atuais referentes à DPJ fosse feita de forma mais criteriosa. É preciso um exame acurado para saber se houve de fato um abuso da personalidade jurídica ou uma confusão patrimonial. Seria importante que os dirigentes das entidades econômicas e empresariais promovessem uma maior conscientização, junto aos operadores do Direito, dos aspectos econômicos da DPJ. Há a discussão sob o enfoque jurídico, que está voltada para a interpretação dos dispositivos legais, mas há o lado institucional e econômico que precisa ser considerado. Avalio que a importância dessa questão deveria levar o próprio Ministro Mangabeira Unger, da pasta de Assuntos Estratégicos do governo federal, a considerá-la em sua pauta de discussões. Isso porque a personalidade jurídica, em qualquer país, tem que ser preservada, pois ela é o elemento propulsor da economia.
É isso.

Justiça obriga Petrobras a fornecer diesel limpo a todos os veículos novos

A Petrobras deverá fornecer o diesel S-50 a pelo menos uma bomba em cada posto de abastecimento do país a partir 1° de janeiro de 2009.
A decisão foi tomada pelo juiz José Carlos Motta, da 19ª Vara Federal de São Paulo, em ação proposta pelo Estado de São Paulo e pelo MPF (Ministério Público Federal), que busca garantir o fornecimento do combustível, que é menos poluente, a todos os veículos novos que entrarem no mercado.
Também de acordo com a sentença, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) deverá estabelecer um cronograma para regulamentar a distribuição do S-50 (que possui 50 partes por milhão de enxofre) em todo o território nacional, até a substituição total do combustível atualmente vendido no país.
O MPF já afirmou que recorrerá para estender a decisão a todos os veículos automotores movidos a diesel, como estabelece a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), editada em 2002. Segundo o juiz José Carlos Motta, mesmo com a complexidade das normas estabelecidas pela resolução, tanto as montadoras quanto a Petrobras já dominam a tecnologia necessária para atender às especificações, que prevêem a substituição do diesel S-500, atualmente disponível nos postos, pelo S-50, bem menos nocivo ao meio ambiente. A argumentação é que o combustível a ser introduzido já era utilizado como norma no continente europeu antes da resolução do Conama, sendo que as montadoras e a Petrobras se adaptaram as exigências locais, bastando então transferir a tecnologia ao mercado brasileiro.
É isso.

Ministro do Meio Ambiente destaca importância do ZEE para desenvolvimento sustentável do País

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a prioridade do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) como instrumento balizador da estratégia de desenvolvimento de todo o País, mas especialmente da Amazônia. Ele afirmou que o ZEE é importante para encurtar o caminho da transição para um modelo de desenvolvimento mais sustentável e pediu que os ministérios e as instituições que fazem parte do Consórcio ZEE Brasil operem para concluir todo processo de zoneamento na Amazônia até 2009. Até agora, apenas Rondônia e Acre aprovaram seus ZEEs.
Minc participou hoje, 16.09.08, da abertura da reunião da Comissão de Coordenação do Zoneamento do Território Nacional, que reúne integrantes de 14 pastas. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também participou da abertura dos trabalhos. Na ocasião, foram apresentados dois zoneamentos: o de Roraima, que tramita na Assembléia Legislativa do Estado, e o da área de influência da BR-163, a ser apresentado ao governo paraense.
Segundo o coordenador do ZEE Brasil, Roberto Vizentin, o zoneamento de Roraima, apresentado pelo governo do estado, expressa um modelo de desenvolvimento para o estado, contempla as principais potencialidades de uso do território e está alinhado com as diretrizes do Plano Amazônia Sustentável.
No caso do ZEE da BR-163, Vizentin destaca que houve no debate sugestões de compatibilizar o zoneamento com algumas indicações de uso estabelecidas no âmbito da política de gestão de florestas públicas para a região. Houve essa sugestão de ajustamento, disse. Todos os ministérios deverão se dedicar à análise e interpretação desse zoneamento e contribuir com essas mudanças até a próxima reunião da Comissão, marcada para o dia 7 de outubro. Um terceiro momento da reunião discutiu o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia, que deve estar concluído e aprovado até o final de 2009.
"Foi um debate muito qualificado", destacou Vizentin. Segundo o coordenador, além da presença dos dois ministros, houve participação intensa dos ministérios que compõem a comissão coordenadora. "Nesta reunião, o ZEE foi revalorizado como instrumento de planejamento e gestão territorial, até porque assumiu a centralidade da agenda de desenvolvimento do País, especialmente da Amazônia", disse.
Segundo ele, esse reconhecimento, por parte dos ministérios, aumenta também a responsabilidade da comissão, principalmente em relação aos zoneamentos que estão sob a responsabilidade do governo federal, a exemplo do ZEE do São Francisco, do Delta do Parnaíba, além do Macrozoneamento da Amazônia e o da BR-163.
Tá aí.

Comércio será responsável pela coleta de pilhas e baterias usadas

Todos os pontos de venda de pilhas e baterias do País deverão ter, dentro de dois anos, postos de coleta para receber os produtos descartados pelos consumidores. Caberá ao comércio varejista encaminhar o material recolhido aos fabricantes e importadores que, por sua vez, serão responsáveis pela reciclagem, ou, quando não for possível, pelo descarte definitivo em aterros sanitários licenciados.
O mecanismo foi definido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), na 91ª Reunião Ordinária, que também reduziu os índices de mercúrio, cádmio e chumbo permitidos tanto para as pilhas e baterias fabricadas no Brasil quanto para as importadas. A resolução será regulamentada por instrução normativa do Ibama.
Mesmo acentuada, a redução nos índices de produtos tóxicos com relação às normas atualmente em vigor (os limites admissíveis caíram em 55% para o mercúrio, 87% para o cádmio e 50% para o chumbo) não deve ter grande impacto na indústria uma vez que a maioria dos fabricantes já produz dentro desses limites.
O grande desafio, segundo o diretor do Conama, Nilo Diniz, será promover o descarte adequado de pilhas e baterias e, especialmente, convencer e acostumar os consumidores. Por isso, os conselheiros do Conama incluíram no texto da resolução um capítulo exclusivamente dedicado à informação e à educação, que será de responsabilidade partilhada entre o poder público e o setor privado.
"O consumidor é o propulsor desse sistema. Ele precisa estar informado do prejuízo que uma pilha ou uma bateria pode fazer ao meio ambiente se forem descartadas de maneira inadequada. E depois de estar informado e sensibilizado, ele tem que criar o hábito de levar a pilha velha para deixar na caixa de coleta quando for comprar uma nova", alerta Diniz.
O diretor do Conama acredita que, se o país se empenhar na educação do consumidor, chegará a resultados melhores e mais rápidos do que, por exemplo, a Comunidade Européia, que fixou a meta de chegar a 2012 recolhendo 12% das pilhas e baterias consumidas na região.
O Conama também aprovou, na 91ª Reunião Ordinária, a proposta de alteração da resolução 335/2003 que trata do licenciamento ambiental dos cemitérios. Com isso, os gestores de cemitérios tiveram ampliado em dois anos o prazo para a regularização dessas áreas.
Aprovada em 2003, a Resolução nº 335 estabelecia 180 dias para adequação dos cemitérios às novas normas para concessão do licenciamento ambiental como: a distância que o nível inferior das sepulturas deve ter do lençol freático, o recuo das áreas de sepultamento, estudos de fauna e flora, entre outras medidas. No entanto, diversos órgãos administradores de cemitérios tiveram dificuldades em adaptar suas realidades à nova regra e pediram ampliação do prazo o que foi concedido agora pelo conselho.
É isso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Medo de processo faz pilotos omitirem problemas em vôos

Informou o jornal O Estado de São Paulo que a criminalização dos dois maiores acidentes aéreos da história do País - a colisão entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 2006, e a tragédia com o Airbus da TAM, no ano passado - fez despencar o número de relatórios confidenciais para a segurança de vôo (RCSV) encaminhados por tripulantes à Aeronáutica. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recebeu 9 notificações neste ano, ante as 90 registradas em 2007.
A emissão do RCSV não é obrigatória, mas se tornou uma das principais ferramentas de que os militares do Cenipa dispõem para elaborar planos de prevenção. Embora possam ser anônimos, não é difícil identificar o emissor do documento. "Quando um tripulante elabora um relatório e depois vê aquilo sendo usado judicialmente, ele se sente inibido e deixa de colaborar", disse ontem o chefe do Cenipa, brigadeiro Jorge Kersul Filho. "Não estou dizendo que a Justiça não deve investigar, mas nossas ações devem correr em paralelo."
A legislação sobre o assunto veta a utilização de RCSV "para relato de fatos que constituam crime ou contravenção penal de qualquer natureza". Na prática, porém, as notificações têm servido como prova em ações tanto na esfera cível quanto na criminal. Também há temor por parte das empresas de que ocorrências consideradas corriqueiras, como uma arremetida, causem pânico entre passageiros e parem em CPIs.
"Essa exposição desmedida jogou no lixo um trabalho de mais de 30 anos da FAB. Agora, será difícil reverter essa desconfiança dos tripulantes", diz Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). O primeiro sintoma de que tripulantes e companhias haviam criado resistência aos relatórios surgiu após o acidente da Gol. De 2005 para 2006, o número de RCSVs caiu 76% (de 159 para 38).
Tá aí.

Os prazeres da vida

Hoje inauguro mais um "marcador" aqui no blog. Trata-se do "Prazer da vida"...
Conforme vou vivenciando novas situações relacionadas à arte do bem-viver, ou das quais me lembre com carinho, vou procurando transmiti-las aos caros leitores.
Não me limitarei ao paladar, mas apenas, de forma aleatória, buscarei trazer dicas que, de alguma maneira, tragam satisfação e prazer aos que as seguirem. Caminharei da leitura ao tabaco... da gastronomia aos lugares pitorescos... da bebida às artes cenicas... enfim, tudo que achar interessante e que possa considerar um verdadeiro "prazer da vida"...
É isso.