A chanceler alemã Ângela Merkel disse hoje que a cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) reunida em Washington, Estados Unidos, fará um acordo para um plano de ação que implementará 50 medidas até o final de março.
"Esse plano de ação mostra que estamos aptos a agir", disse ela a repórteres. "O plano de ação vai ter cerca de 50 medidas, que deverão se tornar realidade até o final de março", declarou a chanceler. Para Merkel, trata-se de "um novo começo o que os líderes estão fazendo".Autoridades das principais economias finalizaram um documento oficial para o encontro de líderes que indica a necessidade de melhor regulação dos mercados. "O comunicado conterá princípios de que nenhum mercado financeiro, nem participante dos mercados financeiros ou nenhuma região possa ficar sem regulação ou supervisão", disse a autoridade.
O documento também pede que fundos de hedge sejam mais transparentes em suas operações.Antes das declarações de Merkel, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já adiantaram que os líderes do Grupo dos Vinte "fizeram progressos" em suas conversas prévias à cúpula, e se mostraram confiantes em que os países chegarão a um consenso final.
Ao chegarem ao Museu Nacional da Construção (NBM, em inglês), onde ocorrem hoje as sessões plenárias da cúpula, Bush disse que os líderes estão se aproximando de um acordo sobre como detectar investimentos arriscados e pontos fracos no sistema de regulação.Brown, que chegou minutos depois e foi recebido com um sorriso e um aperto de mãos por Bush, disse que os líderes estão avançando na cúpula. O primeiro-ministro do Reino Unido disse que as negociações entre os líderes do G20 são difíceis, mas se mostrou esperançoso de poder convencê-los sobre a necessidade de chegar no final do dia a um acordo sobre medidas concretas.
Brown não revelou que tipo de progressos foi feito, mas afirmou que os países do G20 provavelmente decidirão reformar as instituições financeiras em um prazo de alguns meses. Os planos concretos sobre as reformas serão esboçados em outra reunião no próximo ano, afirmou.
O premiê britânico também disse que os países poderiam fixar uma data limite sobre as estagnadas negociações para a liberalização do comércio mundial, em referência à Rodada do Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).Já o presidente americano advertiu que, apesar dos progressos que os líderes do G20 possam fazer, a "crise ainda não passou" e que todos "têm muito trabalho pela frente". Bush disse que quer trabalhar com os outros líderes para definir uma solução sobre como enfrentar a crise e evitar outras no futuro.Os países mais ricos e emergentes avaliarão hoje o sistema financeiro internacional e colocarão as bases para uma futura reforma. (Fonte Uol).
No que se refere ao Brasil, nosso Presidente tem tentado fazer com que o País integre o G8, passando o grupo a chamar G9, contando-se as nações que o integram na "ponta dos dedos" (sic).Já o Ministro da Economia, Guido Mantega disse que as expectativas de populações de vários países eram altas de que medidas reais para aliviar a crise seriam tomadas e que para reanimar a confiança é preciso haver regras claras e mais transparência. "Se não tomarmos uma ação rápida corremos o risco de cair em depressão", disse Mantega.
Assim como Mantega, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, enfatizou a importância de levar adiante as negociações da Rodada Doha de comércio internacional, dizendo que as grandes economias mundiais deveriam tomar cuidado para não deixar que a crise vire uma desculpa para o protecionismo. "Integrar o comércio global é como andar de bicicleta - ou você vai para a frente ou cai".
Amorim disse que a ação fiscal coordenada de parte das principais economias é uma prioridade para o Brasil, embora ele não tenha revelado o quanto o governo brasileiro pretende gastar.
É isso.













