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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uso de carros oficiais está na pauta do CNJ

A proposta de resolução que pretende disciplinar o uso dos veículos oficiais nos tribunais de justiça e nos tribunais regionais deve ser analisada na próxima sessão do CNJ. O Pedido de Providências (PP 200810000019087), da relatoria do conselheiro Antonio Umberto de Souza Junior, é um dos itens da sessão plenária que acontece hoje, dia 27.
O julgamento do processo iniciou no dia 2/12, e teve o voto divergente do conselheiro Paulo Lôbo, que já se manifestou. No mesmo dia, houve pedido de vistas do conselheiro José Adônis Callou de Araújo Sá. O voto dele na próxima sessão deverá abrir a continuação do julgamento.
Em seu voto divergente, o conselheiro Paulo Lôbo argumentou que apenas uma recomendação não seria suficiente para resolver a questão. Ele alega que a matéria "deve ser tratada uniformemente por todos os tribunais brasileiros, pois envolve planejamento, moralidade, razoabilidade, e eficiência na administração do patrimônio público", disse.
O autor da proposta ao CNJ foi o próprio conselheiro Paulo Lôbo, que sugeriu a edição de uma resolução única para disciplinar a aquisição e o uso de veículos oficiais no âmbito dos juízos de primeiro e segundo graus das Justiças Estaduais, Federal, Eleitoral e do Trabalho.
Para subsidiar a análise do pedido, o relator solicitou informações aos tribunais sobre o uso desses veículos pela Justiça de 2º grau. Segundo o conselheiro Antônio Umberto, a maioria dos tribunais possui regras próprias de utilização dos carros.
Em decorrência disso e, tomando como base legislação federal que já disciplina o tema, o relator aceitou parcialmente o pedido e sugeriu a edição de uma recomendação (e não resolução) pelo CNJ. "Cada tribunal, dentro da sua autonomia, deve regulamentar a matéria segundo as suas particularidades, as suas peculiaridades e condições financeiras", justifica.
No pedido, o conselheiro Lôbo afirmou que em alguns tribunais a compra e a manutenção de veículos é priorizada em detrimento de necessidades básicas das comarcas, foros e cartórios. Além de limitar o uso dos veículos oficiais apenas para quem exerça função de direção ou de representação nos tribunais, a proposta também quer proibir o uso de "placas frias" nesses veículos.
Essas placas são caracterizadas quando não têm registro em nenhum órgão de trânsito. Segundo o relator, conselheiro Antonio Umberto, esse tipo de placa é ilegal e não houve nenhuma constatação de casos desta natureza no Judiciário. "Não há, ou pelo menos não chegou ao meu conhecimento nesse processo, ou fora dele, nenhuma notícia de uso de placas frias com esse sentido pelo poder Judiciário", afirma.
Outro tipo de emplacamento, permitido, e que ocorre para segurança dos magistrados se caracteriza quando existe o cadastro de placas diferentes, uma regular e outra de bronze (específicas para o Judiciário), para o mesmo veículo nos órgãos de trânsito. "Nesse caso, não há nenhuma dificuldade e nenhum problema porque o veículo continua com a sua identificação e é absolutamente possível o controle de seu bom uso pelos órgãos de fiscalização", explica Antonio Umberto. (Fonte: Migalhas).
É isso.

Novos presidentes da Câmara e do Senado poderão influenciar na sucessão presidencial

A disputa pela presidência Câmara e do Senado deste ano tem mais relevância, porque os próximos dirigentes poderão influenciar no processo de sucessão presidencial em 2010.
De fato, nas duas casas que integram o Congresso Nacional, a principal competência do presidente é definir a pauta a ser deliberada pelo Plenário. Na Câmara, o presidente tem, entre outras atribuições, a de substituir o presidente da República, na ausência deste e do vice-presidente, além de integrar os Conselhos da República e de Defesa Nacional. E é responsável pela administração dos recursos da Casa, que este ano somam mais de R$ 3,5 bilhões.
Tanto na Câmara quanto no Senado, o cargo de presidente só pode ser ocupado por brasileiros natos.
O presidente do Senado também pode convocar extraordinariamente o Congresso Nacional, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do presidente e do vice-presidente da República. É ele quem convoca e preside as sessões do Senado e as sessões conjuntas do Congresso Nacional, além de administrar os recursos da Casa, cujo orçamento este ano é de R$ 2,7 bilhões. No caso da Câmara Federal, entre os benefícios do cargo, há o fato de o presidente ser o terceiro na linha de sucessão à Presidência da República. Só por isso, já é uma condição especial do ponto de vista político. Outra vantagem é que ele tem capacidade, juntamente com o Colégio de Líderes, de fazer a agenda do Legislativo. Tem também ascendência sobre os deputados, sobre as bancadas. Durante o recesso legislativo, que começou no dia 22 de dezembro, os candidatos à Presidência da Câmara e do Senado intensificaram as articulações políticas nas duas Casas.
Na Câmara, a base aliada tem entre os postulantes ao cargo, Michel Temer (PMDB-SP) e Aldo Rebelo (PcdoB-SP), ambos ex-presidentes da Casa, e Ciro Nogueira (PP-PI).
No Senado, estão na disputa Tião Viana (PT-AC) e o ex-presidente da República e ex-presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP).
Tá aí.

11 anos do Código de Trânsito, mas mudanças ainda são necessárias

Em 11 anos de vigência do Código de Trânsito Brasileiro, comemorado na última quinta-feira (22), a legislação tem proporcionado mudanças positivas para os Detrans do País.
Mas há a necessidade de algumas adequações no sistema.
De fato, nosso código é um dos mais completos em termos de legislação e trouxe inúmeras exigências de aprimoramento para vários órgãos de trânsito estaduais. Temos quase 10% por ano de veículos sendo agregados à circulação. É claro que se tem que ter um esforço muito grande para continuar mantendo os níveis de acidente nos níveis atuais e principalmente reduzindo. É um trabalho sempre contínuo manter o trânsito ordenado, mesmo com o aumento da frota.
Nos últimos anos a quantidade de carros nas ruas vem crescendo significativamente. Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional, o presidente do Denatran, Alfredo Peres do Nascimento, lembrou que o Brasil conta com uma frota em torno de 45 milhões de automóveis. Sendo que anualmente são produzidos mais de três milhões de veículos e quase dois milhões de motocicletas no país.
Com isso, para garantir a segurança nas estradas, a instituição adotou medidas de conscientização, principalmente nas escolas. “Nós temos um capítulo inteiro do código que trata da educação. Regulamentamos o que o código já previa, a chamada Escola Pública de Trânsito com a função de levar o assunto para dentro das escolas. Desenvolvemos todo o material educacional que foi distribuído para as escolas de ensino médio.”
Outra providência foi disponibilizar ao estudante do ensino médio a oportunidade de assistir na escola a 90 horas de aulas teóricas sobre a legislação de trânsito, equivalentes às das auto-escola. “Esse aluno, quando tiver a idade para se habilitar ele fará apenas o exame teórico e caso passe ele começará direto nas aulas práticas”, explicou Nascimento.
O que observamos é que o Denatran vem adotando medidas referentes à saúde do motorista. Uma delas é o tratamento para a doença do sono. Alguns postos de saúde já disponibilizam o exame, mas por enquanto somente os condutores que têm habilitação C , D e E são obrigados a fazê-lo. Há uma idéia de se fazer o exame do sono em todos os condutores. Mas, é um exame caro. O próprio sistema de saúde está se preparando para isso. Quiçá aconteça com brevidade! (Fonte: ABr).
É isso.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CNJ, empresas e Anatel discutem norma para grampo

Os grampos ilegais foram o assunto de outra reunião do corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça, com representantes das operadoras Vivo, TIM, Claro e Embratel, nesta segunda-feira (26/1). O encontro serviu para discutir novas regras para se fazer interceptações telefônicas. A principal preocupação do CNJ são autorizações judiciais falsas para os grampos, apresentadas às companhias de telefonia.
A situação veio à tona depois que a Polícia Civil de São Paulo descobriu uma quadrilha que quebrava sigilos telefônicos, bancários e fiscais em São Paulo. O inquérito já foi concuído e indiciou 16 pessoas pela participação no bando. “Esse caso mostrou a necessidade de aperfeiçoar os procedimentos de emissão e acompanhamento das autorizações dos grampos”, disse o ministro Gilson Dipp. Segundo ele, "temos que compor um sistema para que os ofícios judiciais que chegam às operadoras sejam mais seguros. E as empresas telefônicas deverão reportar-se ao juiz para verificar se realmente aquele ofício emana da autoridade competente".
Para pôr ordem na casa, o ministro quer ouvir operadoras e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) antes de editar uma nova norma que aprimore a Resolução 59 do CNJ, texto que regulamenta os procedimentos de autorização. Na próxima quarta (28/1), às 15h, a Anatel e o deputado Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), presidente da CPI dos Grampos, se juntarão a representantes das operadoras para continuar as discussões sobre o assunto com Dipp.
De acordo com o ministro, o objetivo é criar formas de garantir a segurança dos ofícios judiciais, evitar o vazamento das informações conseguidas nas interceptações e produzir uma metodologia comum que permita ao CNJ identificar a origem e a quantidade de grampos em andamento. Recententemente, houve diferença entre o número de ordens judiciais apuradas pelo CNJ junto aos juízes e as levantadas pela CPI. A nova metodologia deve ser esclarecida na alteração da Resolução 59.
É isso.

O caso Cesare Battisti: algumas considerações

Nenhum filme recente reflete tão bem a ambigüidade e a aridez da política italiana das últimas décadas como Il Divo, do diretor Paolo Sorrentino, que cinebiografa a figura enigmática de Giulio Andreotti, sete vezes presidente do Conselho de Ministros, 25 vezes ministro e ainda senador vitalício.
Personagem central da cena trágica do poder italiano, o democrata-cristão Andreotti recebeu para sempre um estigma indelével ao negar-se a negociar a vida do correligionário Aldo Moro, ex-primeiro-ministro, seqüestrado em 16 de março de 1978 e morto pelos militantes das Brigadas Vermelhas 55 dias depois.
Claro está que naqueles anos de chumbo, durante os dias que se seguiram à fúria dos eventos pré-revolucionários desatados em 1968, a Itália era bem distinta da atual e ainda gestava o ovo que deu ao país e ao mundo o manipulador Silvio Berlusconi. O filme de Sorrentino é suficiente para que qualquer um entenda a realidade crua ali descrita.
Andreotti representava a própria política, o tradicional jogo do poder, sem máscara, a verdadeira cara da Itália e suas disputas internas; imagine hoje, tantos anos depois, como é sob Berlusconi. Algo mudou? Informou o Omar Barros, o editor do Via Política que assistiu ao filme há pouco na Europa e, ao sair após a projeção, em meio à noite gelada do inverno europeu, seu pensamento o trouxe de volta ao Brasil e a um personagem que acabou por dominar, aqui, as manchetes da última semana: Cesare Battisti. É aliás um personagem que tem aparecido em nossas vidas com alguma frequência. Será ele um preso comum ou um refugiado político? A questão está efetivamente sendo discutida na alçada pertinente e, peso eu que muita coisa ainda vai rolar...
Battisti é um dos sobreviventes do período retratado por Sorrentino em seu filme. Ex-militante do agrupamento PAC – Proletários Armados para o Comunismo–, acusado por crimes de terrorismo e morte, acabou condenado à prisão perpétua na Itália. Mas escapou, passou pela França, México, França outra vez e, ao final, desembarcou, perseguido, no Brasil, onde foi detido no Rio de Janeiro.
Agora, transformou-se em protagonista de um affair diplomático internacional, envolvendo autoridades italianas e brasileiras que, em um ato de coragem e independência, deram a ele o status de refugiado político, frustrando os que queriam vê-lo apodrecer até a morte na prisão.
Nascido em 1954 nos arredores da iluminada Roma, Battisti admite que é “culpado de conspiração, mas jamais de crimes de sangue”, e denuncia que foi vítima de erros e abusos judiciários, tanto na Itália quanto na França, onde primeiramente se exilou sob as asas do governo social-democrata de François Mitterrand. As bruscas mudanças de cenário da política francesa obrigaram Battisti a voar para o Brasil, onde foi preso.
Segundo o jornalista e escritor Bernard-Henri Lévy, prefaciador da autobiografia de Battisti (Minha fuga sem fim), o ex-militante foi transformado em um necessário bode expiatório. Nada a estranhar em um mundo onde qualquer um apontado como terrorista já está previamente condenado, como demonstram cabalmente os fatos criminosos envolvendo os governos dos Estados Unidos e da Europa após os atentados contra as torres de Nova York, as guerras no Iraque e no Afeganistão.
O testemunho dos prisioneiros de Guantánamo, avalizado por autoridades legalistas nos EUA, comprovam a afirmação, assim como as prisões e torturas em presos clandestinos em celas secretas em diferentes países. Filho de uma família de recursos econômicos limitados, de filiação comunista de um lado e católica do outro, Battisti envolveu-se, muito jovem, com pequenos furtos e assaltos à mão armada, que resultaram em dois anos de prisão, em meados da década de 1970. Ao ser solto, foi morar num prédio okupa, onde começou seu envolvimento com o PAC, depois de conhecer Pietro Mutti, um dos fundadores da organização.
Battisti e Mutti ficaram mais do que amigos e participaram juntos de pequenas ações que objetivavam levantar dinheiro destinado a militantes na clandestinidade.
Em Minha fuga sem fim, Battisti descreve o panorama pós-1968 na Itália: vagas de migrantes que seguem do sul para o norte em busca de trabalho; desemprego; industrialização tardia; economia claudicante; ranço fascista.
Durante uma operação policial de repressão antiterrorista realizada em 1979, Battisti é preso no cárcere de Frosinone. De lá é retirado em 1981 por Mutti e seu grupo. Foge, então, para Paris, onde permanece um ano na semi-clandestinidade. Da França vai para o México, onde fica oito anos e começa a escrever (hoje ele já tem quinze livros publicados, inclusive por editoras francesas de primeira linha).
Em 1990, sempre como ilegal, volta para Paris, onde já viviam sua mulher e a filha. Continua a escrever e a traduzir romances do gênero noir. Apesar de a Itália pedir sua extradição (o “arrependido” Mutti o delatara à polícia italiana, atribuindo-lhe a execução de quatro assassinatos), a “Doutrina Mitterrand” o protege como ex-militante que havia abjurado a ação política violenta e armada. É um homem livre novamente.
Entretanto, em 2004, no governo Chirac, sob pressão da Itália, a extradição é concedida às autoridades italianas. Logo Cesare Battisti reinicia sua fuga, agora finalmente interrompida pela desafiadora decisão do ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, avalizada pelo presidente Lula. (Fonte: Via Política).
A idéia agora é aguardar as cenas do próximo capítulo no Brasil. Será que a decisão do Ministro Tarso Genro prevalece? Ou Battisti deverá mesmo ser extraditado... é esperar pra ver.
É isso.

Projeto obriga montadoras a plantar árvores em proporção a carros fabricados

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4380/08, do deputado José Chaves (PTB-PE), que obriga as montadoras de automóveis a plantar árvores em número proporcional à quantidade de veículos que produzirem. A medida vale para qualquer automóvel, utilitário, caminhão e máquina agrícola.
A proposta prevê que deverá ser plantada uma árvore para cada veículo produzido de até mil cilindradas; duas árvores para cada veículo produzido com potência acima de mil cilindradas e não superior a duas mil cilindradas; e três árvores para cada veículo com mais de duas mil cilindradas.
De acordo com o deputado, é preciso de alguma forma obrigar a indústria automobilística a compensar a poluição produzida pelos automóveis. “Os veículos são responsáveis por 97% das emissões de monóxido de carbono, 97% de hidrocarbonetos, 96% de óxidos de nitrogênio, 40% de material particulado e 32% de óxidos de enxofre na Grande São Paulo”, destacou o parlamentar.
O projeto prevê que as montadoras poderão, em vez de plantar as árvores, repassar ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) o valor correspondente ao custo desse plantio.
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
É isso.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma decisão diferente: poesia

Um juiz gaúcho inovou ao emitir seu voto em um processo de indenização por danos morais. Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível, sustentou sua decisão em forma de poesia, no julgamento realizado na manhã da últimata quarta-feira (21/1). O magistrado escreveu um poema para fundamentar sua decisão. Em seu voto, ele declama:

"Este é mais um processo

Daqueles de dano moral

O autor se diz ofendido

Na Câmara e no jornal.

Tem até CD nos autos

Que ouvi bem devagar

E não encontrei a calúnia

Nas palavras do Wilmar.

Numa festa sem fronteiras

Teve início a brigantina

Tudo porque não dançou

O Rincão da Carolina.

Já tinha visto falar

Do Grupo da Pitangueira

Dançam chula com a lança

Ou até cobra cruzeira.

Houve ato de repúdio

E o réu falou sem rabisco

Criticando da tribuna

O jeitão do Rui Francisco

Que o autor não presta conta

Nunca disse o demandado

Errou feio o jornalista

Ao inventar o fraseado.

Julgar briga de patrão

É coisa que não me apraza

O que me preocupa, isso sim

São as bombas lá em Gaza.

Ausente a prova do fato

Reformo a sentença guerreada

Rogando aos nobres colegas

Que me acompanhem na estrada.

Sem culpa no proceder

Não condeno um inocente

Pois todo o mal que se faz

Um dia volta pra gente.

E fica aqui um pedido

Lançado nos estertores

Que a paz volte ao seu trilho

Na terra do velho Flores.”

Tá aí.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Narguile: perigo sob nossos olhos

Tenho assistido há bastante tempo a meninada apreciando o fumo do Narguilé, Narguile, Arguile ou Narguila. Nos bares, restaurantes, baladas, rodas de amigos, etc.
O aparato é vendido em todo canto, em shoppings, lojas de presentes, de importados, etc.
Há os tradicionais equipamentos vindos dos países do oriente médio, mas o mercado já está infestado dos exemplares chineses também.
O que interessa é o fato de que, enquanto há uma massiva campanha contra o fumo de maneira geral, bem debaixo de nossas barbas há um estímulo franco ao consumo de tabaco para narguile, inclusive por menores de idade, eis que não existe qualquer restrição de venda do aparelho e consequentemente, das "inofensivas" latinhas ou pacotinhos de "tabaquinho fraquinho" com gostinho que vai desde frutas a coca-cola.
Mas a coisa é séria, muito mais séria do que parece. Há pouco tempo, uma amiga, comentou fato que bem ilustra a questão. De volta à sua cidade natal no interior do estado, dirigindo-se ao clube do município para buscar sua filha pré-adolescente em razão do adiantado da hora, observou que a roda de amigos apreciava uma fumada coletiva de narguile. Indagando do que se tratava, foi-lhe informado que era "chá". Não só experimentou o agradável sabor do fumo com gostinho de maçã, como insistiu para que sua filha de treze anos o fizesse. Ledo engano...
O narguile de fato é agradável, socializante, mas é fumo, tabaco e mata.
Não sou o mais indicado para falar a respeito, eis que tenho como hobby apreciar uma cachimbada após as refeições. Cachimbo também é fumo, assim como charuto e, igualmente provocam danos ao organismo.
Apesar de charmosa, a sessão de fumo do narguile é prejudicial e provoca sérios malefícios. O cheiro agradável das essências usadas no narguilé são um convite para juntar uma roda de amigos e passar o tempo. Apesar de ser um jeito mais charmoso de fumar, a diversão de origem indiana é mais danosa para o organismo que o cigarro.
Em uma sessão, o consumo de tabaco pode equivaler a mais de 100 cigarros.O alerta está em um artigo de revisão do pneumologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Viegas, publicado na edição de dezembro do Jornal Brasileiro de Pneumologia.
Viegas explica que o malefício ocorre, entre outros motivos, porque uma sessão de narguilé expõe o adepto a um período longo de contato com a nicotina. "Em uma roda, se a pessoa gasta duas horas, vai fumar muito mais tabaco que se fumasse cigarros." Enquanto um cigarro leva de 5 a 7 minutos para acabar e propicia de 8 a 12 baforadas, um encontro onde há narguilé dura de 20 a 80 minutos e pode render entre 50 e 200 baforadas.
Outro problema do passatempo está na junção da fumaça do tabaco aromatizado, que já é prejudicial à saúde, com a do carvão utilizado para queimá-lo. A combinação põe o indivíduo em contato com mais nicotina, cromo e chumbo, que são metais pesados. "As substâncias se depositam no organismo e não são eliminadas", diz.
Embora alguns adeptos acreditem que a água colocada na base do narguilé minimize os efeitos prejudiciais da fumaça, Viegas afirma que a água não influi e não filtra nada. As consequências podem ser ainda piores se a água for substituída por alguma bebida alcoólica, ou se nela for adicionado algum outro produto.
Outrossim, ainda que o narguile seja consumido muitas vezes em uma frequência diferente do cigarro e num contexto de mais sofisticação, o melhor é evitar o tabaco, qualquer que seja a fonte. De fato, não existe forma segura de consumo de tabaco.
Para os que desejarem ter acesso ao texto integral de autoria do professor Carlos Alberto Viegas, basta acessar http://www.jornaldepneumologia.com.br. Tá aí.

Consumidor: Anabolizantes maquiados

Um estudo feito no Estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.
O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por screening por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. "A identificação dos sais indica que esses produtos contêm esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente", disse Maria Regina Walter Koschtschak, pesquisadora da Seção de Antibióticos do IAL que participou das análises, à Agência FAPESP.
"Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras."
Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico).
"A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados", afirmou Maria Regina.
Segundo ela, duas portarias de 1998 da legislação brasileira regulamentam os suplementos fixando identidade e características mínimas de qualidade, excluindo os produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras substâncias consideradas como doping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequente de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas.
De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.
Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.
"Como consequência da explosão do consumo dos alimentos para praticantes de atividade física e dos suplementos vitamínicos e minerais, estimativas mostram que o mercado mundial desses produtos movimenta cerca de US$ 46 bilhões por ano", contou Maria Regina.
Os hormônios precursores de testosterona apresentam efeitos androgênicos e forte atividade anabólica. "Teoricamente, essas substâncias aumentam a produção de hormônios masculinos por meio do incremento da concentração de precursores exógenos de testosterona. De acordo com os regulamentos do COI, esses hormônios estão classificados na categoria de esteróides anabólicos proibidos", explicou.
Outro estudo para a detecção de anabolizantes, coordenado pela Comissão Médica do COI, revelou que 94 das 634 amostras de suplementos nutricionais, provenientes de 215 fabricantes de 31 países, continham substâncias não declaradas que poderiam levar a um teste positivo de doping aos usuários desses suplementos.
De acordo com a pesquisadora do Instituto Adolfo Lutz, outro fator que influenciou o crescimento do consumo dos suplementos nutricionais foi a passagem do controle desses produtos, em 1994, nos Estados Unidos, do Food and Drug Administration (FDA) para o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA).
"O DSHEA define os suplementos dietéticos como sendo aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol", disse Maria Regina.
A pesquisadora destaca que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio. (Fonte: Idec e Agência Fapesp).
É isso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Lula na ABL: será que pirei?

Essa nem Nostradamus poderia prever nos seus sonhos mais loucos... nem se tomasse chá de cogumelo.

Quem diria!!!!! Luiv Ináfio discursando na tradicional Academia Brasileira de Letras... e todo aquele povo intelectual ouvindo-o com toda a pompa e circunstância????

E eu que pensava que certas coisas eram impossíveis de acontecer. Agora entendi porque nosso presidente pode tomar todas. Ele é um imortal!!!

É isso.

Anvisa determina apreensão de lote falsificado do Cialis

Tomou Cialis e a tão prometida performance não veio???
O amigo pode ter sido vítima de um golpe...
O fato é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão, em todo o território nacional, de um lote do medicamento para disfunção erétil Cialis 20 mg por ser objeto de falsificação.
A resolução foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira.
O lote falsificado é o denominado A178173. O original, segundo a resolução, foi fabricado em fevereiro de 2006 e tinha validade até janeiro de 2008.
Já o falsificado tem data de fabricação de abril de 2007 e perderá a validade em março de 2009.
A Anvisa também determinou a apreensão e suspensão de fabricação de outros medicamentos, além de produtos de dedetização e cosméticos.
Portanto, das duas uma: ou contente-se com o resultado sem estar turbinado ou municie-se com nova dose do amarelinho da alegria.
Tá aí.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pra que usar terno no Brasil?

Enquanto o deputado Fernando Gabeira procura regulamentar o naturismo no Brasil com o abandono definitivo da tanga, outros seguem fervendo dentro de seus ternos.
Para os descolados, "becas", para os conservadores, "costumes". Para uns "traje completo", contanto que tenha colete, para outros coisa de gente exótica que só usa o colete, a exemplo de nosso Ministro do Meio Ambiente que abandonou os ternos, mas manteve os coletes, na contra-mão da História.
Mas fiquei aqui pensando... acho que estou ocioso demais sem minhas aulas. É... cabeça vazia é a oficina do cramulhão... fiquei pensando: "ternos... ser ou não ser????".
Será que Hamlet usava terno no calor inglês? Usava nada. Ficava mesmo com aquelas roupinhas justas e afeminadas, com muitos tecidos sobrepostos, que, quando tiradas exalavam o mais abjeto "cecê", já que banho era coisa de indígena e perfume era coisa dos nojentos franceses. É... acho que estou ficando biruta... Hamlet nem saberia o que é um terno. Usava mesmo suas túnicas com jabors e babados, calças justas e sapatos com imensas fivelas.
Mas minha reflexão refere-se ao clima brasileiro e o terror de usarmos ternos em plena região tropical. Realmente o Gabeira tem razão. Com nosso clima e o aquecimento global o melhor é andar peladinho da silva, não esquecendo do protetor solar, pois, caso contrário, o monstro vai despelar... Quiçá o projeto de distribuir-se protetor solar pelo SUS ou de quebrar-se a patente dos produtos (essa sugestão é minha pra abaixar o preço...) dê certo, pois, caso contrário, vai ter muito naturista mergulhado em piscina de Caladril.
Às vezes fico agoniado com essa coisa de terno. Coisa de europeu. Herdamos isso de países mais frios. Na verdade, herdamos muitas coisas, já consolidadas em nossas maneiras de vestir, que nada tem a ver com o nosso Brasil.
Veja-se, por exemplo os países do Caribe e América Central, onde o traje de gala oficial para o homem é a chamada "Guayabera" - uma camisa, em geral de mangas longas, de tecido nobre, usada para fora da calça e finamente ornamentada na sua porção frontal - acompanhada, geralmente durante o dia do tradicional chapéu Panamá. Muito mais racional quando se fala de locais de clima tropical e razoavelmente quente e ensolarados. Imaginem só se o pessoal do Caribe usasse terno como nós por aqui...
E a moda vem consolidada também em setores mais conservadores da sociedade. Vejamos o segmento religioso, por exemplo. Observemos os padres e rabinos: ainda ostentam sua indumentária pesada, geralmente na cor negra. Há algo mais complicado do que uma roupa longa, preta, ao sol??? Acho interessante que alguns líderes religiosos já estejam adotando roupas mais leves, de cores mais claras, adequadas ao clima tropical...
Há quem diga que os habitantes do deserto protegem-se do sol com roupas de lã, cobrindo todo o corpo, roupas essas que também os protege da areia e do frio noturno, mas a premissa não vale para nós brasileiros que entramos e saímos dos ambientes climatizados a todo o tempo, bem como estamos sujeitos a chuvas, sem falar nas oscilações periódicas de temperatura durante o dia. Tudo sem falar no hábito da população desértica e de sua total adaptação ao tal modo de vestir.
Mas terno???? Terno não tem nada a ver com o Brasil embora a sua exigência seja às vezes um mister inexplicável. Não suporto terno. Tenho pescoço curto e papo. A gravata me incomoda. As barbatanas metálicas que uso nos meus colarinhos em geral engomados, cutucam minha pele dando a impressão de que vivo tomando chupões no horário do almoço, já que ando sempre com manchas vermelhas acima da camisa. A gravata é um acessório que nada me enriquece. Afinal, o que ajuda um treco de pano pendurado em nossa cabeça além de esquentar o cocoruto? No mais, foi-se o tempo em que a gravata servia para indicar o regimento a que o indivíduo servia...
Aliás, se eu for olhar minha gaveta e observar as tantas gravatas que tenho lá, colecionadas durante um bom tempo - hoje sou adepto de gravatas baratas, já que penso não ser interessante pagar uma pequena fortuna por uma gravata que dure anos; prefiro pagar barato e usar uma gravata por uma estação e não ter pena de doá-la a alguém - parecerá que servi no regimento dos cachimbos (tenho uma gravata da Moschino com um monte deles...), no regimento das zebras, no regimento das Matruskas, no regimento das bolinhas (de várias cores), das listras, e que até sou um "sem regimento", porque tenho lá minhas gravatas lisas. Nossa... sou um "sem regimento"... no dia em que eu invadir alguma repartição, ministério ou terra de alguém, vou usar uma de minhas gravatas lisas, mas não no pescoço. Vou usar na cabeça, como o Vêsgo do Pânico...
Voltando à porra do terno. Terno no Brasil é inexplicável, até mesmo porque, por incrível que pareça, nas nossas paragens, terno confere ao usuário até titulação acadêmica. Bastou meter um ternão que o cara vira "doutor". O terno confere ao fulano os graus de bacharelado, mestrado e doutorado. Doutor... doutor merda nenhuma... isso é coisa de gente não esclarecida.
Não é porque alguém que está de terno, porque é almofadinha, que vale mais do que qualquer outra pessoa. Mas isso é uma questão de cultura no País. Acho que herdada ainda dos anos de chumbo, em que os ternos, junto com as fardas eram o símbolo do poder, contrapostos à roupa mais informal, às calças de brim, às sandálias de dedo, aos biquinis, até mesmo às tangas de crochê, tal como a que usava o Gabeira...
Não faço aqui a apologia à tanga de crochê ponto-largo e tampouco ao naturismo, mas questiono essa coisa de ser necessário o terno... Por outro lado, sou contra a avacalhação. Não é porque em certas situações se dispensa o terno que o cara tem que aparecer de bermudão com a cueca pra fora e de All Star. Deve ter o mínimo de bom senso. Casual day, não significa mostrar os pentelhos pra galera do escritório, mas vestir-se apenas com um pouco mais de conforto e sem tanto formalismo.
Que se siga o exemplo dos demais países das Américas Latina e Central. Terno não é necessário mesmo, mas dignidade e elegância devem estar sempre preservados, bem como respeitados os ambientes e solenidades.
Tá aí.

Projeto estabelece normas para a prática do naturismo

O naturismo - filosofia de vida que utiliza o nudismo como forma de desenvolvimento da saúde física e mental das pessoas de qualquer idade - poderá deixar de ser considerado ilícito penal. Este é o objetivo do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2000, de autoria do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que fixa normas gerais para a prática do naturismo.
A matéria, aprovada na Câmara em 2000 e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em 2002, aguarda inclusão na Ordem do Dia. Caso seja acatada pelos senadores em Plenário, deverá voltar à Câmara, uma vez que recebeu duas emendas na CCJ.
O projeto define a liberdade para a prática do naturismo em espaços e áreas reservados. Os naturistas deverão apenas observar e respeitar a liberdade e os direitos de quem não adota a mesma filosofia. Conforme emenda apresentada pelo relator da matéria na CCJ, o então senador José Fogaça (PPS-RS), e aprovada na comissão, seriam denominados espaços naturistas os definidos e autorizados pelo Poder Público estadual, municipal ou do Distrito Federal localizados em áreas exclusivas como praias, campos, sítios, fazendas, clubes, campings, hotéis, etc. A segunda emenda ao texto estabelece que o Poder Público poderá condicionar a licença a certos limites ou a determinados períodos do ano.
Em sua justificação, Fernando Gabeira lembra que o naturismo nasceu na Alemanha em 1903 e conta atualmente com mais de setenta milhões de adeptos em todo o mundo. Segundo definição da Federação Internacional de Naturismo, por ele citada, os adeptos da atividade adotam modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, com o objetivo de favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e pela natureza.
"Em face dos condicionamentos culturais existentes no país, necessário é, pois, que a atividade seja regulamentada e que se permita, de acordo com determinadas regras e condições assimiláveis pela coletividade, a sua prática dentro de parâmetros para tanto fixados", diz Gabeira no texto. (Fonte: Agência Senado).
Tá aí.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Empresário é condenado por divulgar fotos de ex

Um empresário da cidade de Teófilo Otoni (MG) foi condenado a pagar indenização de 30 mil por danos morais à sua ex-namorada. Ele tirou fotos dela durante uma relação sexual, e as imagens pararam na internet e em panfletos. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Segundo os autos, a moça concordou que fosse fotografada em poses eróticas durante relação com o empresário. Segundo ela, o homem comprometeu-se a apagar as fotos de sua câmera digital. No entanto, as imagens foram divulgadas por e-mails e por sites pornográficos, além de terem sido impressas em panfletos distribuídos na cidade. Ela afirmou que foi obrigada a deixar a igreja e mudar de cidade. Até a mãe da moça, também autora da ação, sofreu de depreesão.
Em sua defesa, o empresário argumentou que a idéia de fazer as fotos foi da moça. Ele diz que não ficou provado que foi o autor do vazamento.
O juiz Ricardo Vianna da Costa e Silva, da 2ª Vara Cível de Teófilo Otoni, entendeu que “tendo o réu guardado as fotos, sem o consentimento da primeira autora, e não tomado os cuidados necessários para evitar que terceiros se apoderassem das mesmas, é certo que foi negligente, devendo, portanto, responder pela divulgação das imagens”. O juiz fixou a indenização em R$ 60 mil. A mãe da moça não foi indenizada.
O homem recorreu alegando que não foi demonstrada a existência de ato ilícito que justifique o pagamento da indenização. Já as autoras pediram aumento da indenização. Pediram também indenização por danos materiais, para cobrir as despesas da mudança de cidade.
O desembargador Lucas Pereira, relator, considerou que as fotografias foram tiradas com a condição de que seriam apagadas posteriormente. As fotos permaneceram exclusivamente em poder do empresário, que assumiu a obrigação de apagá-las. Para o desembargador, mesmo que não haja provas de que foi o réu quem divulgou as imagens, ele armazenou as imagens sem consentimento da ex-namorada.
Por outro lado, Pereira lembrou que não se pode afastar a culpa concorrente da autora “por ter permitido que as cenas sexuais fossem livremente fotografadas”, fato que deve ser levado em conta para a fixação da indenização. Ele lembrou que devem ser avaliadas questões como as condições econômicas do ofensor, a extensão do dano, seus efeitos e a culpa dos envolvidos. Desse modo, o desembargador julgou excessivo o valor fixado na primeira Instância, reduzindo-o para R$ 10 mil. O desembargador negou os pedidos de indenização por danos materiais e de danos morais para a mãe da autora.
Já o revisor, desembargador Eduardo Mariné da Cunha, votou pela redução do valor da indenização de R$ 60 mil para R$ 30 mil. Ele afirmou que “a ofensa moral sofrida pela primeira autora foi de grande intensidade” e considerou que a quantia é “suficiente e adequada para compensar a dor moral por ela sofrida”. O desembargador Irmar Ferreira Campos votou com o relator.
Tá aí.

Jornalista que jogou sapato em Bush pede asilo na Suiça

O jornalista iraquiano que tentou agredir o presidente americano George W. Bush, Muntadhar al-Zeidi, pediu asilo político na Suíça. Para o advogado que cuida do caso, Mauro Poggia, o iraquiano Al Zeidi está correndo “risco de vida”. A informação é da Agência Estado.
Al-Zeidi tentou acertar Bush com seu sapato no dia 14 de dezembro, durante a última conferência do presidente americano no Iraque. O jornalista foi preso e está aguardando seu processo por tentativa de agressão contra um líder estrangeiro.
Pela tradição no mundo árabe, mostrar a sola do sapato é um ato de desrespeito a uma pessoa. “Isso é um beijo de despedida, seu cachorro”, afirmou o jornalista, atacando a política de Bush e a invasão que ocorreu em 2003.
Segundo a Agência Estado, em Genebra, o advogado relevou que a família do jornalista entrou em contato com ele há poucas semanas pedindo ajuda para obter o asilo político dos suíços. Segundo ele, Al-Zeidi foi torturado na prisão e duramente agredido. Para o advogado, é a vida do jornalista que corre perigo agora. Poggia conta que o iraquiano teve seu braço e costelas quebradas, além de hemorragia interna.
“Sua vida pode se tornar um inferno”, afirmou Poggia. “Já em Genebra, ele pode tranquilamente trabalhar como correspondente nas Nações Unidas”, disse. Na sala de imprensa da ONU, as opiniões divergiam sobre o comportamento do jornalista. Enquanto muitos apoiavam sua ira contra Bush, outros apontavam para o erro de tentar agredir alguém que estava dando uma conferência de imprensa.
Para Poggia, mesmo depois de cumprir sua sentença no Iraque sobrevivendo à tortura, o jornalista não teria como continuar trabalhando no país. Al-Zeidi se transformou em herói para muitos, mas seu advogado teme ações por parte de extremistas. Poggia conta ainda que está redigindo uma carta ao Ministério de Relações Exteriores da Suíça para formalizar o pedido de asilo.
Em Bagdá, o processo contra o jornalista continua em um impasse, já que os promotores não sabem se acusam Al-Zeidi por agressão ou insulto contra Bush. (Fonte: Conjur).
Tá aí.

MP pede fiscalização dos templos da Renascer

Depois do desabamento do templo da Igreja Renascer, no Cambuci, zona sul de São Paulo, que matou nove pessoas e deixou 100 feridos, no domingo (18/1), a promotora de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo Mabel Tucunduva afirmou que pedirá para a Prefeitura reavaliar todos os acordos de condições estruturais firmados com a igreja desde 1998. A informação é do portal G1.
Também presente na coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (19/1), o promotor criminal Ricardo Andreucci, que acompanhará o caso, afirmou que primeiro é preciso saber os motivos que ocasionaram o acidente para depois falar em punição. Mas ele apontou indícios de homicídio doloso e lesão corporal dolosa. O promotor não descartou a hipótese dos fundadores apóstolo Estevam Hernandes e a bispa Sônia serem responsabilizados.
O MP-SP divulgou que já foi solicitado o laudo da perícia feita pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil sobre as causas do acidente. Serão ouvidas testemunhas da tragédia e colhidos depoimentos de engenheiros responsáveis pela reforma no telhado do prédio, feita em 1998, e analisados documentos sobre as adaptações feitas no recinto, que no passado abrigava um cinema. De acordo com Mabel “a preocupação agora é preventiva”. O MP vai apurar quem são os engenheiros, quais materiais foram usados e o que houve com as obras. A promotora explica que, em 1998, o Ministério Público firmou com diversos templos que fossem prestados atestados de segurança das edificações, incluindo igrejas católica e até mesmo a Renascer.
Ela aponta que o templo do Cambuci estava com alvará em dia, revalidado em julho de 2008. “Por certo, tem que haver uma averiguação [por causa do acidente]”, disse. Mabel também aponta que os problemas iniciaram há 10 anos. “O teto, o telhado e o forro apresentaram vários problemas. Pedimos a interdição do local em 1999”. Ela afirmou que o caso “era tão sério”, que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas havia recomendado a troca de todas as tesouras, parte de estrruturação do teto. No mesmo ano o instituto liberou um laudo confirmando a conclusão das obras. Em 2000, o templo do Cambuci recebeu alvará para voltar a funcionar.
“Eu fiquei surpresa porque tenho três laudos dizendo que o telhado apresentava segurança e o IPT dizendo que as obras tinham sido feitas (...). É um telhado de dez anos e que não poderia ter ruído”, exclamou. Sem citar datas, ela acrescentou que a igreja "ficou um bom tempo sem licença". O alvará de funcionamento deve ser revisto a cada dois anos.
Em entrevista à Agência Brasil, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que o desabamento justifica a criação da Secretaria de Controle Urbano destinada a cuidar de concessão de alvarás e fiscalização. O órgão seria ligado ao Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária.
De qualquer maneira, penso que, se houver a intenção de fiscalizar os templos da Renascer, é necessário que todos os templos, de quaisquer credos, sejam fiscalizados, eis que muitos são construções adaptadas e que comportam grande número de pessoas. Se há perigo em templos, eles não são exclusivos de uma determinada religião ou fé. O tratamento isonômico pelo Estado é no mínimo necessário para que seja assegurada a prefalada proteção a todos os fiéis, já que Deus, em primeira análise, não é mais pai de uns que de outros.
É isso.

Materal escolar oscila até 233% em SP

A diferença de preço do material escolar em São Paulo pode chegar a 233%, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, divulgada nesta segunda-feira. Na comparação entre menor e maior valor, o levantamento apontou ainda que dos 181 itens considerados, 24 (13,26% do total) tiveram diferença de preço de 100% ou mais.Por outro lado, 109 itens (60,22% do total) tiveram diferença de preço abaixo de 50% e 48 itens (26,52% do total) tiveram diferença de preço entre 50 e 100%.
A maior diferença de preço foi verificada para o lápis preto número 2, da Faber Castell, que oscilou entre R$ 1 e R$ 0,30 --variação de 233%. O giz de cera aparece em seguida, com 220% de variação, cotado entre R$ 2,40 e R$ 0,75.
Conforme o Procon-SP, a pesquisa tem o objetivo de fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar e de alertar para a necessidade de pesquisar antes da compra.
"Os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções. Por isso, o consumidor deve fazer uma pesquisa em vários estabelecimentos, negociar descontos e prazos para pagamento. A compra em conjunto pode facilitar as negociações", apontam os técnicos da entidade.
Como forma de economizar, o Procon-SP também orienta aproveitar materiais já utilizados no ano anterior, "que estejam em boas condições de uso", e incentiva a troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes.
O preço do material escolar pesou também no IPC (Índice de Preços ao Consumidor), pesquisado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) no município de São Paulo.
Segundo divulgou a entidade hoje, o índice geral teve alta de 0,23% na segunda apuração deste mês (30 dias até o dia 15 de janeiro), acima de 0,18% na primeira leitura deste mês. Os preços na categoria Educação subiram 2,58%, contra 1,05% na semana anterior. O movimento reflete o início do período de compras de materiais escolares.
Os preços caíram nas categorias Alimentação (0,23%) e Transporte (0,08%). Os demais grupos registraram elevação: Habitação (0,25%), Despesas Pessoais (0,80%), Saúde (0,09%) e Vestuário (0,11%). (Fonte: Idec).
Tá aí.

Empresa informa errado, passageiro não chega ao destino e é indenizado

Uma informação errada impediu que um passageiro chegasse ao seu destino e acabou gerando a condenação da Expresso Guanabara. O usuário deverá receber R$ 6.080 da empresa a título de indenização. A decisão é da juíza do 2º Juizado de Competência Geral do Guará, ratificada pela 2ª Turma Recursal. Segundo informações da assessoria do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), o passageiro conta que celebrou contrato de transporte com a empresa, adquirindo passagens para si e para seus familiares com destino à cidade de Picos (PI), sem, no entanto, ter alcançado seu objetivo.
O usuário revelou que tentou embarcar num primeiro ônibus que estacionou no terminal de embarque no horário previsto em seu bilhete, mas recebeu informação do bagagista da empresa que o ônibus no qual deveria ir a bordo era o próximo. No entanto, esta informação não era correta. A Expresso Guanabara alegou, em sua defesa, que o passageiro não embarcou no ônibus devido, pois só teria se apresentado após a partida. Entretanto, não conseguiu comprovar as alegações sustentadas. Na coleta de provas, foi apurado que o usuário foi diligente ao realizar os procedimentos para embarque no ônibus e seguiu todas as orientações passadas pelos funcionários da empresa de transportes, motivo que o fez perder o ônibus certo.
“O erro do autor foi provocado pela confiança depositada nas informações prestadas pelo preposto da ré - o bagagista do primeiro ônibus. Neste quadro, resta patente que o serviço prestado pela ré foi defeituoso, na forma do Código de Defesa do Consumidor”, afirmou a magistrada na decisão. Ela explica que o dano material está provado e consiste na despesa com os bilhetes de passagem, totalizando R$ 1.080,00. Para isso, considerou que a transportadora não comprovou a emissão de outros bilhetes, gratuitamente, para que o passageiro realizasse a viagem em outro dia, e que as condições econômicas deste não lhe permitiram a aquisição de novos bilhetes, tal como exigido pela empresa para fazer o transporte. A magistrada constatou também que houve ofensa à dignidade do usuário, cujo dano está representado pelo tratamento que lhe foi dispensado por funcionário da empresa ao impedir o correto cumprimento do contrato de transporte, fato que impediu a chegada ao seu destino, “cumulados com ineficiência e desorganização”. A juíza considerou que, em circunstâncias como essa, a empresa deve encontrar soluções mais adequadas e eficientes para minorar os transtornos e aborrecimentos de seus clientes. Contudo, verificou que a assistência oferecida não foi suficiente nem eficaz para o desate do problema que se prolongou além dos limites da razoabilidade.
“Diante da perda do ônibus, deveria a ré fornecer informações completas e adequadas e garantir uma segurança de que a prestação de serviços ocorreria sem custos adicionais ao passageiro, mesmo que em data diversa, especialmente porque recebeu o preço por si determinado para realizar o transporte e não o fez por erro próprio”, entendeu ela na sentença. Diante desta fundamentação, a magistrada concluiu que os transtornos, perturbações e dissabores injustamente experimentados pelo passageiro configuram dano moral indenizável, que arbitrou em R$ 5.000.
Para a fixação do montante, foram considerados o valor de desestímulo que a indenização por dano moral deve alcançar, a falta de atenção da empresa em garantir o cumprimento do contrato de transporte ao passageiro - ao qual restou se submeter ao procedimento da transportadora - e as circunstâncias enfrentadas pelo usuário, que confiou nas informações prestadas pelo funcionário da empresa. (Fonte: Última Instância).
É isso.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um presente mais do que "especial"

É um vídeo bem ignorante, mas que não deixa de ser interessante. Você já teve aquela mulher que te perturbou demais? que encheu a paciência além da conta? eis o presente ideal para ela!!!

É isso.

Presa quadrilha acusada de tráfico de mulheres para a Suíça

A Polícia Federal do Brasil e da Suíça e a Polícia do Cantão do Ticino, também na Suíça, fizeram uma operação conjunta para desmantelar uma quadrilha acusada de aliciar mulheres brasileiras e mandar para a Suíça. Até a noite dessa quarta-feira (14/1), seis pessoas haviam sido presas — quatro em Goiás e uma na Suíça. A operação foi batizada de Operação Abrantes.
A PF explica que, a partir de documentos encaminhados pela Polícia do Cantão do Ticino, juntamente com outras diligências tocadas pela Polícia Federal desde 2004, descobriu “um grande número de vítimas aliciadas por membros de uma mesma família, que contavam com apoio de dois homens que eram responsáveis pela manutenção de um esquema de prostituição no país europeu”.
Segundo a PF, o principal responsável pelo aliciamento das brasileiras atuava na cidade de São Miguel do Passa Quatro, no interior do estado de Goiás. Para tentar escapar da ação policial, o embarque das vítimas era feito no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, segundo a PF. “Uma vez na Suíça, os demais membros se encarregavam de explorar as brasileiras sexualmente, oferecendo seus serviços a clientes suíços”, declaram os federais.
Relatório da operação informa que, no Brasil, a ação policial “foi acelerada depois que dois integrantes da família investigada foram presos em flagrante quando tentavam comprar um bebê para vendê-lo a um casal suíço, em Senador Canedo, cidade próxima à Goiânia”. Para obter sucesso, ainda de acordo com a PF, a quadrilha aliciava principalmente pessoas de baixa renda.
Também foram feitas duas buscas em Goiás e uma busca na Suíça. “A diligência no país europeu contou com a participação de dois policiais federais brasileiros e o representante local da Interpol, e também responsável pelas investigações, no Brasil, informou que outras medidas internacionais de prisão podem ser adotadas em face dos envolvidos”, explicou a Polícia Federal.
A PF já havia deflagrado em Goiás operação semelhante em 2006. A chamada Operação Fassini levou à condenação de um suíço, no Brasil, depois que provas foram encaminhadas por Zurique, na Suíça.
Tá aí.

A portabilidade de carências nos planos de saúde

A Lei de Planos de Saúde (Lei 9.656/98) prevê, em seus artigos 11 e 12, inciso V, a possibilidade das operadoras exigirem nos contratos de planos de saúde o cumprimento de períodos de carência, limitados a:
a) 24 horas para casos de urgência ou emergência;
b) 180 dias para os procedimentos em geral (consultas, exames, internações hospitalares);
c) 300 dias para parto; e
d) 24 meses para procedimentos para tratamento de doença preexistente.
A carência é um mecanismo criado pelo setor de seguros que foi incorporado pelo mercado de planos de saúde e consiste em intervalos de tempo, contados a partir da assinatura do contrato, nos quais o consumidor não poderá valer-se do plano para a utilização de determinados procedimentos. Porém, a carência deveria ser exigida apenas quando da entrada do consumidor no mercado de saúde suplementar, e não a cada contrato firmado com operadoras diferentes.
Em razão disso, a portabilidade de carências, que consiste na possibilidade do consumidor mudar de operadora e contratar um novo plano de saúde sem cumprir novos períodos de carência, é um pleito antigo dos consumidores e das organizações de defesa do consumidor, desde o início da vigência da Lei de Planos de Saúde, tema este que inclusive foi levantado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) em 2000 na Câmara de Saúde Suplementar (órgão consultivo da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar), quando o Instituto fazia parte de sua composição.
Mas somente após mais de 10 anos da publicação da legislação que regula o mercado de saúde suplementar, a ANS decidiu regulamentar esta questão. A intenção da Agência é garantir a portabilidade como forma de aumentar a concorrência entre as operadoras e, conseqüentemente, buscar a melhoria na prestação de seus serviços.
Assim, em setembro de 2008, a ANS colocou em consulta pública uma proposta de regulamentação para possibilitar a portabilidade de carências nos planos de saúde. A proposta apresentada pela Agência foi recebida com grande decepção por parte das entidades de defesa do consumidor, por ser muito restritiva.
De acordo com a proposta apresentada, a portabilidade de carências será garantida apenas a consumidores que tiverem contratos novos, ou seja, aqueles firmados a partir de janeiro de 1999, sob a vigência da Lei 9.656/98, e para planos individuais e familiares. Ou seja, a portabilidade não contemplará os consumidores que tiverem contratos antigos (firmados antes de janeiro/1999) e tampouco os planos coletivos (empresarial e por adesão), afastando, portanto, cerca de 87% do mercado de saúde suplementar.
Além disso, estabelece outras restrições: o direito à portabilidade somente poderá ser exercido no mês de aniversário do contrato, entre planos similares (cuja classificação ainda será elaborada pela ANS) e de faixa de preço igual ou inferior, e por consumidores que permaneceram na mesma operadora por 2 anos, prazo este que será aumentado para três anos em caso de doença preexistente.
O Idec defende que a portabilidade deveria ser mais abrangente, para efetivamente atingir os objetivos almejados pela ANS. O Instituto considerou em suas contribuições encaminhadas à ANS, algumas mudanças relevantes que deveriam ser acolhidas na elaboração da redação final da Resolução:
a) Inclusão dos contratos antigos;
b) Inclusão dos contratos coletivos;
c) Garantir a portabilidade entre diferentes formas de contratação: supressão de dispositivos que restrinjam a portabilidade apenas entre planos similares e de faixa de preço igual ou inferior;
d) Garantir a mobilidade durante todo o ano, e não apenas durante 30 dias por ano (na época do aniversário do contrato);
e) Garantir que o consumidor poderá portar toda e qualquer carência cumprida, mesmo que parcialmente;
f) Garantir a portabilidade em caso de liquidação de operadora.
Vale ressaltar que a ANS foi criada pela Lei 9.961/2000, com o objetivo de regular, normatizar, controlar e fiscalizar as atividades que garantam a assistência suplementar à saúde (artigo 1º). Importante ressaltar que esta lei, em momento algum, restringe a atuação desta Agência a um tipo específico de contratação, seja contrato coletivo ou individual, novo ou antigo.
Assim, as operadoras devem se submeter às normas e decisões da ANS independentemente da data de contratação de seus planos. Portanto, aos planos coletivos e aos contratos antigos também se aplicam as atividades reguladora e fiscalizatória da ANS.
E o artigo 3º da Lei 9.961/2000 estabelece que "a ANS terá por finalidade institucional promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no país".
Portanto, não há óbice legal algum para que os contratos antigos e os planos coletivos sejam abrangidos pela regulamentação que garante a portabilidade das carências.
Em breve deverá ser publicada a Resolução, que, infelizmente, de acordo com as notícias que foram veiculadas na mídia, deverá manter as restrições da proposta colocada em consulta pública. Se isso efetivamente ocorrer, a ANS, mais uma vez, desconsiderará as contribuições apresentadas pelos consumidores e perderá a chance de criar uma regulamentação mais abrangente que garanta direito a portabilidade de carência a todos os consumidores de planos de saúde do país. (Fonte: Idec, por Juliana Ferreira).
É isso.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

CPI da Pedofilia abre debate sobre o tema e inicia esforço legislativo para combate ao crime

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia foi criada em março de 2008 por iniciativa do senador Magno Malta (PR-ES), escolhido para presidi-la. O assunto foi posto em voga, com a presença do parlamentar até em programas televisivos para esclarecer a população a respeito do tema.
Um dos resultados obtidos pela CPI foi a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008, do projeto de lei que aumentou a punição e abrangência de crimes relacionados à pedofilia na Internet. Além de aumentar a pena máxima de crimes de pornografia infantil na rede de seis para oito anos, a lei criminaliza a aquisição, posse e divulgação para venda de material pornográfico, condutas que não estão previstas na legislação atual e que já são vigentes em outros países. O Brasil ocupa o quarto lugar no consumo de pedofilia no mundo, segundo a Polícia Federal.
A elaboração do projeto foi fruto das discussões que se deram no âmbito do colegiado no decorrer de 2008. A ausência de uma política de prevenção a crimes cometidos pela rede mundial de computadores e a dificuldade em obter acesso aos dados das empresas de Internet e de telecomunicações, que poderiam identificar os criminosos, foram as principais queixas de delegados, procuradores, promotores e operadores do Direito em geral, além de representantes de entidades ligadas ao tema ouvidos em audiências públicas durante todo o ano.
O primeiro avanço da CPI, antes mesmo da sanção ao projeto, foi a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal e a Google do Brasil, mantenedora do site de relacionamentos Orkut, meio comumente utilizado por pedófilos para troca de informações. Pelo acordo, a Google deve encaminhar à Polícia Federal e ao MPF os dados sobre pedofilia de usuários do Orkut e guardar essas informações por seis meses. Conflitos anteriores com a empresa, que se negava a entregar dados às autoridades brasileiras por se dizer submetida à legislação dos Estados Unidos, quase causam a instauração de uma ação penal contra a empresa. A parceria, desde então, vem sendo elogiada pelo senador Magno Malta.
Foram entregues à comissão, no primeiro semestre de 2008, informações sobre 3.261 álbuns do Orkut, permitindo a identificação de pelo menos 500 pedófilos. Em novembro, o sigilo telemático de outros 18,5 mil álbuns foi oferecido, e a expectativa é que outros sete mil pedófilos sejam identificados.
Outro acordo fechado em dezembro, a partir da CPI, foi entre as empresas TIM, OI/Telemar e Brasil Telecom: um termo de cooperação que pretende dar maior celeridade ao fornecimento de dados solicitados pela Justiça. As informações sobre pessoa investigada por crime praticado pela Internet contra criança e adolescente deverão ser fornecidas em até três dias pelas empresas, mediante requisição feita por autoridade policial ou judicial.
Esse prazo de transferência dos dados cai para 24 horas quando houver risco à vida dos menores, e para duas horas quando se configurar risco iminente à vida de crianças e adolescentes. As empresas que assinaram o termo terão um ano para fazer as adaptações técnicas necessárias.
Ao longo do ano também foram ouvidos representantes do site de relacionamentos Myspace, do provedor de Internet Universo On Line (UOL), dirigentes da empresa Microsoft e do portal MSN/Hotmail no Brasil, além de representantes dos sites de relacionamento Facebook e Beboo, sempre em busca de ferramentas para identificar os criminosos e facilitar o acesso aos dados para poder incriminá-los.
Os integrantes da CPI defenderam a aprovação de uma lei para obrigar o poder público a promover, anualmente, uma campanha de esclarecimento a respeito do crime de pedofilia. O senador Magno Malta encampou a edição de uma cartilha chamada Abuso Sexual Infanto-Juvenil, para esclarecer os pais sobre os abusos a que seus filhos estão sujeitos, e orientá-los sobre a forma de preparar as crianças para detectar abusos. A cartilha, impressa dentro da cota a que tem direito na Gráfica do Senado, estará disponível para download na página pessoal do senador e tem sua reprodução autorizada. A intenção, explicou Malta, é distribuí-la em escolas e igrejas, por meio de organizações não-governamentais e outras instituições.
A CPI funciona com a colaboração de entidades como a ONG Safernet, o Comitê Gestor da Internet no Brasil, o Ministério Público e a Polícia Federal, entre outros. (Fonte: Agencia Senado).
É isso.

Projeto prevê mais assistência a presos e uma cadeia por cidade

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4202/08, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, que altera a Lei de Execução Penal (7.210/84) com o objetivo de aperfeiçoar a legislação em vigor.
Entre as medidas estão a exigência de que cada cidade tenha uma cadeia pública; a criação de centros de Monitoramento e Acompanhamento da Execução de Penas e Medidas Alternativas à Prisão, com participação da sociedade; e a obrigatoriedade de assistência psicológica ao preso durante o cumprimento da pena. Pela proposta, cada município do País deverá ter uma cadeia pública para resguardar o interesse da administração da justiça criminal e a permanência do preso em local próximo ao seu meio social e familiar, segundo a justificativa da CPI, que encerrou seus trabalhos em julho de 2008.
O projeto estabelece também a criação de um Centro de Monitoramento e Acompanhamento da Execução de Penas e Medidas Alternativas à Prisão em cada comarca - território sob jurisdição de um juiz. Esses centros terão equipe de fiscalização e equipe interdisciplinar integrada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais cuja área de conhecimento seja relacionada à execução de penas e medidas alternativas à prisão.
A proposta determina que a execução dessas penas e medidas alternativas se dará de forma integrada, articulada, interativa e interinstitucional, com a implementação de políticas públicas sociais nas áreas da saúde, escolarização, profissionalização e geração de emprego e renda.
Será atribuição dos centros montar redes sociais para oferecer vagas e serviços necessários à estruturação, monitoramento e fiscalização do cumprimento dessas penas. Para isso, o Estado deverá firmar acordos, parcerias e convênios com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades públicas e privadas, organizações não-governamentais nas áreas de justiça, desenvolvimento social, cidadania e direitos humanos, e com entidades representativas da comunidade vinculadas à execução penal.
Para cada grupo de 500 condenados, o centro deverá ter dois psicólogos; dois assistentes sociais; dois pedagogos; e quatro defensores públicos.
Também deverá haver assistência ao preso. Atualmente, é garantido aos presidiários o atendimento médico, farmacêutico e odontológico. Pela proposta, também haverá assistência psicológica ao preso enquanto cumprir pena.
O projeto define ainda que o Estado deverá prestar assistência a quem deixar a cadeia durante seis meses a partir de sua liberação. Hoje, a lei estabelece apenas que a assistência ao egresso do sistema penitenciário consiste na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade e na concessão, se necessário, de alojamento e alimentação pelo prazo de dois meses.
No caso de faltas disciplinares dos presos, o texto determina que, durante o procedimento de apuração do ocorrido, os detentos terão assegurada a prestação de assistência jurídica pela Defensoria Pública, a fim de lhe garantir defesa técnica real e efetiva, o que hoje não é garantido.
A proposta da CPI do Sistema Carcerário também dá ao Conselho Penitenciário competência para inspecionar mensalmente os estabelecimentos e serviços penais, elaborar relatório de inspeção, além de autonomia para encaminhá-lo aos poderes executivos estaduais, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e ao Departamento Penitenciário Nacional, no prazo de 30 dias, contado da data de realização da diligência.
Já o Departamento Penitenciário Nacional passará a ter a atribuição de coletar, processar, compilar e analisar dados estatísticos sobre o sistema penitenciário nacional e emitir relatórios trimestrais para a sua apresentação.
O projeto estabelece ainda novas parcerias, acordos e convênios com o Sistema S - Sesc, Sesi e Senai - para a profissionalização do preso. Além disso, proíbe a terceirização de serviço de guarda e vigilância de presos nos estabelecimentos penais. O serviço passa a ser executado exclusivamente pelo Estado.
A venda de produtos e a prestação de serviços dentro das prisões também sofrem modificações.
O comércio e os serviços passam a ser obrigatoriamente explorados pelas administrações dos estabelecimentos penais, que terão a obrigatoriedade de repassar os recursos arrecadados para o Fundo Penitenciário Nacional. Ainda de acordo com o projeto, os preços desses produtos e serviços serão fixados pelo juiz de execução, depois de ouvido o Ministério Público, que fiscalizará o sistema de comercialização.
O projeto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário. (Fonte: Portal da Câmara).
Tá aí.

Alemanha reconhece direito a pensão por viuvez a gay

A Justiça alemã reconheceu nesta quarta-feira (14/1) o direito dos homossexuais registrados como casal de fato a receber pensão por viuvez, de acordo com a lei contra a discriminação por razões de sexo ou outra índole aprovada recentemente pelo governo. A informação é do site G1.
A Justiça do Trabalho de Erfurt, no leste do país, decidiu a favor de um homossexual que reivindicava pensão por viuvez pela morte de seu parceiro, que era servidor público.
A decisão da corte foi elogiada pela Associação de Gays e Lésbicas, que a considerou um passo importante em direção à plena equiparação dos casais homossexuais em relação aos heterossexuais.
Em 2007, o governo social-democrata e verde de Gerhard Schröder aprovou uma lei que permitia aos homossexuais se registrarem como casal de fato no civil.
Com isso, abriu a porta para que gays e lésbicas compartilhassem o sobrenome de um dos cônjuges e passassem a ter os mesmos direitos que os casais héteros à assistência médica. A lei, no entanto, não previa a equiparação plena em matéria fiscal, de herança , nem permitia a adoção de filhos por casais gays.
Tá aí.

Portabilidade: Agência proíbe carência na troca de plano de saúde

Dentro de três meses, os clientes de planos privados de saúde poderão passar de uma empresa para outra sem precisar cumprir outro período de carência no novo plano.
Para terem esse direito, os clientes deverão ter permanecido no mínimo dois anos na operadora anterior.
As mudanças foram decididas nesta terça-feira (13) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão público responsável pelo controle dos convênios médicos privados. A resolução deverá ser publicada no "Diário Oficial" da União desta quinta-feira (15).
A transferência da carência já cumprida para um novo plano de saúde é conhecida como portabilidade. O objetivo é fazer com que o cliente deixe de ser "refém" de sua operadora.
Como a transferência da carência hoje não é obrigatória, pessoas podem passar anos insatisfeitas num plano de saúde, mas não se arriscam a contratar outra operadora porque sabem que não serão atendidas se tiverem algum problema imediatamente após a troca.
Tá aí.

Presunção de inocência & Excessos da mídia

Maurício Zanoide de Moraes, professor livre-docente em Direto Processual Penal da Faculdade de Direito da USP e ex-presidente do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), deverá publicar em livro sua tese recém-defendida "Presunção de Inocência no Processo Penal Brasileiro". Ele sustenta que a presunção de inocência passou a existir formalmente com a Constituição de 1988, mas "ainda não atingiu a esperada efetividade".
Em texto que divulga seu trabalho, Zanoide afirma que a presunção de inocência não é apenas um dever do Poder Judiciário. Seu reconhecimento, como direito fundamental, fixa deveres para todos os Poderes e, também, compromissos para os agentes privados, como a mídia.
"Os meios de comunicação não se preocupam em respeitar na íntegra esse direito constitucional, pois, não basta apenas referir, no decorrer da notícia, que a pessoa exposta à mídia é 'suspeita'. Isso não é suficiente, pois se desconsidera que a exposição da pessoa já constitui a mais evidente violação àquele princípio fundamental. Em outros países, as autoridades públicas e os meios noticiosos não divulgam a imagem, o nome ou opiniões sobre eventual culpabilidade da pessoa, pelo menos enquanto não há acusação formalmente aceita pelo Judiciário contra ela".
O professor entende que esse direito fundamental foi rejeitado e eliminado em sua verdadeira extensão no Código de Processo Penal, elaborado em 1940, o que se explica pelo fato de essa legislação carecer de uma boa técnica jurídica e ter sido forjada sob o empuxo do Estado Novo getulista. Com isso, a legislação infraconstitucional (processual penal) é refratária e foi construída sobre base avessa à presunção de inocência.
"Há um profundo e inconciliável distanciamento entre a Constituição e o Código Processual vigentes", afirma Zanoide. Ele espera que a atual Comissão de Reforma do Código de Processo Penal compreenda toda a extensão desse princípio constitucional e cumpra no novo texto o compromisso internacional assumido pelo Brasil. Para Zanoide, é indispensável examinar como a presunção de inocência projeta efeitos e se relacionam com os seguintes institutos processuais: as medidas coativas, notadamente a prisão provisória; a absolvição em razão da insuficiência de provas para a condenação; o alegado "in dubio pro societate" e "in dubio pro reo" como critério de decidir; a vedação legal de liberdade provisória em algumas hipóteses ainda existentes em nosso sistema jurídico; entre tantos outros fundamentais institutos jurídicos, tais como, a inclusão do nome do imputado no rol dos condenados, não obstante haja recurso pendente; a prisão provisória decorrente de sentença condenatória recorrível ou de pronúncia; a necessidade de consistente motivação judicial em toda decisão penal que implique redução dos direitos do imputado; uma nova forma de se considerar a reincidência e os antecedentes criminais no instante de decidir medidas coativas e o mérito em detrimento do investigado/acusado; a investigação preliminar; a revisão criminal; o abuso na exposição midiática; a confissão e a delação; e, por fim, a transação penal.
As atividades dos meios de comunicação não podem ser tidas, em tese, como violadoras da presunção de inocência ou de qualquer outro meio fundamental, por exemplo, os direitos à intimidade, à honra e à vida privada do cidadão. A violação advém apenas do abuso e do excesso nessa atividade profissional.
"Para isso é necessário se ter claro que a relação entre presunção de inocência e mídia envolve um duplo sentido: no primeiro, importa a exposição (abusiva) do imputado; e, em um segundo sentido, revela os efeitos que a mídia projeta na persecução penal, notadamente na decisão judicial."
"O juiz é passível de sofrer vários tipos de influência no instante de decidir, não sendo de se desconsiderar a força que os meios de comunicação produzem e projetam nesse momento. A dúvida deixa de ser decidida em favor do imputado ("in dubio pro reo") e passa a ser decidida de maneira 'como se espera', como os 'especialistas' disseram que deveria ser", diz Zanoide.
A presunção de inocência é um ponto fundamental a todos os profissionais que na persecução penal (juiz, promotor, delegado, auxiliares da Justiça, agentes policiais em geral, defensor testemunha, entre outros) têm o dever de preservar todos os direitos acima citados e cujo titular é o imputado (suspeito ou acusado). Não se pode expô-lo à mídia em condições que o aproximem à situação de culpado. Esse é um dever de todos os agentes públicos e privados, pois a presunção de inocência vale para todos e deve ser respeitada por todos.
Os meios de comunicação, segundo Zanoide, deveriam evitar a divulgação de imagens, fotos ou expressões, enquanto não houver acusação formal de uma pessoa (denúncia ou queixa-crime), ou seja, deveriam limitar-se a informar o fato ocorrido, sem qualquer identificação da pessoa.
O professor da USP aponta uma promíscua interação entre agentes da investigação e a mídia, a qual somente interessa indicar um culpado. Se essa culpa não se demonstrar no decorrer da ação penal ou a inocência não é noticiada ou a decisão é tida como falha do sistema processual. A inocência nunca é notícia. Os "especialistas" consultados e levados à mídia para comentarem aspectos jurídicos trabalham apenas com a versão da culpa, sempre a mais interessante a ser "vendida" ao público. (Fonte: Blogdofred).
Eis um belo trabalho que vale a pena ser divulgado. De fato, não buscamos aqui rechaçar as atividades de nossas polícias ou criticar qualquer operação espetaculosa, já que cada um elabora sua própria estratégia de marketing.
Mas, de fato, o que é necessário é resgatar princípio fundamental sacramentado em nosso direito, sob pena de ficar comprometido o processo, sua condução e os sagrados princípios da legítima defesa e do "due process of law".
É isso.

Professor de direito receberá indenização após ser xingado por aluna

Uma universitária deverá pagar R$ 5.000 de indenização por danos morais a um professor por tê-lo xingado e ameaçado fisicamente. A aluna, estudante de direito, foi pega colando e teve a prova recolhida por seu professor.
A decisão é da 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que aumentou o valor de R$ 3.000 determinado em primeira instância. Não cabe mais recurso da decisão.
De acordo com informações do TJ-DF, após ter sido pega colando e ter tido a prova recolhida pelo professor, a universitária passou a xingá-lo. Ao sair da sala de aula batendo a porta, a aluna ainda o ameaçou e, na frente dos colegas, disse que ele iria apanhar na saída. A estudante, em sua defesa, afirmou que ela havia sido ofendida e humilhada pelo professor no momento da cola.
Porém, testemunhas confirmaram as alegações do professor e afirmaram que ele se manteve educado e calmo durante as ofensas, tendo apenas recolhido a prova e o código da estudante. As testemunhas afirmaram, também, que o fato foi bastante comentado nos corredores da instituição de ensino. Segundo o relator do recurso, ninguém pode ser destratado nem ser motivo de chacota por quem quer que seja, ainda mais diante de grande público. “Um aluno deve ter um mínimo de postura e respeito à autoridade máxima dentro de sala de aula. Uma ofensa gratuita contra um professor é um desrespeito à educação, ao corpo docente, aos colegas e a si próprio”, afirmou o relator.
Nos dias atuais, em que os discente - especialmente diante da mercantilização do ensino jurídico no País com o surgimento de cursos sem qualidade e mais vagas do que o número de alunos - passam a ter imenso poder em sala de aula e se vêem como "donos" das escolas e universidades, a decisão é emblemática.
Os valores não podem ser invertidos. Professor é professor e aluno é aluno. É uma questão de hierarquia e respeito. O mestre deve ser respeitado, não só em razão do que sabe e de sua posição de alí estar para ensinar, mas também em grande parte das vezes por causa da idade, da experiência de vida e de sua titulação profissional er acadêmica.
Foi-se o tempo em que poderia haver castigos físicos aos alunos. Mas ainda não se pode cogitar do alunos ter qualquer poder de mando sobre o professor, nem tampouco subjugá-lo ou ofendê-lo.
Louvável a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Quiçá a aluna mal educada aprenda a lição...
Tá aí.

Exemplo: Portugal vai fiscalizar honorários de advogados

Todos os advogados portugueses passarão a ser fiscalizados pela Autoridade de Segurança Alimentar e Econômica (Asae) de Portugal. O governo quer controlar de perto os honorários cobrados pelos advogados e, para a tarefa, indicou a Asae, uma espécie de Procon de Portugal. As informações são do jornal Diário de Notícias, de Lisboa.
Em 2008, as entidades de classe dos advogados portugueses reagiram brutalmente à idéia. O assunto parecia ter sido esquecido. Mas, nos bastidores, António Nunes, o inspetor-geral da Asae, solicitou um parecer aos serviços jurídicos da Direção-Geral do Consumidor (DGC). A entidade deu luz verde para que os advogados passem a ser fiscalizados em suas atas que registram clientes e honorários.
A DGC é uma entidade ligada ao Ministério da Economia de Portugal. Segundo o parecer da DGC, a “Autoridade de Segurança Alimentar e Econômica é competente para dirigir fiscalizações aos advogados e estes devem ser considerados estabelecimentos de prestação de serviço. Como tal, têm que ter um livro de reclamações e uma tabela de honorários afixada”.
O presidente da Ordem dos Advogados de Portugal, Antonio Marinho Pinto, diz que é claro e "de meridiana evidência que os escritórios de advogados não podem ser comparados a estabelecimentos comerciais". Para ele, os escritórios de advocacia não podem ser assim fiscalizados "porque não estão abertos ao público, nem sequer têm horário de funcionamento". Para Pinto, “a advocacia se rege por regras bem diferentes das que regulam a venda de bolas de futebol, de quinquilharias ou de CD piratas".
Antonio Marinho Pinto ressaltou que “as obrigações e deveres dos advogados estão definidos no seu estatuto profissional" e que "a única entidade com competência para apreciar aspectos relacionados com o exercício da atividade é a Ordem dos Advogados e não uma polícia qualquer". Pinto aconselhou os colegas advogados a "não permitirem qualquer diligência policial nos seus escritórios ou sociedades, desde que a mesma não seja precedida por um juiz de Direito e na presença de um representante da Ordem". E avisou: "Quem pretender atuar de outra forma será prontamente responsabilizado "
A Associação de Defesa dos Consumidores de Portugal (Deco) apoiou a fiscalização dos advogados. O secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, afirmou não ver impedimentos legais para que isso aconteça. "O que se pede não é que exista uma tabela de preços igual para todos, mas que cada um tenha a sua tabela indicativa e que as pessoas tenham direito a um livro de reclamações, como já há, por exemplo, nos consultórios médicos, igualmente profissionais liberais."
Eis um belo exemplo a ser seguido.
É isso.

MMA, ICMBio e Fundação Padre Anchieta lançam série sobre espécies ameaçadas

A partir do dia 17 de janeiro será veiculada nos intervalos da TV Rá Tim Bum, canal a cabo controlado pela Fundação Padre Anchieta, uma série de 13 programetes que traz informações sobre espécies ameaçadas de extinção, num formato lúdico e bem humorado para o público infantil. Dentro de três meses os programetes também serão transmitidos pela TV Cultura, em canal aberto.
Durante o lançamento dos filmes, hoje pela manhã, no Ministério do Meio Ambiente, o ministro Carlos Minc elogiou a iniciativa. Para ele, "a melhor forma de proteger é conhecer". Ele citou como exemplo, o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção lançado recentemente pelo MMA. "Pretendemos ampliar nossa parceria com o Ministério da Educação e garantir que em toda escola pública do país haja um exemplar dessa publicação para que as crianças possam conhecer de perto a realidade desses animais. Isso também pode ser feito com essa série", disse.
Crianças e adultos poderão conferir - em três minutos e meio - informações sobre características, hábitos e modos de vida das espécies muriqui, macaco-prego, mico- leão, guariba, peixe-boi, arara- azul-de-lear, cachorro-vinagre, jacaré-açu, tartaruga-marinha, golfinho-rotador, baleia, onça-pintada e lobo-guará.
"Nosso objetivo com isso é fazer com que as crianças saibam como se comportam esses animais, suas características e a importância de preservá-los", explica Silvana Canuto, presidente substituta do ICMBio. A meta é fazer com que informações sobre a biodiversidade brasileira cheguem cada vez mais aos brasileiros e ao mundo.
Na ocasião houve também a assinatura de um novo acordo de cooperação técnica entre o ICMBio e a Fundação Padre Anchieta, que prevê a continuidade da parceria e o lançamento de novos produtos: uma série de documentários, com linguagem mais científica, um roteiro televisivo voltado para o grande público, além de um álbum de figurinhas - tanto impresso quanto virtual- e jogos educativos que retratem a biodiversidade brasileira.
Segundo o diretor de Projetos Especiais da TV Rá Tim Bum, Mauro Garcia, a sociedade brasileira só tem a ganhar com os produtos resultantes dessa parceria. "Estarão garantidos resultados audiovisuais, lúdicos e de informação, aliando a seriedade científica do ICMBio à competência na área audiovisual da Fundação Padre Anchieta, em particular das emissoras TV Rá Tim Bum - o primeiro e único canal infantil brasileiro da TV por assinatura - e TV Cultura, emissora pública", afirma.
As duas emissoras são de alcance nacional e permitirão a difusão para todo o país das informações sobre a biodiversidade brasileira. Para isso os conteúdos foram adequados à linguagem dos públicos infantil e adulto. "Somos bombardeados com muitas informações sobre a fauna e flora de outros países em vários canais de TV, e as que nos chegam, com visões estrangeiras, muitas vezes são equivocadas. A idéia é começar a reverter isso", explica Garcia. (Fonte: Ascom MMA).
É isso.